Coleção pessoal de testeteste123
' COMO FLORES EM SETEMBRO '
Nos cantos e desencantos,
Nos desencontros da vida,
Alegre eu levo meu canto,
Meu recomeço de cada dia.
Canto e danço nessa vida,
Tranquila em passos lentos,
amanhã é chama que guia,
a caminhada com alento,
A vida hoje é o que importa,
E Deus proverá o amanhã,
Num aroma suave de rosa ,
cheirando como maçã .
Longe deixei a vida passada,
Tanto, que nem me lembro,
Broto nas manhãs sossegada,
Como flores em setembro !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.610/98
Registro: 122958067065
Acontece
Não chores só de tristeza...
Mas também de contente...
Por vezes perdemos pouco...
Outras muita gente...
Não esquecemos alguns...
Os que nos tocam...
Com seus enormes exemplos...
Gente que nos deu carinho...
E ficou para sempre...
António José Ferreira.
Pode me acusar, julgar e até condenar, mas só quando os teus exemplos forem melhores que os meus. Pense bem antes de atacar o próximo.
Já senti a dor do amor
Já senti a indignação
Já senti a humilhação
Mas nunca senti tanta dor como a dor da traição.
Será que demora?
Espero a hora
de acordar sem dormir,
e dormir sem acordar.
Aguardo o dia do sossego:
sem desespero,
sem choro, nem vela,
sem brincar de amor,
sem falar em saudade.
Ansioso, tímido, vagaroso,
espero a hora —
a derradeira hora —
de morrer feliz.
A verdadeira força está em saber se defender sem depender do outro, quem depende do outro vai continuar um fracasso.
O forte não é quem sempre vence, mas quem aprende a se defender sem pedir ajuda, mesmo nos dias difíceis ele vence a batalha.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
Perder o outro é perder uma parte de si, e a dor aperta o peito. Perder-se a si mesmo, no entanto, é desfazer a soma de todas as partes — é arrancar o peito com a própria dor.
