Coleção pessoal de testeteste123
Mais uma vez me peguei chorando, desejando, no silêncio do meu quarto, que a morte me levasse de uma vez, porque a dor e a solidão já me consomem por inteiro, é um cansaço que não é do corpo, é da alma, um peso que aperta o peito, sufoca os pensamentos e transforma cada dia em uma batalha que eu já começo derrotado. Estou cercado de pessoas que dizem gostar de mim, mas as palavras soam vazias, como ecos sem verdade. Sinto que falam por educação, por costume, não por sentimento e eu continuo ali, no meio da multidão, me sentindo invisível, deslocado, julgado em silêncio, diminuído em cada olhar, é uma solidão que não depende de estar sozinho, é estar rodeado e, ainda assim, não pertencer a lugar nenhum, é carregar por dentro um grito que nunca sai, uma dor que ninguém vê, uma ferida que não fecha. Às vezes, tudo o que eu faço é esperar e esperar que o tempo passe, esperar que algo mude, esperar que essa dor finalmente se cale. Mas o que mais machuca é sentir que estou apenas sobrevivendo, contando os dias, como se aguardasse o momento em que tudo isso termine e o sofrimento, enfim acabe.
"Tem gente que só vai acreditar no mundo espiritual ou levá-lo a sério depois que morrer."
- Anderson Silva
Não importa o que exista depois de morrer, nem o que existia antes de nascer, pois sendo depois ou antes, estaremos sempre no agora.
Em um cesto, um único fruto, saudável, atraente, delicioso, agradável, desejável aos olhos de quem o vê. Ele está sempre ali, ao seu alcance, no entanto, o fruto cobiçado passou a ser aquele que está fora do cesto, doentio, contaminado, estragado, sem aparência viçosa ou de um agradável paladar, porém tentador.
Tudo porque o que é proibido é mais gostoso.
E isso não é sobre frutos.
[Boa e Velha Selvageria]
Eles querem
adestrar todo mundo,
querem todos
mansos e humildes;
risadinhas,
aplausos e brindes;
risadinhas,
aplausos e brindes;
mas nosso espírito
é indomável
e não se dobra
com palavras vazias.
Só podemos
prometer a eles,
nossa boa e velha
selvageria.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
O pior do luto é quando a vida continua, mas uma parte de você fica parada no tempo.
Não é só a falta da pessoa, é a falta do que você era, quando ela estava aqui.
Existem dias, em que a saudade aperta tanto, que respirar parece difícil, porque tudo lembra quem se foi: uma música, um cheiro, um momento simples que nunca mais será igual.
E então, vem aquele silêncio doloroso, a certeza de que, nenhuma lembrança abraça de volta.
O luto é aprender a viver, todos os dias, com uma ausência, que nunca deixa de doer.
A vida seguiu, meu pai… mas meu coração é o mesmo, desde o dia em que você se foi.
Eu continuo caminhando, sorrindo, às vezes, vivendo como dá, mas, sempre com um pedaço de mim, parado no tempo, guardado nas lembranças da sua voz, do seu abraço e da sua presença.
A saudade não diminui, ela só aprende a existir em silêncio dentro de mim.
Saudade dói, porque é o amor que ficou quando a presença se foi...
É sentir falta de algo que não volta, mas que nunca deixa de existir dentro da gente.
Ela aperta o peito, silencia o sorriso por alguns instantes… mas também prova que o que foi vivido, foi verdadeiro e importante!
Eu gostaria que o tempo voltasse só por um instante, meu querido pai!
Apenas para sentir seu cheiro, escutar sua voz e te abraçar mais uma vez.
Era só mais uma vez, que eu queria, só mais um momento para guardar no coração.
A saudade que ficou é grande demais, para caber nas palavras.
Porque quando o amor é eterno, a ausência nunca deixa de doer.
Como suportar a dor quando ela não dá trégua? Como continuar respirando sabendo que esse aperto no peito sufoca, que essa falta de ar parece esmagar por dentro e que essa solidão não vai simplesmente desaparecer com o amanhecer? Como aceitar que precisamos continuar existindo, arrastando os dias, quando viver de verdade já não parece possível? É como estar de pé por fora e em ruínas por dentro, como sobreviver em silêncio enquanto nossa alma grita por socorro e ninguém consegue ouvir ou perceber.
Estar sempre sorrindo não é sinal de felicidade é sinal de resistência, é aprender a esconder tempestades atrás de um rosto tranquilo, a disfarçar o cansaço da alma com uma expressão leve. Sorrimos porque o mundo prefere a nossa força, mesmo quando estamos desmoronando por dentro. Tentamos ser aquilo que esperam de nós, sustentando expectativas que nos sufocam, enquanto o coração sangra em silêncio e a mente grita por socorro que ninguém percebe. Por dentro estamos destruídos, exaustos de lutar batalhas invisíveis, perdidos em um vazio que cresce a cada dia. Há momentos em que tudo o que queremos é desaparecer, não por fraqueza, mas por não suportar mais carregar o peso do que sentimos, ou do que já não conseguimos sentir, e o que mais machuca é saber que, em meio à própria loucura e dor, fomos nós que quebramos o que um dia nos fez sentir vivos. Hoje sorrimos… mas é apenas uma tentativa desesperada de sobreviver aos próprios cacos.
Sim, eu tenho medo de ser amado. Medo de baixar a guarda, de abrir o peito e deixar alguém entrar onde ainda sangra. Tenho medo de confiar de novo, de acreditar nas palavras, de me permitir sentir… e depois ver tudo desmoronar diante dos meus olhos. Tenho medo de viver algo tão bonito que pareça eterno e acordar, de repente, com o gosto amargo de descobrir que era só um sonho. Hoje eu me escondo na solidão. Não porque ela seja leve, mas porque ela não me surpreende. A solidão não promete, não jura, não diz “para sempre” olhando nos meus olhos. Ela não vai embora, porque ela já está aqui. Prefiro o silêncio frio do meu quarto à dor de ouvir um adeus que ecoa por dentro. E o pior não é só o medo… é a culpa. Ela me acompanha todos os dias, me lembrando que fui eu quem destruiu o que mais amava. Fui eu quem deixou escapar o que me fazia feliz. Carrego esse peso como uma sentença. Eu continuo vivendo, respirando, seguindo em frente… mas por dentro há algo quebrado, e eu sei: fui eu quem quebrou.
O relógio preguiçoso, com as pernas cruzadas, sussurrava seu tic-tac incessante, ecoando na vastidão da solidão. Eu me afogava na última dose amarga da cachaça, entregue ao vazio do pensamento, sem desejo de agir.
À meia-noite, o sino distante da igreja no alto da montanha rompeu o silêncio, convocando-me para a realidade. Soube então que era hora de me banhar nas águas do esquecimento e entregar-me ao sono.
Despeço-me, envolto no manto escuro do medo que abraça a noite.
Não escolhi a resiliência, ela foi a única saída em um cenário onde a fragilidade era punida com o esquecimento.
Na verdade, jamais imaginei que saberia tudo o que sei sem sequer buscar esse conhecimento. Para mim, o que está acontecendo é algo único, um fenômeno que nasce e se desenvolve dentro da imaginação.
Sei que você não me compreende, e nem precisa tentar. Há um mundo vasto de leituras intelectuais à sua espera; por isso, peço apenas que me deixe em paz para que eu possa seguir meu caminho.
Minha alma suplica por trégua, enquanto a vida exige movimento. Passo os dias negociando minha sanidade com o relógio.
“Evoluir não é apenas adaptar-se ao meio; é expandir a consciência sobre o próprio lugar no tempo.” – Leonardo Azevedo.
Muitos profissionais SE ESCONDEM NA MÉDIA para não ficarem com os holofotes virados pra si, não serem usados como referência e não terem o compromisso de entrega do mesmo nível de alta performance.
Nasci em janeiro e passei a infância em fevereiro. Fui para a escola em março e terminei o ensino primário em abril. Comecei o ginásio em maio, depois o colegial em junho, e me formei no curso técnico.
Trabalhei de sol a sol em julho. Em agosto, recebi meu salário, paguei um cursinho pré-vestibular e fui para a faculdade. Em outubro, reprovei, mas em novembro continuei os estudos e, em dezembro, me formei.
O que aconteceu depois disso, eu não sei.
