Coleção pessoal de testeteste123

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Como uma filha d’água,
entro na floresta da alma
noturna e mágica,
e desapareço de mim mesma.


Mergulho no rio das veias,
misterioso e sanguíneo,
e me inundo por dentro.


Entre a lua escura do mundo
e o meu olhar iluminado de versos,
nasce, serena e abundante,
a cheia do ventre poético
que eu procurava.
✍©️@MiriamDaCosta

A mulher com quem ele te traiu não é a sua inimiga. Em muitos casos, ela é a próxima vítima do mesmo mestre da ilusão.

Tornou-se o amor um fardo de ofício,
Qual pauta vã de lidas rotineiras,
Onde as almas, em horas passageiras,
Cobram o afeto como um sacrifício.


Mandamos, pois, a conta da saudade,
Como se o bem-querer fosse tributo,
E o coração, mendigo resoluto,
Rogue por parca reciprocidade.


Lembrar ao outro a própria existência
É triste laborar, pesar profundo;
Rogar uma migalha neste mundo
É dizimar do orgulho a decência.


Mas, ah! Se o dom não nasce da vontade,
E o sentimento exige vil cobrança,
É vão nutrir do amor a esperança;
O afeto imposto é mera falsidade.


Rasgo, portanto, a conta da ilusão,
Não sou credor de afeto ou de favor;
Se não for livre e dado com ardor,
Dispenso a esmola de outro coração.

Às vezes, as pessoas falham conosco da pior forma possível, mas isso diz mais sobre o caráter delas do que sobre o seu.

“Talvez tudo tivesse algum sentido.”

Alice, Alice! Por que te sabotas tanto assim?
Malditos pensamentos intrusivos, que atormentam a alma.
Garota, vista-se de azul e sorria.
Seu sorriso é a maquiagem mais linda que você possui.

Se você não escreve verso, namore então a lua.

Imagine uma distopia, claro, longe da realidade, onde pessoas são mortas pela cor da pele ou por que não geraram lucro o suficiente, discriminadas por existirem e criticadas por resistirem, uma distopia onde você é policiado por um homem de terno qual nem sabe seu nome, controlado em cada respiro e passo que dá e...
será que ela seria realmente tão longe da realidade assim?...

A vida sempre será mais fértil para aqueles que encontram no seu próprio deserto, cântaros para saciar sua sede.

A inveja de uma esposa desequilibrada e mentirosa é mais perigosa do que o ódio de um inimigo mortal.

NÓS NO MUNDO


Às vezes a gente sente que o mundo é pequeno demais, que cabe no coração. No outro dia, o mundo já é tão vasto que a gente se sente perdido na sua imensidão.
Então, não é o tamanho do mundo a medida das coisas, mas como a gente se posiciona diante dele.

"Não há um ser humano livre sem antes haver conquistado sua liberdade quando estava preso."

—By Coelhinha

VIDAS UNIFICADAS
(Quando a paciência se torna a única luz no escuro de uma crise)

Um estouro. Lâminas de silêncio pelo chão. Suspiro fadigado pelo tempo em mais uma crise de um mundo que quero entrar e desconheço. As lágrimas não caem mais. Secaram e deram um nó no peito. Olhar confuso. Coração disparado. Autismo? Vidas unificadas em cores desbotadas em mais uma fase de vida, que já nem sei se é dia ou se é noite, resiliente em só paciência e amor.

Lu Lena / 2026

O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)

Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.

Lu Lena / 2026

LUMINESCÊNCIA DE MÃE
(O despertar de dois mundos após a tempestade.)


Janela para a vida que se abre. A cortina de voal parece acenar; o passarinho no poste de luz canta uma sinfonia. O dia amanhece.
A noite agitada em mente confusa, dispersa num autismo que agora relaxa e adormece, fica para trás. Olho para o sol que sorri e peço, em silêncio: que sua luz traga o meu mundo e o de meu filho para o lado de fora.


Lu Lena / 2026

⁠Quem precisa invalidar uma causa para defender outra, pode acreditar em qualquer coisa, menos que tenha uma causa legítima para acreditar.


Porque causas verdadeiras não precisam nascer da demolição das demais.


Elas se sustentam pela própria densidade moral que carregam, pela coerência entre aquilo que dizem defender e aquilo que estão dispostas a preservar no mundo.


Quando alguém sente a necessidade de ridicularizar, desumanizar ou apagar a dor alheia para que a sua bandeira pareça maior, talvez não esteja defendendo uma causa — esteja apenas disputando território no mercado das indignações.


A legitimidade de uma luta não se mede pelo volume com que ela silencia as outras, mas pela capacidade que tem de existir sem negar a dignidade de quem também luta.


Afinal, o sofrimento humano não é um campeonato, e a justiça não deveria depender de quem consegue gritar mais alto ou cancelar mais rápido.


Há quem transforme causas em trincheiras identitárias, onde o objetivo deixa de ser reparar injustiças e passa a ser vencer adversários imaginários.


Nesse terreno infértil e inóspito, qualquer argumento serve, qualquer distorção vira estratégia, e qualquer verdade inconveniente é descartada como traição.


A causa vira instrumento — e instrumentos, nas mãos erradas, raramente constroem algo que mereça ser chamado de justo.


Talvez a maturidade de uma sociedade comece quando entendermos que defender algo não exige destruir tudo o que não seja idêntico a nós.


Pelo contrário: as causas mais nobres costumam caminhar lado a lado, porque reconhecem na dor do outro um espelho possível da própria dor.


No fim das contas, quem precisa diminuir o mundo para botá-lo dentro da própria causa, talvez nunca tenha lutado por justiça — apenas por pertencimento.


E pertencimento, quando substitui a verdade, aceita qualquer narrativa que preserve o grupo… mesmo que sacrifique a honestidade da caminhada.

“Algumas amizades não resistem ao tempo."

Tem gente que anda pela vida carregando tanta amargura que acaba espalhando isso por onde passa.

Mas cada um oferece aquilo que tem dentro de si.
Alguns espalham leveza, outros preferem espalhar peso.

No fim, a gente aprende que vale mais manter o coração em paz do que responder à amargura de quem ainda não aprendeu a ser luz.

Da mesma forma que existem os falsos profetas.
Existem os falsos amigos.
Que de forma meticulosa,se aproximam da gente com um único objetivo.
Manter uma amizade superficial, utilitária e de interesse próprio.

A essência da sabedoria é ser um eterno aprendiz.