Coleção pessoal de PensamentosRS

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O grande mérito da ciência como projeto humano é que ela tem a capacidade de se autocorrigir à medida que vai avançando.

No fundo, é isso que separa um conservador de um revolucionário: o primeiro não está disposto a sacrificar a geração presente em troca de um fim abstrato.

Um dos traços de profunda ignorância política é achar que alguém seja perfeito na representação do bem comum ou que alguma instituição seja plena em sua função.

Até os piores bandidos costumam amar a mãe.

A natureza segue o seu curso indiferente aos nossos sentimentos.

Uma forma conveniente de travar conhecimento com uma cidade é procurar saber como se trabalha, como se ama e como se morre.

Não existem — nem podem existir — soluções locais para problemas globalmente originados e fortalecidos.

Pode-se dizer que as pessoas aterrorizadas são os aliados mais confiáveis, ainda que involuntários, dos terroristas.

Embora as raízes do perigo possam ser dispersas e confusas, queremos que nossas defesas sejam simples e prontas a serem empregadas aqui e agora.

A questão de princípios no terreno da política está sempre condicionada a formações de maioria.

O Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, no quesito burrice vive em condições de igualdade. Tem gente burra em todas as classes sociais.

Podemos estar olhando em direções radicalmente diferentes e evitar os olhares uns dos outros, mas parecemos estar entulhados no mesmo barco sem uma bússola confiável — e sem ninguém ao leme.

A geração mais tecnologicamente equipada da história humana é aquela mais assombrada por sentimentos de insegurança e desamparo.

Não há abrigos seguros onde alguém possa esconder-se.

A ciência primeira hoje é o marketing.

A natureza mostra todos os dias quem tem as rédeas.

De modo geral, as relações humanas não são mais espaços de certeza, tranquilidade e conforto espiritual. Em vez disso, transformaram-se numa fonte prolífica de ansiedade.

Um medo genuína e irremediavelmente insustentável é o da invencibilidade do mal.

A fragilidade dos vínculos humanos é um atributo proeminente, talvez definidor da vida líquido-moderna.

Independentemente do que tenhamos feito como preparação para a morte, ela nos encontra despreparados.