Coleção pessoal de testeteste123
1680
"Já estou preparando Minha Fantasia. Vou ficar recolhido, mas Fantasiado, para deixar bem claro que gosto e aprovo isso de Carnaval. E sem chance para os Fanáticos de Sempre. Poizé!
1678
"Considero todos, mas não deixo de notar que os que não querem Carnaval assemelham-se, por exemplo, a Alguns Ateus: não conseguem adesão expressiva, não conseguem o que desejam, mas não conseguem desistir. O que pode ser isso? Oxente!"
1677
"Carnaval a caminho e estou estranhando o silencio. O silencio daquela gente que continua querendo que o Carnaval 'seja Festa do Diabo', coitados!"
1676
"Picanha ao Ponto, Molho à Campanha (ou Vinagrete), Farofa de Ovo, Palmito no Azeite. Aí estão algumas 'instituições' que foram criadas por Minha causa, não tenho dúvida!"
1675
"Acredito que, em breve, se não todos, muitos humanos tornar-se-ão 100% Vegetarianos ou Veganos, eu incluído. Mas, enquanto isso não acontece, saboreei hoje Picanha bem Suculenta, do tipo ou especie 'Picanha Sem Culpa', a Minha Preferida... Estava saborosa!"
1674
"Uma das Maravilhas de se fazer churrasco é saber que o cheiro vai até à casa daquele Vizinho que não foi convidado... O mesmo que faz igual com a gente!"
1673
"Por que tentam, tentam, tentam... E não conseguem? Nunca conseguem Nadica de Nada! Sim, estou perguntando à Direita brasileira atual. A quem mais seria?"
Sabe o que é belo na vida; uma mãe parindo, uma mãe amamentando, uma mãe amando: a orfandade é totalmente estéril.
Onde brota o amor de verdade, floresce a Graça de Deus, e as flores da paz, da prosperidade e da felicidade são cultivadas no jardim da nossa vida.
Palavras Hirtas
Não a culpo por sua falta de afabilidade comigo; ao menos, essa é a minha impressão.
Apesar de meu coração ainda estar em estado de convalescença, e de meu corpo viver num torpor
causado pela falta que você me traz,
ainda não sei dizer se cessei o amor que sinto por você, diante do estado exasperado em que você me abandonou.
Mesmo nos meus momentos mais felizes, sinto a sofreguidão do meu corpo em busca do seu.
Espero que meu coração, hoje quebradiço, torne-se como minhas palavras em momentos de solilóquio:
hirtas, com o amargor de um café ruim.
Para que, assim, ele não se despedace nunca mais.
Espero que, quando meus olhos encontrarem os seus, ele não mesure a você
a mulher que tanto odeio, a mulher que tanto amei...
AQUINO, Henrique. Palavras hirtas. In: O livro que nunca vou escrever. Texto literário inédito. Ano de
produção: 2026.
... se não crês
em tua natureza imortal,
vive ao menos de maneira íntegra
e serena; e se, algum dia, fores tocado
por tão grata revelação, que seja por tua
nobre conduta - jamais como um
desapreço às tuas respeitáveis
convicções!
O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condições sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais dá.
O poeta sabe do verso, como a estrela sabe do universo.
Mas o leitor sabe melhor
O músico sabe da canção, mas é o ouvido que melhor vê.
O olho segue a razão e dela não faz vista grossa
Mas é somente o coração, que ouve e vê e faz fé no mais que possa.
Eu nunca soube exatamente o nome do que senti.
Talvez porque alguns sentimentos não gostam de rótulos.
Eles apenas existem…
e ocupam um espaço silencioso dentro da gente.
O que eu guardo em mim é que todo esse sentimento
nunca precisou ser real para ser verdadeiro.
Não foi romance assumido,
mas também nunca foi apenas amizade comum.
Era algo no meio —
um cuidado maior,
uma presença constante,
um afeto que não pedia explicação.
Eu me importei com você de um jeito que não se ensina.
Te pensei nos detalhes pequenos,
te desejei felicidade mesmo quando isso não me incluía,
te protegi em pensamentos
como quem protege algo precioso demais para expor.
Talvez você nunca tenha percebido,
mas houve alguém que te escolheu no silêncio.
Que se preocupou mais do que demonstrou.
Que sentiu ciúmes sem ter direito.
Que ficou…
mesmo quando a lógica dizia para ir.
Não sei dizer se isso era amor
ou apenas uma amizade tão profunda
que parecia ultrapassar os limites do nome.
Só sei que doeu bonito.
E que ficou.
Se um dia você se perguntar
por que certas pessoas marcam a nossa vida
sem nunca terem sido “algo”,
talvez seja isso.
Laços que não se definem,
mas que nunca se desfazem.
E se ao ler isso
seu coração apertar de leve,
como se alguém estivesse falando de você…
talvez seja porque, em algum momento,
você também foi tudo
para alguém que nunca te pediu nada.
A vida, em sua essência, floresce além dos limites conhecidos. A zona de conforto, embora acolhedora, é um terreno estático onde o espírito adormece. O verdadeiro crescimento espiritual começa quando aceitamos o convite silencioso do desconhecido. É no território da vulnerabilidade que enfrentamos nossos medos mais profundos e descobrimos reservas de força insuspeitadas. Cada passo fora do familiar é um ato de fé, um reconhecimento de que somos mais vastos que nossas certezas.
Aí, na fronteira entre o conhecido e o mistério, a alma se expande. Encontramos não apenas desafios, mas também conexões mais autênticas conosco e com o todo. Essa jornada, por vezes solitária, toca o cerne da condição humana: a coragem de se desprender para, enfim, encontrar-se. A plenitude reside nesse movimento contínuo de busca e transcendência.
Cada amanhecer traz consigo uma página em branco, ofertada silenciosamente no grande livro de nossa existência. Essa dádiva diária é um convite à autoria. Não se trata de um roteiro predeterminado, mas de um espaço sagrado de liberdade e responsabilidade. Nossas escolhas, atitudes e intenções tornam-se a tinta com a qual escrevemos nossa história.
Palavras de gratidão ou queixa, ações de bondade ou indiferença, pensamentos de esperança ou desalento – tudo é registrado na narrativa de quem nos tornamos. Esta reflexão toca na essência da condição humana: somos cocriadores de nossos dias. A consciência de que a página nos é concedida, mas o conteúdo é de nossa inteira responsabilidade, convida a uma vida mais deliberada e significativa. Assim, o tempo se torna não apenas uma passagem, mas uma construção íntima e contínua da própria alma.
