Coleção pessoal de testeteste123
O pior tipo de gente não é a que sangra.
É a que transforma o próprio sangue em licença para fazer os outros sangrarem.
Toda tragédia merece memória. O Holocausto merece memória. Não para fabricar santos, mas para lembrar do que o homem é capaz quando decide que existe uma raça, uma religião ou um povo que vale menos que ele.
Mas a memória apodrece quando vira escudo.
Quando um crime de ontem passa a ser usado como salvo-conduto para justificar o sofrimento de hoje, a história deixa de ensinar e começa a servir de álibi.
Não existe povo imune à crueldade.
Quem sobreviveu ao horror não recebe, por isso, um certificado de inocência eterna. O poder corrói qualquer bandeira. Corrói qualquer governo. Corrói qualquer fé.
Se alguém grita pela morte de outro povo, pouco importa o idioma, a religião ou a bandeira que carrega. O ódio continua sendo o mesmo animal. Apenas muda de uniforme.
Os mortos não escolhem lados.
São os vivos que escolhem transformar cadáveres em propaganda.
E talvez essa seja a maior obscenidade de todas: usar os fantasmas de ontem para impedir que o mundo enxergue os cadáveres de hoje.
O problema nunca foi tratar alguém com respeito. O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.
Chamam isso de "politicamente correto". Eu chamaria de maquiagem para um cadáver. A mesma sociedade que transforma gente em número, afoga velhos na solidão, vende infância como produto, mede amor por conveniência e dignidade por seguidores, agora quer ensinar boas maneiras. É como um açougueiro discursando sobre vegetarianismo enquanto afia a faca.
Trocaram a ética pela etiqueta.
Antes, um homem podia ser um canalha sem pedir desculpas. Hoje ele destrói vidas durante o expediente e, antes de ir para casa, publica uma frase sobre empatia. A crueldade aprendeu gramática. A hipocrisia descobriu o vocabulário da inclusão. A mentira fez faculdade.
Não é civilização. É cosmética moral.
O ser humano continua o mesmo animal assustado, egoísta, faminto por poder e aprovação. Apenas aprendeu quais palavras lhe rendem aplausos. Descobriu que é mais lucrativo parecer bom do que tentar sê-lo.
A verdadeira decência nunca precisou de cartilha. Ela aparece quando ninguém está olhando. Quando você pode humilhar e escolhe compreender. Quando pode esmagar e prefere estender a mão. Quando discorda sem desejar exterminar quem pensa diferente.
Todo o resto é teatro.
E o teatro sempre foi o esconderijo favorito dos covardes.
Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja que existam pessoas más. Pessoas más sempre existiram. O escândalo é que elas aprenderam a vestir a roupa da virtude e convenceram o mundo de que a aparência vale mais do que o caráter.
No fim das contas, não temo o homem que admite suas sombras. Temo aquele que sorri com a máscara da moral enquanto troca, silenciosamente, os valores que sustentam a condição humana por slogans convenientes.
Porque quando a ética é substituída pela aprovação coletiva, sobra apenas uma multidão educada demais para dizer a verdade e vazia demais para reconhecer a própria humanidade.
"Se as suas críticas tivessem o poder de pagar os meus boletos ou construir o meu futuro, eu até daria ouvidos. Mas só servem de combustível."
"A ignorância tem pressa em julgar, mas a genialidade tem paciência para ver o tempo dar a resposta."
"Eles tentam podar as minhas asas chamando de 'loucura' aquilo que eles nunca teriam fôlego para alcançar."
" Reza a lenda que o homem mais
rico do mundo morreu afogado em um mar de dinheiro com notas de 100 reais e uma moeda de 5 centavos na cueca. "
"O que para os críticos é 'excesso de imaginação', para mim é apenas o requisito mínimo para não viver uma vida entediante."
"O dedo que aponta o erro é o mesmo que nunca teve a coragem de segurar a caneta para reescrever a história."
"Não me explique por que a minha ideia não vai dar certo; gaste essa mesma energia tentando entender como vou fazê-la funcionar."
"Deixe que duvidem. Enquanto eles debatem se o voo é possível, eu já estou redesenhando o mapa lá de cima."
"O preconceito com o diferente é o mecanismo de defesa automático de quem tem medo da própria mediocridade."
"Ideias mirabolantes nada mais são do que a realidade de amanhã zombando da miopia de quem só enxerga o hoje."
"Quem gasta tempo apontando os defeitos da minha ousadia geralmente está apenas frustrado por nunca ter tido coragem de inventar o próprio caminho."
"O problema de ter ideias que estão no futuro é que a patrulha do passado sempre vai tentar te multar por excesso de velocidade mental."
A Culpa de Sentir Demais
Quando escuto que minhas escolhas machucaram alguém,
o mundo parece perder a cor.
É como se eu me tornasse um monstro,
como se tudo o que existisse dentro de mim
fosse apenas um vazio disfarçado de coração.
Dizem que uso pessoas como abrigo,
como quem tenta fugir de si mesma.
Dizem que minhas atitudes machucam,
que nem sempre sei permanecer sem ferir.
Então começo a me esconder.
Guardo as palavras, os afetos, os sorrisos.
Porque talvez o silêncio doa menos
do que a culpa de existir.
Mas me explica...
Como desacelerar uma vida
quando tudo em mim grita intensidade?
Como aprender a ser calma
se meu peito nasceu tempestade?
Como perceber que todos estão indo embora,
se sou eu quem fecha as portas
antes mesmo de ouvir a despedida?
E como aceitar que, no fim,
talvez eu fique sozinha,
vendo cada pessoa partir,
acreditando que me odeiam simplesmente por eu ser quem sou?
Talvez a terapia consiga traduzir
os sentimentos que nem eu compreendo,
esses nós invisíveis
que apertam meu peito todos os dias.
Porque eu já não consigo chorar.
Parece que minhas lágrimas
secaram antes de cair,
e que cada emoção precisa morrer em silêncio
para não terminar me destruindo.
Mas, no fundo,
eu não queria sentir menos.
Queria apenas que alguém entendesse
que toda essa intensidade
nunca foi uma tentativa de machucar.
Era só a minha forma, imperfeita e humana,
de amar, de permanecer, de existir.
E talvez exista um dia
em que eu deixe de pedir desculpas
por ser quem sou.
Um dia em que eu descubra
que intensidade não é pecado,
que errar não me transforma em um monstro,
e que até os corações mais cansados
merecem um lugar para descansar.
Até lá, sigo recolhendo os pedaços de mim.
Porque, se um dia todos forem embora,
eu espero que ainda reste alguém...
eu mesma.
E que, pela primeira vez,
isso seja suficiente.
O meu problema é que me esforço demais pra ser abrigo para os outros e quando quem precisa sou eu, fico na tempestade sozinho. Me cansei talvez a minha ausência seja sentida...
Você disse que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja porque vivi o suficiente para aprender que rostos mudam mais rápido do que as cicatrizes.
Mas a verdade é menos interessante.
Nunca procurei quantidade. Procurei abrigo. E abrigo é uma coisa rara neste mundo onde todo mundo aprende a partir antes de aprender a ficar.
Eu não me apaixono pela perfeição. A perfeição é uma mentira bem vestida. Gosto de quem sangra, de quem tropeça, de quem perde a guerra num dia e aparece para lutar outra vez no seguinte.
Também erro. Muito. Carrego ferrugem na alma e algumas rachaduras que o tempo nunca consertou. Ainda assim, continuo aqui. Permanecer sempre foi mais difícil do que conquistar.
Não quero possuir ninguém. Posse é medo fantasiado de amor. Se alguém ficar ao meu lado, que fique porque o mundo inteiro está aberto diante dela e, mesmo assim, ela resolveu acender um cigarro, servir um café e dividir o silêncio comigo.
É isso que me interessa.
Não a prisão.
A liberdade de ir... e a coragem absurda de permanecer.
Porque, no fim, amar talvez seja só isso: dois sobreviventes olhando um para o outro depois de todas as tempestades e dizendo, sem dizer palavra alguma: "Ainda estou aqui."
Minha pequena,
tão leve em meus braços,
ao mesmo tempo gigante em um abraço.
Como pode um coração
todinho preenchido
no simples laço de um abraço.
21/07/26
Contentamento
Uma ferida foi recém curada, inseguranças,
Um novo acesso aos sentimentos foi sentido, a chance,
O novo quadro está sendo pintado nos detalhes, esperanças,
A ponte terminou de ser construída, colo.
