Coleção pessoal de PensamentosRS

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⁠Não admite dúvida que é o conhecimento da morte e a consideração do sofrimento e da miséria da existência que dão o impulso mais forte ao pensamento filosófico e às interpretações metafísicas do mundo.

⁠Quem se mata quer a vida, só se queixa das condições sob as quais ela se lhe oferece.

⁠Se refletirmos sobre como a miséria e os infortúnios são geralmente necessários para a nossa libertação, reconheceremos que deveríamos invejar menos a felicidade do que a desgraça dos nossos semelhantes.

⁠Depois de haver meditado longamente sobre a essência da música, recomendo o gozo dessa arte como a mais deliciosa de todas.

⁠Exigir a imortalidade do indivíduo é querer perpetuar um erro.

⁠A morte é o gênio inspirador, a musa da filosofia... Sem ela, dificilmente ter-se-ia filosofado.

⁠Quando o amor se dedica a um único ente, atinge então uma tal intensidade, um tal grau de paixão que, se não puder ser satisfeito, todos os bens do mundo e a própria vida perdem o seu valor.

⁠Querer é essencialmente sofrer, e como o viver é querer, toda a existência é essencialmente dor.

⁠Só notamos os dias felizes da nossa vida passada depois de darem lugar aos dias de tristeza.

⁠A mais eficaz consolação em toda desgraça, em todo sofrimento, é voltar os olhos para aqueles que são ainda mais desgraçados do que nós: esse remédio encontra-se ao alcance de todos.

⁠A virtude de uma mulher depende do número de taças de vinho que ela beber.

⁠O feminismo hoje é uma forma de histeria coletiva.

⁠O imaginário é uma ficção coletiva vivida como uma realidade objetiva.

⁠Num ambiente líquido, imprevisível e de fluxo rápido, precisamos, mais do que nunca, de laços firmes e seguros de amizade e confiança mútua.

⁠A luta pela boa forma é uma compulsão que logo se transforma em vício.

⁠A sociedade de consumo consegue tornar permanente a insatisfação.

⁠Quanto mais convivemos com os homens, mais nossos pensamentos se obscurecem; e quando, para aclará-los, voltamos à nossa solidão, encontramos nela a sombra que eles projetaram.

⁠Cada um com sua loucura: a minha foi julgar-me normal, perigosamente normal. E como me parecia que os outros estavam loucos, acabei ficando com medo, medo deles e, o que é pior, medo de mim mesmo.

⁠Quando, liquidados os motivos de revolta, já não sabemos contra o que nos insurgir, somos tomados de tal vertigem que daríamos a vida em troca de um preconceito.

⁠Um doente me dizia: “Para que sofro minhas dores se não sou poeta para vangloriar-me ou servir-me delas?”