Coleção pessoal de professor_elmo_alves_torres

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O homem, por mais maduro e plissado que seja, muitas vezes chora por coisas frugais, como as crianças.

Se o silêncio se transfigurar em eloquência, a retórica perde sua persuasão.

A Educação lapida e multiplica o limiar dos saberes.

A leveza da alma nasce ao encontrarmos alegria na alegria dos outros.

Essa Tal Modernidade

O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.

A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.

A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.

Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.

No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.

Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.

O otimista se oxigena nas dificuldades, transforma-as em oportunidades e carrega o aprendizado como bandeira suprema.

A competição mais acirrada é consigo mesmo; as demais, quando leais, transformam rivalidade em virtude.

Falar a verdade tem um peso colossal: arrasta a insegurança, espanta o medo e extermina a mentira.

Da leveza calculada de um gato doméstico à potência monumental de uma baleia-azul, a natureza demonstra que o extraordinário existe em todas as escalas.

Há dias que se anunciam difíceis; contudo, guiados pela batuta do Pai Celestial, tornam-se surpreendentemente leves e prazerosos.

Assim como as palavras, o silêncio também se revela um sutil e eloquente instrumento de enganação.

Romantizar erros, longe de mim;
implicar com acertos, mantenha distância.

Uma casa onde você não escuta o tilintar de panelas e frigideiras é algo desanimador.

Onde a felicidade não tiver espaço, crie canais de amabilidade e logo ela vai aflorar.

Não sou seguidor de Dídimo; acredito em muitas coisas que sei estarem longe de existir.

A delicadeza e a sutileza convergem para que a simplicidade se difunda.

A prosperidade leva muita gente para o seu lado;
a adversidade afasta, mas traz maturidade.

Este mundo muito me intriga:
o simples vira complexo e o dificultoso, às vezes, fazemos involuntariamente.

O caminho para onde a fé nos leva é um lugar de paz em nosso coração, onde tudo se torna possível.

Gênese do verso

Eu pensei em me calar,
procurei me segurar,
mas a vida logo me deu
o dom de improvisar.

Vou tentar não misturar
emoção com a razão,
pois se isso for tentado
tudo vira confusão.

É capaz de desandar
quem quiser se aventurar;
pois o que vou aqui falar
pode servir pra rimar.

O que for para ser dito,
que se fale sem frear;
que seja logo entoado,
rimado e improvisado.

Quando o mote apressar,
não corra, vai ficar feio;
procure ser mais matreiro,
não se faça de arengueiro.

O que aqui já narrei,
foi deixado no caminho;
sempre quis andar certinho
com a fé como vizinho.

Prometo sempre guardar,
esse dom que já citei;
eu me atrevo em cravar,
poeta nunca serei.

Na arte sempre há lugar
pra quem verseja com zelo;
por isso guarde com esmero
esse verso verdadeiro.