Coleção pessoal de testeteste123

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A depressão é o câncer invisível da alma.


Os transtornos emocionais são negligenciados por não serem visíveis —
mas eles são químicos, hormonais, físicos e letais.
Uma guerra travada pela sobrevivência diária.
Uma ferida que não pode ser retirada com cirurgias,
muito menos coberta com curativos,
nem amenizada com anestésicos ou associações até cicatrizar.


Diariamente, vive-se à beira do precipício,
onde cada palavra mal colocada pode nos empurrar definitivamente.
Nunca se sabe qual será o último dia — só torcemos para que não seja hoje.
Existe uma luta, um esforço diário, totalmente desvalorizado.


Há pessoas que, sem querer, reprimem, enfurecem, revoltam.
Tocam na ferida, pisam sobre ela e a fazem sangrar.
Mas essa dor... é invisível.


É mais fácil enxergar alguém passando por uma cirurgia,
por uma quimioterapia, e estar ao lado —
pegar na mão e dizer: “Estou contigo até o fim.”


Mas a depressão...
essa é chamada de frescura, de fraqueza,
de coisa da nossa cabeça.
E, para completar, dizem que é falta de fé.


Não é.


Nosso corpo fala.
Pede socorro.
Mas negligenciam cada sinal.
Infelizmente, ainda julgam pelas aparências —
como se a beleza de alguém pudesse traduzir o que ela carrega por dentro.

Agora, o que restou de nós são apenas lembranças. Entre a tristeza e a solidão, ainda encontro forças para um breve sorriso... aquele que nasce ao recordar a intensidade da paixão que um dia tive por ti.

⁠há um abismo entre o querer presente e o querer futuro, afinal o seu “eu” é reflexo de suas escolhas.

POSSO SIM, POSSO NÃO!
Mais ou menos assim...
Posso não,
Agora não!..
Espere um pouco,
Daqui a pouco,
Se der, eu faço,
Se der eu passo...
Se der, eu vou,
Não sei se posso.,
Se der, eu passo,
Vou ver o que faço...
Obrigado!
Vou ver se dá!
Ah! Se tivesse falado antes!
Seria um prazer!....
Uai, teve festa!?
Não me chamou!
Nem me avisou!
Deixou-me de fora?!
Esqueceu de mim!?...
Opa!
Que bom!
Irei sim.
Será um prazer!...
Posso sim,
Sim, eu posso,
Já estou indo.
Qual o horário mesmo?
Obrigado! Não vou me atrasar...
Élcio José Martins

O BICO, A BICA E A PENA
O João de barro
Que não é feito de barro,
Usa do barro,
Para construir o seu lar,
Uma casa de barro...
Não é de seu bico,
Se ele faz algum bico!
Sem papel e sem risco,
Nem mesmo um rabisco,
Constrói nas alturas
Apenas com o bico
Uma casa de barro,
Sem medo e sem risco...
Bem sujo ele fica,
Do barro que bica.
Ele limpa o seu bico
Na água da bica e
Bem limpinho ele fica...
Na triste e desvairada sena
Chegou a dar pena,
Pois o bicho de pena,
Foi punido sem pena!
Pela traição que sofreu,
Que magoa e envenena,
Até a prisão é pequena...
O Juiz com a sua pena,
Sem dor e sem pena,
Numa cidade pequena,
Condenou João de barro
A dez anos de pena.
Que pena!!!...
Élcio José Martins

"As mentiras visualizadas e compartilhadas
mil vezes se tornam a verdade."

Ciúme de você ainda tenho. O céu que eu prometi eu vou te dar. Aquele beijo que eu te dei. Foi o que me fez te amar...

Ode à Poesia
(31 de Outubro — Dia Nacional da Poesia)


Óh, Poesia!
Senhora do meu âmago!
És a fonte do viver
desse meu Eu lírico,
o elo de sobrevivência
entre o meu sentir e o meu existir...


É em ti que respiro
os silêncios não ditos,
as dores não curadas,
os afetos perdidos...


Tu és o refúgio sagrado
onde repousa minh'alma,
o templo onde a emoção
se faz verbo e luz...


Sem ti, Poesia,
eu seria deserto,
árido de encantos,
vazio de sentidos,
mas contigo,
sou flor que floresce
em meio às ruínas,
sou canto que atravessa
as muralhas do tempo...


Óh, Poesia,
que habitas em mim
como uma prece antiga,
permanece eterna,
infindável,
como a chama
que dá voz
à minha própria essência...


Óh, Poesia!
Matéria viva do meu sangue,
alma incandescente
do meu caos interior...


És o grito que ecoa
quando o mundo me cala,
a seiva que impede
a minha alma de secar...


Não és escolha,
és instinto,
necessidade,
sopro vital...


És a vertigem que me salva,
a dor que me dá forma,
a ferida que floresce
em palavras e silêncio...


Em cada verso que nasce,
sinto o parto do infinito
rasgando o meu peito,
e é em ti que sobrevivo
entre o abismo e a luz...


Poesia...
És o meu fôlego,
meu vício,
meu exílio e minha redenção...


Óh, Poesia,
minha doce companheira,
tão antiga quanto os sonhos
que me habitam em silêncio...


Tu me acompanhas
nos instantes de ternura
e nas madrugadas de solidão,
quando o mundo adormece
e só a alma desperta...


Em teus braços repouso
meu cansaço e minha fé,
contigo, aprendi que o sentir
é também uma forma de cura...


És o murmúrio que acalma,
a brisa que sopra sentido
sobre as dores do tempo...


Poesia...
tu és o modo mais puro
de me reencontrar
e me reconhecer,
em cada palavra que floresce
dentro do meu próprio silêncio...
✍©️@MiriamDaCosta

Sentir


Para escrever um poema é preciso palavras e pele


Por isso palavras tocam

Finados chegando… e junto vem aquele nó na garganta.
Pai, a saudade não passa, só muda de forma.
Tem dias que parece que te ouço, e o coração desaba.
Feh Alvarenga

“Quando tudo parecer difícil, lembre-se: é no peso da resistência que a alma cria força para voar mais alto.”

A dor na cruz foi Teu sacrifício, mas o amor que dela brotou foi a minha salvação.

Às vezes Deus te chama, mas o barulho do mundo não te deixa ouvir.

Sem Deus, o coração busca o que nunca encontra.

Nada preenche o vazio de um coração que esqueceu o Criador.

Natal se aproxima e o coração aperta...
As luzes brilham, as músicas tocam, mas nada preenche o vazio de quem já se foi.
Falta o abraço, o sorriso, a presença que fazia tudo ter sentido.
Dizem que o tempo cura, mas a verdade é que a saudade só aprende a doer em silêncio.
Mais um Natal sem meu pai… e essa ausência continua gritando dentro de mim.


Feh Alvarenga

Dizer “não” é amar-se sem culpa, é cuidar do templo que você é.
O primeiro “não” pode tremer nos lábios, mas carrega libertação.
Depois dele, você entende que agradar o mundo inteiro nunca valeu o preço de perder a própria paz.

Os transtornos mentais estão entre os maiores males da humanidade. Quem cuida deve compreender, sem se perder, o mundo ilógico de quem sofre, pois é pela lógica e pela lucidez do cuidador que o transtornado pode reencontrar o caminho da razão.

O tempo não espera.

Ele é mestre e mistério. Ensina sem palavras, leva sem pedir. Tudo o que somos — ou deixamos de ser — acontece dentro dele. O tempo não se possui, apenas se vive. E quem aprende a escutá-lo, descobre que o agora é tudo o que há.

Apenas Deitado


Às vezes o corpo pesa,
e é mais fácil não lutar.
Ficar deitado, quieto,
sem rumo, sem lugar.

Cansado da rotina que se repete,
dos problemas que não se vão,
das vozes que reclamam sempre,
dos dias que parecem em vão.

Deitado, apenas deitado,
fitando o teto como quem espera
que o tempo leve embora
essa névoa que desespera.

Sem querer nada, sem sonhar,
sem planos, sem direção,
só sentindo as horas escorrerem
como areia na palma da mão.

A luz do sol se apaga lenta,
e a sombra toma o chão.
Mas ali, imóvel, eu resisto,
no silêncio da exaustão.