Coleção pessoal de testeteste123
Parente quando sai em casa deixa um vazio, vocês não acham?????
Deixam a geladeira vazia, a churrasqueira vazia, e muito mais, kkkkk.
Te encontrei como quem cruza destinos
num episódio que não estava no roteiro.
O mundo ficou em silêncio por um segundo
e só o meu coração continuou falando.
Seu sorriso tem cor de pôr do sol
e aquece até os dias mais nublados.
Quando você passa, o tempo desacelera,
como se quisesse me dar coragem.
Eu não sei lutar contra monstros
nem salvar o mundo com superpoderes,
mas se for pra ficar ao seu lado,
eu enfrento qualquer final triste.
Se a vida fosse um anime,
você seria meu momento favorito:
a cena que eu repetiria mil vezes
só pra sentir de novo o que é amar.
E mesmo que eu não diga tudo em voz alta,
meu olhar sempre vai te confessar:
em qualquer universo, em qualquer história,
é você que eu escolho amar.
Um homem cuja noite passou,
E na cachaça ele ficou
Sem rumo, sem horizonte
E como água que sai da fonte
Encontrou Jesus Cristo seu Salvador.
Que amemos com a urgência com que o fogo se apaga. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gera um sorriso em um estranho. Como o espaço onde, por fim, tudo é possível. E esse 'ter sido', efêmero e sem testemunha, se torne nosso mais ousado ato de amor...
Não se desgaste esperando dos outros a reciprocidade que você oferece, pois cada um só oferece o que tem.
Algodão doce
É estranho tocar as nuvens e sentir o seu doce na ponta dos dedos,
O cheiro e os formatos dão uma sensação de insanidade, pois são insaciáveis,
Não sei se entre estas nuvens me pareço um anjo ou um consumidor frenético.
Esbarrei em você num beco sem saída, então quando me dei conta já estava me afogando no mar profundo.
I
Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas...
II
Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas.
III
Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo...
IV
Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real...
V
Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar].
Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava.
--- Risomar Sírley da Silva ---
“Às vezes a vida nos coloca em meio a uma tempestade: sem direção, sem abrigo e solitários. Então, inesperadamente, alguém chega, nos acolhe e se torna um guarda-chuva em nossa vida, oferecendo proteção, encorajamento e a certeza de que é só uma tempestade — e ela vai passar.”
Não sou sem noção, ou antissocial, só preciso cuidar dos meus sentimentos elitizados e das minhas emoções seletivas.
Solidão, se afaste das minhas pernoites,
Dúvidas, parem de lucrar com o meu repouso,
O aperto na garganta e as dores no estômago são aventureiras na superfície das noites alheias,
Almejo cruzar a porta que transborda o que os meus olhos fechados veem,
Solução me abraça!
[Verso 1]
Hoje eu vivo só pensando
Em cada minuto que não te toquei
Que não te beijei
Que eu desperdicei
Como se o tempo risse de mim
Essa distância que surgiu entre nós
Corta mais fundo do que eu confesso
Meu peito grita o que eu não digo
E eu me escondo atrás de um sorriso qualquer
[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você
[Verso 2]
Me consolo em músicas antigas
Cada palavra me lembra de nós
A melodia me abraça por trás
Mas às vezes cai pesado demais
Às vezes triste
Fica meu coração
Rodando em círculos
Feito oração
Repito teu nome baixinho
Como se fosse trazer você de volta
[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você
[Ponte]
Será que aí do outro lado
Você também sente esse vazio?
Ou aprendeu a andar sozinha(o)
Por caminhos onde eu não sigo?
Se um dia o mundo for gentil
E te trouxer de volta aqui
Eu vou guardar cada segundo
Pra nunca mais deixar fugir
[Refrão]
O perdão quando é praticado com frequência tem a aparência de um vaso que foi quebrado em pedaços e com o tempo foram colados todos os seus pedaços, desta forma fica no seu formato original, porém com muitas cicatrizes a vista.
Toda autoridade visível é reflexo de um ponto invisível, quem não governa dentro, se desespera fora.
Olhei para o céu,
Olhei para a natureza,
Olhei para as pessoas,
Olhei até para a minha cama, e só vi poesias.
Na ousadia do conhecimento somos meros aprendizes...
Na locução desmedida somos copilidos a compreender o que somos nada mais do somos...
Paródia explicida, para aqueles que compreendem a medonha falácia...
Para os quais bebemos ses ideais.
Seres triste pelos pelos quais somos servos do capitalismo.
Mero ser povoa as mentes se torna a forma mais fio da existência.
1452
"Entre os clássicos que eu gostaria de ter escrito, destaco 'Memorias de um Sargento de Milicias' . Só que Manuel Antônio de Almeida chegou antes de Mim. Bom para ele, lamentável para Mim. E mais lamentável por ter morrido com 30 anos de idade. Ele, não Eu (nem 'Mim'). Foi assim!"
TextoMeu 1452
