Coleção pessoal de testeteste123

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A tragédia no Paraná mostrou o que muita gente esquece: o pobre não tem ação na bolsa, tem um fogão no canto da cozinha. A nossa riqueza é uma cama, uma geladeira, um teto. Quando o vento leva, ele não leva só telha. Leva o descanso, o café quente, o pouco que a gente construiu. Tá na hora da gente parar de bater palma pra quem destrói o planeta em nome de “progresso” e começar a apoiar quem defende o que ainda resta: a vida.

Quando você tenta convencer um indivíduo burro da sua burrice e ele se recusa, é o momento certo para entender que, por vezes, a burrice é uma escolha. O indivíduo é devoto de espírito e alma; a burrice é a sua religião. Ele acha isso normal, pois a única coisa que consegue alcançar, por meio da sua dissonância cognitiva, é simplesmente o resultado pragmático da sua própria burrice.

Festa da Caneta!


Para o meu querido e amado Ian!


O tempo passa…
Mas não precisa correr…
Ainda temos muito para aproveitar e aprender!


Hoje é dia de comemorar a tão sonhada Festa da Caneta!


Meu amado filho, Ian,
há coisas que só os pais conseguem entender…
O quanto é emocionante ver seu baby crescer.


Faça da caneta a sua aliada, a sua espada e, principalmente, o seu escudo…
Pois ela estará presente nos seus melhores e mais importantes momentos:
na sua identidade, na carteira de motorista, no passaporte… e até no visto.


Treinamos a vida toda para ter uma letra bem bonita,
mas a caneta sente a nossa alma e, dependendo da situação,
sai tortinha, pequenininha ou bem grandona…


E, quando a emoção aperta, a letra fica bem “tremida”…


Mas é assim a nossa vida:
enganamos a todos…
mas a caneta, não.
Ela deve estar ligada diretamente ao coração.


Por isso, vá com calma, dê sempre o seu melhor e,
quando chegar a hora
de assinar os resultados,
a Dona Caneta estará ao seu lado.


Acreditamos em você
e desejamos que seja imensamente feliz
em todos os momentos da sua vida!

A verdadeira riqueza está na bondade e nos gestos sinceros.

Quando o coração, ferido pela distância, mal pode sussurrar um clamor, é a doce voz do Mestre que encontra a alma exausta, transformando o choro do deserto na festa indescritível do Seu redil.

Nessa nova ordem, onde o divino se curva à força sedutora da luxúria, a alma rebelde abraça o erro. O olhar, revelação mundana do desejo, provoca uma mudança de rumo para o proibido, criando um culto falso onde o poder da fé se desfaz em chama louca. A conexão entre culpa e satisfação se mistura, assegurando que o ciclo vicioso da paixão jamais termine.

O conhecimento nos liberta do inferno que são as ilusões criadas pela ideia carnal do amor e nos aprisiona no vazio que é a ausência de engano!

Olhar profano
Juvenil Gonçalves


Teu olhar, açoite e prece,
Labareda em tom sombrio,
Entre o céu que me enaltece
E o inferno onde me fio;
És luxúria que me impele,
Olhar de cachorro no cio.


Fere, inflama, envenena,
És astro em desvario;
És serpente que envenena
Com veneno doce e frio.
És pecado em forma plena,
Eucaristia do desvio.


No templo da tua face
Arde o culto proibido;
Teu olhar, quando me abraça,
É altar de amor bandido.
Nele o anjo perde a graça
E o santo cai corrompido.


Por ti rasgo o Livro Santo,
Profano a fé que te evoco;
Pois me tomas pelo encanto
Que se oculta em teu sofoco.
E o que era virtude, em pranto,
Faz-se brasa em fogo louco.


Ó delírio que me assalta,
Labirinto sem saída;
Quando teu olhar me exalta
Desmantela a minha vida.
Nele a morte se ressuscita
E o inferno vira guarida.


Se sou servo ou penitente,
Nem o céu define o fio;
Pois me entrego inteiramente
Ao prazer que desafia o brio.
E tudo começa novamente
No olhar vagabundo no cio.

Até para ganhar na Mega-Sena, sorte não é o suficiente!

Saudade x Saudade


Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.


Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.


E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.


Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.

Tudo no universo dança sob leis eternas. Assim como a gravidade mantém os astros em seus caminhos, existem forças invisíveis que guiam a sua vida — e o seu corpo responde a cada uma delas.


Entre essas forças, há uma lei sutil e poderosa: o semelhante atrai o semelhante. Tudo o que vibra em você encontra eco no mundo ao redor, no visível e no invisível, no que pulsa dentro e fora.


Quando você desperta para essa verdade, a inquietude se dissolve. Você percebe que a transformação começa em seu próprio coração. Se há desequilíbrio, o corpo se enfraquece, as emoções se dispersam e o sentido da vida se perde. Mas, ao retornar ao seu centro, o fluxo se restabelece, e o propósito se revela como um rio que encontra o mar.


As leis universais não são crenças passageiras, mas verdades eternas que sustentam o céu e a terra. Viver em harmonia com elas é abrir-se para a cura, para a prosperidade e para a plenitude de existir.

Livrais-nos das ancoras dos navegantes, e conheceis os vales verdejantes da alma.

Consumimo-nos por algo maior que nós mesmos — pela posteridade, pelo futuro ausente.
Ser poeta é mergulhar no abismo e reconhecer,
no seu riso frouxo, o eco dos aplausos do caos,
sentir no âmago do desespero,
e mesmo assim se sentir contente.

O tempo segue indiferente, e nós apenas tentamos acompanhar o que ele leva.
Algumas ausências não doem por falta, mas por entender que nada é feito pra durar.
Espero que a vida te encontre em paz, mesmo que eu ainda procure sentido nas partes de mim que ficaram pelo caminho.

É preciso ser feliz!

Olho para o passado
e vejo tristeza, desprezo e tormento.
E, mais uma vez,
isso me faz sofrer.

É preciso esquecer o passado,
olhar para frente
e viver, simplesmente,
o meu presente.

Esse presente
que não sei ao certo
quanto tempo vai durar,
pois também, um dia, passado se tornará.

Não sei se sonhar é possível.
Não sei que futuro me espera.
Mas sei que, antes de tudo,
é preciso ser feliz!

Flor Azul

Com a sinfonia da vida
vou seguindo delirante,
entre o barulho das cidades
e o perfume das plantas.

Vou triste pela estrada,
vou sonhando com o meu destino.
Vai na minha mão a flor azul,
que parece estar murchando...

Eu a quero tão bem
quanto quero quem me deu.
Essa flor guarda uma história
que, infelizmente, se perdeu.

A vida é assim,
nada é como se quer.
A minha Flor Azul está secando,
e eu, com ela.

Adeus, Flor Azul.
Adeus, meu amor.

​A sabedoria de Heráclito nos guia, a segunda imersão confirma a metamorfose. O rio é um novo rio, e o indivíduo que o atravessa é uma mente adaptada. As crises da vida são apenas um processo acelerado de adaptação e aprendizado, elas asseguram que, ao emergir, a inteligência e o caráter sejam permanentemente elevados.

A morte me chama à realidade constantemente. Ao tempo que não volta mais, às necessidades do agora, às verdades essenciais à vida, à única verdade necessária à eternidade.⁠
O tempo segue seu fluxo e passa... passa mais rápido do que podemos acompanhar.
Vivamos!

Análise


Visitei meu passado achando que lá encontraria alegria.
Feri-me mais uma vez, em mais uma oportunidade de aprender
Que a vida só se vive uma vez e que água passadas realmente não movem moinhos.


Do passado, só memórias.
Do futuro, só esperanças.
Do presente, só aceitação.


Visitei minhas dores achando que lá encontraria respostas.
Doeu-me mais uma vez, mais uma escolha desnecessária.
A vida se toca é adiante, não titubeie, levante!


Do passado, só histórias.
Do futuro, só ideias.
Do presente, só gratidão.


Visitei minhas destemperanças, lá sim pude me enxergar melhor.
Envergonhei-me de mim mesma,
E lembrei que com elas posso aprender e ser melhor.


Para o passado, meu adeus!
Para o futuro, meu talvez!
Para o presente, minha dedicação!

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.