Coleção pessoal de testeteste123

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Para Onde Vai o Amor Quando Não Há Quem Amar?

Existe um amor que nasce antes do encontro.
Um amor sem rosto, sem nome, sem história
mas não sem peso.


Ele se acumula no peito como algo vivo, pulsante,
pedindo passagem, pedindo destino.
Não é carência.
É excesso.


Há quem diga que vem de outras vidas.
Mas pouco importa a origem quando ele insiste nesta.
Porque amar sem poder tocar,
sem poder oferecer,
é como respirar fundo num quarto sem janelas.


Às vezes alguém aparece.
E por um instante tudo parece fazer sentido.
O coração se apressa, reconhece sinais,
acredita ter encontrado o lugar certo para pousar.
Então eu entrego, não aos poucos,
mas inteira.


E dói perceber, quase sempre tarde demais,
que não era ali.
Nunca foi.
A pessoa vai,
mas o amor fica.


O tempo passa.
Outros chegam, outros partem.
E eu sigo carregando esse amor intacto,
sem ter onde colocá-lo,
sem ter quem o sustente do outro lado.


Ele cresce em silêncio.
Não some.
Não cansa.
Até que nasce um medo:
não o de deixar de amar,
mas o de amar demais
sem testemunha,
sem retorno,
sem encontro.


E então a pergunta se impõe, não como resposta,
mas quase como uma ferida aberta:


O amor precisa de alguém para existir
ou basta existir em quem o sente?

- Mirelle Cerqueira

Eu que amava cores, só via uma Lisboa a preto e branco, mais a preto que a branco.

Se o seu trabalho se limita a escrever, digitar, revisar, comparar, traduzir e outros verbos semelhantes, ele será substituído pela inteligência artificial. Comece a pensar, essa é a verdadeira capacidade humana.

- E não somos todos assim, escritos a paradoxos?

Um bom advogado conhece as leis, um excelente advogado é um portador de informação na era da informação.

Botar o descarte na bolsa para não sujar o chão, mantém a alma mais limpa.

Eu não faria paisagens com aquela sensação. Ou será que fazia? Por alguma razão, a minha avó instalava-se confortavelmente nas minhas insciências.

A coisa mais libertadora da vida é perceber que você não precisa se encaixar no mundo de ninguém além do seu próprio

Vendo a invenção de Deus, é impossível ser ateu.
Vendo a invenção da mente, é impossível ser à toa.

Encontrávamo-nos algures entre o devaneio e a escrita que desbota o tecido com que se cose a vida, a arte da escrita era, quiçá a nossa forma gémea de dissiparmos o nublado da vida e encetarmos a vida clarificada das letras sonhadas e por sonhar.

Com as autodescobertas recentes, bruscamente tive a Alma e a carne dilaceradas, no processo, como um girassol que se contorce rumo ao Sol, encontrei uma outra parte de meu ser. 🌻

Padrinho, você é mais que família, é um amigo que escolhi para a vida. Agradeço por cada gesto de cuidado,por cada palavra amiga e por ser um exemplo de amor. Feliz dia do Padrinho!

"O universo é apenas o atraso necessário para que o Todo aprenda o seu nome."

Os cristãos que praticam boas obras utilizam armas diferentes para vencer o poder do inimigo.

Eu não imploro amor.


Meu coração não sabe rastejar
por quem escolhe não ficar.
Amor de verdade tem peso,
tem nome dito sem medo,
tem presença que não vacila
quando o silêncio tenta enganar.


Não peço atenção.
Quem sente, oferece.
Quem quer, permanece.
Quem ama, não faz do sumiço
um teste de resistência.


Cansei de esperar por gestos mínimos, por palavras atrasadas,
por afetos que chegam cansados.


Meu amor é grande demais
para caber em descaso.


Se preciso pedir, não é amor.


Se preciso insistir, é ausência.
E ausência não se romantiza,
se enfrenta ou se deixa.
Prefiro a dor limpa da despedida
à esperança enganosa de quem nunca vem.


Porque amar não é implorar para ficar, é ser escolhido sem pedir.
Sou intenso, sou inteiro,
sou feito de sentimento verdadeiro
e por isso mesmo não aceito migalhas disfarçadas de amor.


Clayton Leite

Amizade verdadeira soma luz, não disputa nem apaga o brilho do outro. ✨

O cristão que vive segundo a carne torna-se presa fácil do diabo.

Uns retribuem com justiça por meio das armas da luz; outros retribuem o mal a qualquer preço sob o domínio das forças das trevas.

Ele saiu da manada.


Pequeno, preto e branco, andando com aquele passo desajeitado que a natureza lhe deu, atravessou a praia como quem atravessa um pensamento. Enquanto os outros seguiam juntos, no fluxo seguro da repetição, ele escolheu a direção oposta. Não corria do grupo. Corria para algo.


O vídeo rodou o mundo: um pinguim-de-Magalhães caminhando sozinho em direção a um aglomerado de pessoas numa praia da América do Sul. Turistas curiosos, celulares erguidos, risadas contidas. E lá vinha ele, decidido, como se carregasse no peito uma pergunta maior que o medo.


Não era bravura.
Era curiosidade.


E talvez também cansaço.


Porque até os animais, em sua simplicidade, nos lembram que existe um momento em que seguir apenas por seguir deixa de fazer sentido.


A manada protege.
Mas também limita.


A manada orienta.
Mas também silencia a inquietação.


Enquanto seus semelhantes permaneciam agrupados, repetindo a coreografia instintiva da sobrevivência, ele caminhava em direção ao desconhecido — em direção ao barulho, à luz, ao estranho. Em direção àquilo que não fazia parte do roteiro natural da sua espécie.


E ali, naquele gesto simples, quase cômico, estava uma das cenas mais humanas já registradas por uma câmera.


Quantas vezes nós também não sentimos esse chamado silencioso?


A vontade de sair do caminho previsível.
De atravessar a praia enquanto todos seguem para o mar.
De ir em direção às perguntas, mesmo quando o confortável seria permanecer nas respostas prontas do grupo.


O pinguim não sabia que estava sendo filmado.
Não sabia que se tornaria símbolo.
Não sabia que sua pequena rebeldia atravessaria continentes em forma de reflexão.


Ele apenas seguiu o impulso de olhar para outro lado.


Talvez estivesse perdido.
Talvez estivesse curioso.
Talvez estivesse cansado de andar para onde todos andavam.


Mas, naquele momento, ele fez algo que poucos têm coragem de fazer:


Ele escolheu a própria direção.


E isso, para nós, humanos, é quase revolucionário.


Porque sair da manada não é um ato de desprezo pelo grupo.
É um ato de fidelidade a si mesmo.


É reconhecer que, em algum ponto da caminhada, a consciência pede um passo diferente. Um passo solitário. Um passo que não pode ser explicado, apenas sentido.


O pinguim caminhou até as pessoas, olhou ao redor, parou, observou. Depois, com a mesma simplicidade com que saiu, voltou para o mar.


Como quem diz:


“Eu só precisava olhar o outro lado.”


E essa talvez seja a lição mais delicada daquela cena real, capturada por acaso e eternizada por milhares de compartilhamentos:


Nem sempre sair é abandonar.
Às vezes, sair é compreender melhor para onde se deve voltar.


E há momentos na vida em que precisamos ser esse pinguim:
deixar a segurança do coletivo por alguns passos,
enfrentar o olhar curioso do mundo,
e permitir que a própria inquietação nos conduza.


Porque quem nunca se permite atravessar a praia sozinho
jamais descobre
o tamanho do próprio horizonte.
Autor: John Presley Costa Santos

Às vezes me pego pensando "o que Deus está fazendo agora?⁠"