Coleção pessoal de testeteste123

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Às vezes o medo me rasga por dentro
e eu já não sei distinguir
o que é intuição
do que é trauma gritando alto demais.

Eu gosto.
E isso me apavora.

Hoje eu quis chorar até faltar ar,
não por drama,
mas porque as lágrimas são a única água
capaz de atravessar os muros que levantei.
Eu queria que elas lavassem
o peso das dúvidas,
o cansaço de ter que ser forte o tempo todo.

Eu tive medo.
Medo do caminho,
medo de apostar,
medo de cair outra vez
no mesmo abismo com nome de amor.

Quando foi que amar virou ameaça?
Quando foi que sentir passou a doer
antes mesmo de acontecer?

Em que ponto a gente desaprende
a confiar?
A se entregar sem medir o risco,
sem contar as chances de perder,
sem calcular a dor futura?

Eu quero amar com a alma em carne viva,
com o corpo que treme,
com o coração que sangra,
mas ainda escolhe ficar.

Quero o amor nos detalhes,
no toque que não machuca,
no silêncio que acolhe,
no olhar que não foge
quando vê minhas cicatrizes.

Quero que o amor volte a nascer em mim
como um sol que não pede licença,
rasgando o céu cinza,
aquecendo o que ficou frio,
provando que nem tudo o que queima
destrói.

Eu queria renascer.
Sem defesas.
Sem medo.
Sem passado mandando em mim.

Renascer para amar sem barreiras,
mesmo sabendo que amar
é sempre um risco.

Mas é o único risco
que faz a vida pulsar

A verdadeira coragem de vencer revela-se em quem aprende com as correções da vida e transforma o conhecimento académico e espiritual em movimento consciente da própria existência.

Que eu não seja só palavras, mas a essência do amor.

Que eu nunca mude; que as minhas mãos sejam sempre estas mãos acolhedoras, acolhedoras, acolhedoras.

Deus de Israel, me perdoe as minhas falhas e o pouco tempo que tenho tirado para o Senhor. Mas agradeço ao Senhor pela minha vida e todos os meus familiares, amigos e até de quem não conheço. Obrigado pela vida e a saúde que me concedestes hoje. Deus tu és tudo para mim, através de ti que sinto o ar que respiro e sinto o seu amor por nós. Deus, me conceda um dia abençoado. Amém.

Ser poeta é cuidar do teu próprio jardim; é saber amar.

Um homem inteligente fecha a boca na hora certa, mas um homem sábio não a abre nem mesmo diante das provocações.

Receita de corrupção fresca:

1. Pegue três poderes distintos e homogeneíze-os.

2. Misture-os em todo tipo de processo.

3. Em casos específicos, acrescente justamente aquele que mais precisa “fermentar”.

4. Sirva quente: a maioria nem vai perceber.

A maioria das pessoas fala de Jesus Cristo como se conhecessem Ele. Nunca conversaram, não encontraram, nem ouviram Ele falar uma palavra sequer. Essas pessoas são mentirosas, hipócritas e canalhas. Pior, elas são pessoas religiosas que frequentam alguma igreja cristã.

Ninguém fala que amar também dá nojo.
que tem dias em que lembrar da pessoa não dói, irrita.
que a saudade às vezes não vem como falta,
vem como humilhação.

porque você se pergunta
como conseguiu sentir tanto
por alguém que ficou tão pouco.

e aí não é amor que machuca,
é o fato de você ainda sentir
enquanto o outro já seguiu.

quando eu pensava sobre a saudade, achava brega.
achava que esse tipo de pessoa era "pateta"
até chegar a minha vez.

é como se fosse um vazio, um frio que congela a alma.
o calor existe,
mas nunca é meu.
me deixa congelando do lado de fora.

a saudade aparece em momentos variados
momentos apertados, falados, criados.
sabe aquela sensação estranha de que aquilo nunca existiu, mas você sente falta?

como se tudo tivesse sido exagero da sua cabeça,
como se você tivesse sentido demais sozinha.
você começa a se perguntar
se foi amor mesmo
ou só carência boba bem disfarçada.

mas se não existiu,
por que ainda pesa?
por que ainda dói lembrar,
por que ainda irrita sentir?

talvez a saudade não seja da pessoa,
mas de quem eu fui enquanto amava.

daquela versão que acreditava,
que se entregava sem medo,
que achava que ficar era uma escolha simples.

e talvez seja isso que mais doa.

Nas bananeiras


Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.


De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.


Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.


A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”


“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.


Daniel Perato Furucuto

Sou alguém que já errou, sou alguém que ainda vai errar, mas também sou alguém que nunca vai parar de tentar. 19/01/2026

O beijo mais gostoso da minha vida


Um beijo inesquecível.
Não precisei pedir.
Foi de surpresa.
Nasceu do impulso,
do instante que não pedia permissão.
Um beijo sem desconforto, quente,
daqueles que fazem o corpo esquecer o chão
e as pernas perderem a firmeza.
Um beijo lento,
que encontrou meus lábios
como quem já sabia o caminho.
Com um toque leve,
quase cuidadoso.
Foi um beijo simples e honesto.
Com sentimento.
Sem ameaça.
Sem promessas.
Sem grandes rompantes.
Apenas um beijo dado com verdade.
Apaixonante.
Um beijo que me abraçou,
que me acolheu,
que me fez sentir você por inteira.
Beijo sem nota,
sem medida,
sem avaliação.
Beijo de saudade,
mesmo antes da ausência.
Suave, calmo, de paz.
Beijo de aconchego,
de bem-querer,
de aceitação silenciosa.
Um beijo que, quando acabou,
me fez respirar fundo
e demorar para abrir os olhos,
como quem tenta prolongar o instante.
Um beijo enfeitiçado,
que atravessou o tempo
e me faz, até hoje,
sonhar beijando você.


— Eurípedes Macedo

⁠Ainda que não exista céu, e a Bíblia se torne inútil, viver em santidade se torne loucura, foi um prazer ser cristão.

Não são as palavras que diz sobre alguém; são os comportamentos do dia a dia.

Quando tudo perder o sentido, é porque está perdido de tanto sentido que você pode escolher e viver na vida.

Somos movidos pelo medo.
O medo que nos mantém vivos,
E também que nos impede de viver.

Sempre a chamo de linda, pois prometi a mim mesmo ser verdadeiro em tudo.

Sempre diferenciei o bonito do lindo: uma pessoa bonita tem uma aparência agradável, mas a pessoa linda... ela não é só a mais exuberante e chamativa do lugar. Ela tem um coração gigante, o pensamento mais puro e sincero, o cabelo mais lindo e os olhos que mais me deixam cego / cego de amor, de paixão, não sei. Só sei que, mesmo há anos sem ver essa linda pessoa, não vejo a hora de abraçá-la e ficar o resto da minha vida contigo.

Essa pessoa linda tem nome, tem sobrenome, tem minha atenção e admiração (nem tão secreta assim). Há alguns dias, disse que agora era pra sempre. “O que é pra sempre?” Você é o meu pra sempre. Independente do que acontecer, na minha cabeça você significa "pra sempre", e eu espero que isso / se é que pelo seu lado tem alguma coisa / se torne pra sempre, porque eu cansei de ser só de vez em quando…

Eu me enganei quando disse que não quero tentar. Minha filha, eu quero tentar quantas vezes for possível pra realmente dar certo com você. Mas isso nem importa muito, até porque eu só estou explicando a diferença entre uma pessoa bonita e uma pessoa linda, e nada mais.

Nunca é tarde, enquanto o sonho não for enterrado

Disseram muitas vezes que ele chegou tarde.
Mas ninguém viu de onde ele veio.

Aos dez anos, não teve escolha. O pai morreu cedo demais e a casa ficou cheia de silêncio, irmãos pequenos e fome. A escola oferecia duas coisas raras: conhecimento e comida. Mas aprender não sustentava a família. Trabalhar, sim. Ele trocou o caderno pela responsabilidade e cresceu carregando gente nas costas antes mesmo de ser cuidado.

Aos trinta anos, mal sabia assinar o próprio nome.
Mas já sabia algo que a vida ensina sem livro: resistir.

Guardava um sonho improvável ser doutor da lei. Parecia tarde demais, diziam. Velho demais, repetiam. Mesmo assim, voltou a estudar. À noite. Cansado. Errando. Recomeçando. Cada letra aprendida era um reencontro com o menino que precisou abandonar a escola. Aos cinquenta anos, chegou onde jamais imaginou. Não venceu o tempo apenas não deixou que ele o vencesse.

Ela também carregava um sonho.
Não desses que se anunciam. Ficava quieto, guardado. Sonhava em criar um projeto social, mas sempre deixava para depois. Até o dia em que viu alguém fazendo. E entendeu que, às vezes, o impossível só precisa ser visto para ganhar permissão de existir.

O sonho nasceu da fome. Na infância, era em um projeto social que ela e a família encontravam a única refeição do dia. Aquilo não virou revolta virou propósito. Quando decidiu começar, não tinha estrutura nem garantias. Tinha memória. Começou pequeno. Cresceu real. Tornou-se o maior projeto social da cidade, alimentando centenas de pessoas diariamente. Onde antes havia escassez, agora havia dignidade.

E existe ainda uma terceira história coletiva, silenciosa, incômoda.

Dizem que o lugar mais rico do mundo é o cemitério. Não pelo mármore, mas pelo que foi enterrado ali: empresas que nunca abriram, canções que nunca foram cantadas, talentos sufocados pela vergonha, projetos adiados pelo medo. Gente que tinha tudo, menos coragem de começar hoje.

O problema nunca foi falta de capacidade.
Foi excesso de amanhã.

Esperaram o momento certo. Esperaram a vida melhorar. Esperaram perder o medo. Esperaram tanto que o tempo seguiu sem eles.

Essas histórias dizem a mesma coisa, de formas diferentes:
nunca é tarde para chegar enquanto o sonho não for enterrado.

Alguns chegam depois de salvar a família.
Outros chegam depois de transformar a própria fome em propósito.
E alguns nunca chegam porque desistem antes de tentar.

O sentido não está em chegar cedo.
Está em chegar inteiro.
Com história. Com cicatriz. Com verdade.

Se ainda dói, é porque importa.
Se ainda pulsa, é porque chama.
E se você ainda carrega um sonho, então ele não pertence ao cemitério.

Pertence a você.
E o tempo certo… é agora.

Eu não preciso te provar o quanto te amo, leia nossa conversa do Instagram, sempre me declarei para você, sempre fui o Deus do amor Para ti, só não enxergava, e por isso achava que não era digno do seu amor.
O único amor.