Coleção pessoal de testeteste123
Se acreditar que não há mais chance, recorde as lagostas no Titanic: condenadas ao prato principal, mas salvas pela tragédia. A vida surpreende até na tempestade.
A criação de tudo é um mistério. Quem somos, de onde viemos e por que vivemos continuam sendo perguntas sem resposta. Será o universo o verdadeiro lar da humanidade ou apenas uma passagem sem porta visível? Seguimos imersos no paradoxo da existência, incapazes de desvendar os segredos de nossa origem — e talvez destinados a nunca conhecê-los.
Espertalhões
Quanto mais tiramos vantagens dos nossos semelhantes
Mais o universo retira as nossas
São dois extremos
O que vai, volta
Acham que estão no lucro:
Pura ilusão!...
Paz no 💓
Lamento
As noites me atravessam como lâminas cegas.
Não cortam de uma vez, mas deixam a carne cansada.
Fico imóvel, presa num corpo que respira
sem me perguntar se ainda quero estar aqui.
A dor não grita mais.
Ela se aquietou como fera domesticada,
um silêncio úmido que escorre pelas paredes.
Choro sem lágrimas, sangro sem ferida,
vivo sem presença.
Há um vazio que pesa.
E pesa tanto que até o gesto mais simples,levantar a mão, virar a chave, abrir a boca
parece impossível.
O tempo me olha e ri:
sou prisioneira de segundos que nunca passam.
Não há música, não há claridade,
não há nem mesmo o consolo do choro.
Só a anestesia.
Um torpor que me segura pela garganta
e me faz existir em estado suspenso,
como quem vive de ausências.
Ainda assim, respiro.
E talvez esse seja o maior dos lamentos:
continuar aqui,
mesmo quando já me despedi tantas vezes de mim.
Jorgeane Borges
8 de Setembro de 2025
"Um aplauso tão caloroso aos que marcharam à frente do povo e voltaram com os bolsos cheios. Não, não falemos dos nomes."
Quando Deus me chamou para ser coroinha sentir no coração a felicidade e assim como os outros coroinhas servindo o Altar do Senhor."🙏🏻🇻🇦
Poesia — “Entre Fronteiras”
Estou entre a linha do riso e do choro,
Entre o passado que grita e o presente sem coro.
Entre lembrar e deixar pra lá,
Entre o que fui… e o que ainda há.
Amigos pedem, memórias puxam,
O coração sangra, mas as mãos ainda ajudam.
Quero cuidar de mim, mas me dou demais,
E acabo vazio nas madrugadas reais.
Feridas que não cicatrizam,
Nomes que ainda se repetem na brisa.
Aquela pessoa… ainda me fere em silêncio,
E as lágrimas… escorrem por dentro.
Mas mesmo assim, permaneço.
Mesmo em pedaços, eu mereço.
Mesmo perdido, sei que há direção.
Mesmo doendo, há força no meu coração.
E se hoje sou sombra, amanhã serei sol,
Não mais ingênuo, mas inteiro e melhor.
Porque quem sente assim tão fundo,
Carrega o tipo de alma que transforma o mundo.
O que a pressa não corrompe,
o tempo destrói.
Essa é a vida longe do Senhor;
por um instante, tudo floresce,
mas logo seca, e o vento leva.
O mundo esqueceu do amor?
Sim, o mundo pode ter esquecido do amor.
Mas os poetas não.
Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silêncio.
Por aqueles que olham e enxergam.
Que tocam e permanecem.
Que amam… mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso.
Amar é isso:
É enxergar as falhas e, mesmo assim, escolher ficar.
É respeitar o tempo do outro, a nudez da alma, a bagunça da existência.
É saber que o amor não se compra, não se exibe, não se promete.
Se constrói.
Vinicius dizia que o amor não precisa ser imortal, posto que é chama. Mas pedia: que seja infinito enquanto dure.
Adélia nos lembrava que “erótica é a alma”, porque o amor não é só toque — é transcendência.
Rita Lee, ousada e genial, rasgava a falsa moral: “Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor é vontade. Amor e sexo é tudo.”
E Ferreira Gullar, sem floreio, dizia o que poucos têm coragem de admitir: amar não salva, revela.
