Coleção pessoal de testeteste123
Se um deus verdadeiramente amoroso existir, ele destruirá os fanáticos religiosos e salvará todos os ateus de bom caráter!
Obrigado, céu, por este acalento,
que lavou o calor e o pensamento.
A tarde se foi em gotas de luz,
e a noite agora o sono conduz.
Que o som no telhado seja sua canção,
trazendo frescor para o coração.
Agradeço a água que cai lá fora,
fazendo o tempo parar nessa hora
E talvez amar de verdade seja isso:
aceitar que certas dores não pedem cura, apenas pedem um lugar seguro no peito, onde a esperança possa, enfim, descansar.
Menina borboleta
nunca percebeu
que o jardim morava dentro
carregava primavera nos olhos
vento nos cabelos
e um silêncio cheio de cor
aprendeu que crescer
não é deixar pétalas pelo chão
é criar asas
mesmo com medo
menina borboleta
abrindo o mundo devagar
sem pressa
só luz
Obrigado, Senhor, por este manto de paz,
que o calor sufocante enfim desfaz.
Pelo vento que sopra, divino e certeiro,
limpando o suor do corpo inteiro.
Cada gota que cai é um "obrigado" do chão,
que acalma a sede e o meu coração.
Pelo toque gelado que a brisa conduz,
troco o peso do arca pela leveza da luz.
A natureza sorri, o verde se anima,
sob a chuva abençoada que o céu aproxima.
Sou grato pelo alívio, pelo som, pelo bem,
que a chuva nos traz e a alma mantém.
É Carnaval!
E quem vê um rosto bonito,
um sorriso contagiante,
um físico sarado e atraente
suando folia no bloco…
não vê o HIV.
É Carnaval!
Rostos bonitos reluzem sob o glitter,
sorrisos contagiam como refrões fáceis,
corpos sarados e atraentes
suam liberdade no bloco
como se a vida fosse eterna
e a madrugada infinita...
Purpurina na pele,
desejos distribuídos como confetes,
beijos trocados na vertigem
entre um gole e outro
de ilusão líquida...
Mas ninguém vê
o que não veste fantasia...
Ninguém vê
o vírus silencioso
que não tem estética,
não escolhe beleza,
não pede currículo genético
antes de atravessar a pele...
O HIV
não desfila em carro alegórico,
não brilha sob o neon.
não dança ao som do tambor...
É invisível aos olhos encantados
pela superfície...
Porque saúde
não se lê no sorriso.
Responsabilidade
não se mede pelo abdômen definido.
E risco
não avisa antes de entrar...
É Carnaval!
Celebração do corpo,
da liberdade que pulsa na carne...
Que essa mesma liberdade
não seja descuido...
Que o desejo saiba sambar
de mãos dadas com a consciência.
Porque viver intensamente
também é saber proteger
a própria vida
enquanto a folia passa...
O Carnaval acaba
mas o HIV quando chega...
fica.
Usem a cabeça!
Usem a camisinha!
✍©️@MiriamDaCosta
Vem o som da chuva, canção de ninar,
batendo no teto, querendo entrar.
É música pura, é vida que cai,
o peso do abafado aos poucos se vai.
O vento no rosto, abraço gelado,
limpa o cansaço do corpo suado.
O cheiro da terra, presente divino,
muda o tom triste do nosso destino.
Não gaste a vida em trilhas de espinhos,
só para provar que domina os caminhos.
O difícil por vaidade é tempo jogado ao léu,
se o simples bem feito já alcança o céu.
Fique no que é seu, no que a mão alcança,
com a calma de quem mantém a confiança.
Sem "fiz isso" ou "aquilo" para impressionar,
apenas a paz de saber o seu lugar.
O hábito de pensar, além de não custar nada, é essencial. Já o não pensar tem um preço alto! E não se iluda: vai sair do seu bolso, sim! Torça, portanto, para que se limite ao material, pois no que toca ao existencial pode ser irreversível.
"Encontrar uma rainha em pleno século 21, uma mulher de classe, bonita, educada, inteligente, apaixonante e ao mesmo tempo disposta a viver tudo com você é difícil né? Mas, tive a sorte grande de encontrar e chamar de amor"
Te amo minha rainha 💞
(Nanda)
Indenização ao Bom Senso
Há dias em que abrir as redes sociais equivale a atravessar um mercado onde todos gritam ao mesmo tempo, mas poucos têm algo a dizer.
A sensação não é apenas de cansaço, é também de agressão sutil.
Como se a nossa cognição fosse diariamente submetida a um teste de resistência.
Diante das parvoíces que se multiplicam
com a velocidade da fibra ótica... surge a pergunta quase irônica:
Deveria existir uma lei de indenização ao bom senso?!...
Um mecanismo jurídico que compensasse os danos morais causados por opiniões rasas, desinformação reiterada e certezas infladas pela ignorância performática?!...
A proposta pode soar autoritária à primeira vista... e talvez seja....
afinal, em uma democracia, a liberdade de expressão é cláusula essencial.
A Constituição Federal de 1988 protege o direito de manifestar pensamentos, inclusive os equivocados, os imprecisos, os tolos e até os absurdos.
O Estado não pode ( e nem deve!) tornar-se árbitro do que é inteligente e do que é absurdamente tolo.
E viva essa liberdade que nos abre ao conhecimento geral e ao mesmo tempo nos
algema à suportação da parvoíce generalizada...
No entanto, há uma diferença entre liberdade de expressão e liberdade de alcance irrestrito. As redes sociais não são praças públicas neutras, na verdade são empresas privadas com algoritmos desenhados para maximizar engajamento, isso não é novidade!
Plataformas digitais como a "Meta Platforms" e o "X" operam segundo uma lógica econômica óbvia, ou seja, quanto maior a reação e o engajamento....maior o lucro.
E poucas coisas geram mais reação do que o absurdo e a mediocridade da fofoca ...
O problema não é a existência da opinião frágil,
mas sim, a sua amplificação desproporcional. A arquitetura digital privilegia o escândalo, a indignação instantânea e a polarização simplista.
O pensamento crítico e complexo, por exigir pausa e reflexão, perde espaço para a frase de efeito e o meme inflamado.
Falar em “indenização à inteligência” é, portanto, menos um projeto legislativo e mais uma metáfora ética.
Trata-se do reconhecimento de que há um desgaste cognitivo coletivo em curso.
A saturação de ruído compromete o debate público, esvazia a capacidade crítica e banaliza o erro. Fazendo o errado parecer certo... O injusto passar por justo...
Talvez a verdadeira reparação não esteja na criação de novas leis, mas no cultivo de novas posturas.
A inteligência não precisa de proteção estatal, precisa de responsabilidade individual.
Cada compartilhamento é um ato político.
Cada curtida é uma validação simbólica.
Cada silêncio também é uma escolha.
A maturidade digital exige discernimento: saber quando curtir, quando argumentar, quando ignorar e quando se retirar em silêncio... reagir com consciência a cada provocação nas redes sociais é um gesto de força, não de fraqueza.
Em tempos de campanhas pré-eleitorais devemos redobrar nossa atenção na obtenção dessa maturidade digital, né?!
O algoritmo se alimenta de indignação
e o bom senso se fortalece na contenção.
No fim, não precisamos de um tribunal para julgar a estupidez que parece reinar... Precisamos de cidadãos capazes de reconhecer que liberdade implica responsabilidade, inclusive a responsabilidade de não transformar o espaço público em palco de vaidades desinformadas.
Se houver uma indenização possível, que seja a de preservar a própria lucidez em meio ao ruído do caos.
Em tempos de excesso de voz, pensar com rigor é resistência.
Que a nossa cognição seja "indenizada" pelo nosso bom senso no almejar uma certa maturidade nessas redes sociais...
✍©️@MiriamDaCosta
Eu já sabia dessa hipocrisia na Assembleia de Deus há muito tempo. É revoltante ver como exploram os fiéis com a cobrança rigorosa do dízimo, mas, na hora em que o membro está desempregado ou passando necessidade, a igreja não estende a mão; dizem que 'é preciso ter fé' enquanto o prato do trabalhador está vazio. Pelo contrário: escravizam as irmãs para limpar o templo e arrumar cadeiras sob o pretexto de ser 'obra de Deus', enquanto o pastor ostenta um salário de, no mínimo, 10 mil reais, carro do ano e vida de luxo. Nessa hora, o discurso muda e dizem que 'o obreiro é digno do seu salário' e que 'ninguém trabalha de graça'. Engraçado que isso só vale para a cúpula, nunca para quem limpa o chão.
A hipocrisia é sem limites. Usam o nome de Deus para impor medo e exercer um controle psicológico que invade a liberdade individual, vigiando a roupa que a mulher veste e o que o fiel faz em casa, chegando ao ponto de ditarem em quem as pessoas devem votar. Transformaram o altar em palanque político e o dízimo em faturamento empresarial.
Para completar o descaso, muitos templos se recusam a deixar que o corpo de um membro seja velado na igreja, alegando normas internas ou falta de tempo. É um sistema que lucra com o suor dos humildes enquanto eles têm saúde para trabalhar e dinheiro para ofertar, mas nega até o último gesto de dignidade e acolhimento no momento do luto. É uma 'família' que te acolhe pelo que você tem no bolso, mas te descarta assim que você não serve mais para os interesses deles. Pregam o céu, mas vivem um império de ganância aqui na terra. Afinal, para esses líderes, a fé é apenas um meio de vida, e o fiel é apenas um meio de lucro.
A igreja que deveria ser um hospital para a alma, virou um balcão de negócios para o bolso dos pastores.
Uma discoteca, um agrupamento de discos.
Uma encenoteca, um agrupamento de peças.
Uma pinacoteca, um agrupamento de telas.
Uma estuoteca, um agrupamento de estátuas.
Uma predioteca, um agrupamento de prédios.
Uma biblioteca, um agrupamento de livros.
Uma filmoteca, um agrupamento de filmes.
Uma fototeca, um agrupamento de fotos.
Uma hemeroteca, um agrupamento de revistas.
Uma enoteca, um agrupamento de vinhos.
