Coleção pessoal de testeteste123

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Desde as mais antigas tradições espirituais, o ser humano interroga-se acerca do sentido último da existência, da natureza da vida e do mistério da morte. Em diferentes épocas e civilizações, essa inquietação assumiu formas variadas, mas sempre convergiu para um mesmo ponto: a tensão permanente entre o apego ao transitório e a busca pelo eterno.
Nos Vedas, encontra-se a emblemática narrativa de Nachiketa, que se dirige a Yama, o senhor da morte, para solicitar-lhe a imortalidade. Diante do pedido, Yama recusa-se a concedê-la, explicando-lhe que a mortalidade constitui parte essencial do ciclo da existência. A verdadeira imortalidade, ensina-lhe, não se alcança pelo prazer sensível, mas pela compreensão do verdadeiro ser. A libertação, nesse horizonte, nasce do autoconhecimento e da superação das ilusões do mundo fenomênico.
Em perspectiva análoga, o budismo apresenta, no Tripitaka, a parábola da jovem tecelã que pede a Sidarta, já iluminado como Buda, que distribua sabedoria a todos. Em resposta, ele ordena que vá à aldeia e interrogue os habitantes acerca de seus desejos. Ao retornar, ela relata pedidos de riqueza, saúde e poder, mas nenhum pedido por sabedoria. “Como posso oferecer aquilo que não desejam?”, indaga o Buda. A lição é clara: o homem, cativo de suas inclinações imediatas, ignora frequentemente aquilo que lhe é essencial.
No cristianismo, os evangelhos narram o encontro de Jesus com o jovem rico, que lhe pergunta sobre o caminho para a vida eterna. Após afirmar cumprir os mandamentos, o jovem ouve a exigência decisiva: vender seus bens e distribuí-los aos pobres. Incapaz de desapegar-se de suas posses, afasta-se entristecido. A salvação, aqui, não é negada, mas condicionada à renúncia e à liberdade interior.
Essas três narrativas, oriundas de contextos culturais e históricos distintos, convergem para uma mesma verdade antropológica: o ser humano deseja aquilo que não compreende plenamente e apega-se àquilo que o impede de transcender. Busca o conforto do imediato e teme o risco da transformação interior. Prefere o perecível ao eterno, o seguro ao verdadeiro, o visível ao essencial.
Desejamos, assim, o que não entendemos. Esquecemos o que precisamos abandonar. Lutamos pelo transitório, mesmo sabendo de sua fragilidade. Sustentamos o insustentável, por receio de perder aquilo que julgamos ser nosso. E, quando o sacrifício se impõe como condição para a plenitude, ainda assim hesitamos, adiamos e recuamos.
Talvez resida aí o drama fundamental da existência humana: saber, em algum nível, que a vida autêntica exige renúncia, mas não possuir, muitas vezes, a coragem de realizá-la. Entre o chamado da transcendência e o peso do apego, movemo-nos em permanente ambiguidade. E é nesse espaço de tensão que se decide, silenciosamente, o destino espiritual de cada indivíduo.

Pequenos gestos inspiram; corações dispostos exemplificam.

Bondade, empatia, gentileza, humildade,
gratidão.
Andam em desuso pela humanidade. É uma pena! Mostra claramente um retrocesso do ser humano.
De nada adianta viver de aparência e ter
uma alma podre. Evolução de verdade é
se tornar um ser
humano melhor a cada dia.
Infelizmente poucos
buscam...

Ouça boas músicas,
Leia bons livros,
Visite bons lugares.
Use tudo isso;
mas, ao encontrar um semelhante,
apenas viva.

"⁠A primeira batalha que uma pessoa passa a enfrentar consigo mesmo, é quando não consegue curar-se de suas cicatrizes para poder seguir em frente".

Meus desafetos estão inscritos no SPC ou SERASA, lá ficarão pagando juros e colhendo os frutos da ingratidão.

Ela continuava abraçada a ele como se quisesse fazer daquele abraço a sua morada.


(do livro-Cecilia D'Ávilla)⁠

Amigos fiéis e verdadeiros são muito raros, e se você tem um, você tem um grande tesouro ao qual dinheiro nenhum compra.⁠

​"Transbordar é o único jeito de não secar no deserto das aparências."

Dizem


Dizem por aí que ser livre é cafona, que é coisa de gente brega, de quem não quer seguir os padrões sociais antropologicamente impressos há milhares de anos como os mais coerentes.
Dizem que não aceitar desrespeito é coisa de quem não tem o que fazer.
Dizem que calar é elegante, que fingir demência diante da maldade merece um prêmio diamante.
Dizem que aplaudir os “maus” traz mais resultado do que jogar na Mega da Virada, mas que a virada de chave é perigosa e não deve acontecer.
Dizem que evoluir é coisa de gente careta e que seguir o “gado” é a solução do planeta.
Dizem.
Só falam.
Não calam.
Nildinha Freitas

​"Onde você vê abismo, eu vejo casa. Sou feito de mergulhos, não de respingos."

​"A intensidade é o oxigênio de quem descobriu que a superfície é pequena demais para a grandeza do próprio caos."

"Minha alma não aceita batismos de conta-gotas; ou eu me afogo no que sinto, ou desaprendi a respirar."

"Viver no raso não é segurança, é um naufrágio em câmera lenta; só a profundidade nos salva da monotonia de existir."

"Não nasci para ser margem; nasci para ser a imensidão que assusta quem só sabe caminhar na areia."

​"Enquanto o mundo se contenta com o reflexo da superfície, eu escolhi ser a correnteza que habita o fundo."

"O raso é o conforto dos que temem o fôlego; eu prefiro o risco do abismo à segurança de nunca ter sentido o peso do mar."

Cada vez que eu mergulho
mais nesse mar de sentimentos,
descubro a intensidade
do que trago por dentro.
Nesse processo,
ao ouvir minha voz interior,
tento acalmar todo o turbilhão
que faz acelerar o meu coração.

Já nada podia afiançar como seguro, uma vez que naquele meu caminho de ampulheta estilhaçada, levava atrás de mim, como cauda do tempo, vozes do passado, do presente e do futuro numa mescla de linhas...

O Que o Tempo Não Apagou
Suspiros mudos e o olhar no chão,
Palavras curtas, quanta hesitação...
Beleza rara que a todos cercava,
Enquanto eu, em silêncio, apenas olhava.
O que o peito não soube ler outrora,
É que ele me amava desde aquela hora.
Sua mãe me acolhia com tanto carinho,
Como se eu fosse filha em seu caminho.
Mas o destino trouxe a distância,
Fez-se o vazio, findou a infância.
O laço real não chegou a se dar,
E o tempo tratou de nos separar.
Até que a rede, em tela e sinal,
Trouxe de volta o elo vital.
Por meio de um amigo, veio o recado:
O antigo querer ainda estava guardado.
Porém, a vida impõe seus cuidados,
Dois mundos agora tão ocupados.
Mesmo que o brilho ainda se sinta,
Há prioridades que a realidade pinta.
— Roseli Ribeiro