Coleção pessoal de testeteste123

62081 - 62100 do total de 123958 pensamentos na coleção de testeteste123

Minh'alma Tapuia


feita de floresta,


poética nas nascentes


livre nas cabeceiras,


e nas encostas íngremes,


com o coragem flui;


Tudo teu me possui,


mesmo que só a sua


imaginação retribui.






O Rio Luís Alves


canta solene o amor


pelas criaturas,


e as absolutas


canções da vida,


e dos gentis ribeirões.






Sob o céu austral


dedico muito mais


do que versos e doces emoções,


Para quem sabe estar


contigo nas próximas estações.

"A eternidade de Deus não é tempo infinito — é ausência de tempo."

O tempo nos ensina que tudo na vida é breve. Portanto, aproveite cada dia de sua vida e seja feliz.

"Onde o homem é limitado, Deus é absoluto."

"A perfeição de Deus não admite excesso nem ausência — apenas plenitude."

"Deus não é perfeito porque possui atributos; Ele é perfeito porque nada lhe falta."

"A imutabilidade de Deus não o torna distante, mas garante que Seu propósito nunca falha."

"Deus não muda — quem muda é o homem ao se afastar ou se aproximar d’Ele."

Não espere o fogo espalhar a lenha, observe a suavidade do fogo.

Nunca fale seu próximo passo para ninguém. O dito faz o cérebro entender como já concluído, dissipando assim a ação.

Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.


Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.


Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.


Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.


Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.


“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.


E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.


Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.


Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.


É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.


O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.


E, mesmo assim,
eu volto.

Sou rico, mesmo sem nenhum centavo no bolso.

Sentimento é algo que o mundo tenta nos afastar desde quando éramos criança, mas por que me afastar de algo que sou eu?

O que importa para mim é seguir o sentimento, viver tudo que no fundo eu sinto vontade.

I — Solitário Conhecido

Sou um romântico
no estilo dos anos 50…

preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

Enquanto dizem que
viver
é diferente
de estar vivo…

eu sobrevivo.

Respiro…

sendo apenas mais um
solitário conhecido.

E me pergunto:
será que é isso?
Meu destino é este?

Porque ficar sozinho dói…

mas amar
consegue ser
ainda mais difícil.

Às vezes eu acho
que as pessoas se apaixonam por mim
antes mesmo
de me conhecerem.

Não se apaixonam
por quem eu sou.

Se apaixonam
pela versão silenciosa
que projetam em mim.

Mas não veem
a mente que não desacelera.

O cansaço de quem
organiza o caos
todos os dias.

E quando percebem
um pouco da tempestade
que mora aqui dentro…

vão embora.

Ou simplesmente
escolhem
não entender.

Mesmo assim
algo em mim
insiste em acreditar:

Em algum lugar
deste mundo imenso
alguém há de me encontrar.

Talvez ela esteja por aí…

tentando me encontrar
do mesmo jeito
que eu estou aqui
tentando encontrá-la.

Mas às vezes
o tempo pesa.

E eu temo
que quando nossos caminhos
finalmente se cruzarem…

eu já tenha aprendido
a viver
apenas na imaginação.

Mesmo sabendo
nome
e sobrenome…

o caminho até ela
ainda se perde
na névoa.

E foi na imaginação
que eu construí
minha casa.

Uma casa feita
de memórias
que nunca vivi.

E foi com muito custo
que eu entendi algo curioso:

o ápice da tristeza
é sorrir.

E o ápice da felicidade
é chorar.

Estranho, não é?

Um solitário conhecido
vivendo com um sorriso
no rosto…

e chorando apenas
quando volta
para a imaginação.

Às vezes me pergunto
se não é mais fácil
assim.

Porque a realidade
custa caro.

E talvez
seja melhor

ser feliz
na imaginação

do que triste
na realidade.

Porque talvez
eu seja apenas isso:

um romântico dos anos 50
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.

E talvez seja assim
que tudo acabe:

um solitário conhecido
apaixonado por alguém
que talvez exista…

ou talvez
só exista
dentro de mim.

Às vezes a saudade não tem nome.

Não é de uma pessoa específica,
não é de um rosto,
nem de uma história que acabou.

É de algo mais raro.

Saudade de uma conexão real.

Daquelas conversas
que começam simples
e de repente parecem tocar lugares
que a gente nem sabia que existiam.

Saudade de um toque
que não encosta só na pele…
mas parece tocar a alma.

Saudade daquele silêncio confortável
onde duas pessoas não precisam provar nada.

Do som de uma voz
que fica ecoando na memória.

De uma risada
que aparece do nada na cabeça
e faz o coração apertar
sem motivo aparente.

Não é saudade de alguém.

É saudade
do sentimento de ter alguém.

Alguém ali…
não para preencher um vazio,
mas para dividir o que existe dentro.

Porque às vezes
o que mais faz falta na vida
não é uma pessoa.

É lembrar
como é se sentir acompanhado

Poema –Entre o Silêncio e o Pedido

O que é, afinal, um pedido de socorro?
É o grito que não sai,
ou o silêncio que ecoa por dentro?

O que é pedir ajuda?
É dizer “estou só”?
Ou é olhar ao redor
e não encontrar ninguém,
mesmo quando há tantos ali?

Há uma solidão que não se explica,
que não depende da ausência,
mas da falta de ser visto.

E então me pergunto:
como continuar?

Continuar… para quê?
Buscar compreensão?
Acolhimento?
Ou apenas um lugar
onde eu possa existir sem esforço?

Será carência…
ou é ausência mesmo?

Porque, no fundo,
acho que estou pedindo socorro.

Estou cansado de tentar.

Uma vez me disseram:
“é só viver.”
Mas como se vive
quando não se sabe o caminho?

Eu sei respirar…
mas isso não é viver.

Queria sorrir com leveza,
queria sentir que existo de verdade.
Mas sigo, como um mecanismo…
funcionando,
cumprindo,
ajudando.

E me pergunto:
é só isso?

Queria dizer que viver é simples.
Mas, às vezes,
o simples parece impossível.

Porque há dias
em que morro em silêncio,
repetidas vezes,
lembrando de tudo aquilo
que nunca saiu da imaginação.

Sonhar cansa.
Voltar à realidade cansa mais ainda.

E então retorno à mesma dúvida:
isso é um pedido de socorro…
ou só continuo existindo
para não deixar os outros caírem?

E, no meio disso tudo,
uma pergunta me atravessa
quieta, mas insistente:

será essa a vida de quem cuida?

Estender a mão
com o próprio vazio nos dedos?
Oferecer abrigo
sem ter onde repousar?

Buscar apoio…
e não encontrar?

Talvez por isso tantos silenciem,
tantos desabem por dentro,
tantos desistam sem aviso.

Uma vida dedicada a sustentar outros,
e, ainda assim,
caminhar só.

Uma vida de entrega.
Uma vida de ausência.
Uma vida de dor
que insiste em não passar

Reflexo


Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã
de algum modo
sempre encontra
o caminho de volta.

Algo permanece


Não termina aqui.
Não pode terminar assim.
Todo fim carrega
a semente de outro caminho:
um passo que chega,
outro que parte
e deixa, em alguém,
o silêncio da saudade.
Algo permanece
discreto, quase invisível
um sopro de memória
que ainda nos faz bem,
como lembrança
guardada no tempo.
Porque todo adeus
abre uma porta adiante.
Não termina aqui.
Nunca termina assim.

Janelas


Caminho pela cidade.
Janelas acesas
outras afundadas
no silêncio das salas.
Alguém atravessa a rua vazia,
outro espera
o semáforo piscando
na paciência da noite.
Nos passos apressados
quantos carregam
o peso do dia.
Num banco da praça
uma jovem se senta.
Chove.
Abre o guarda-chuva
não é da chuva
que se protege.
Há uma tristeza fina
caindo por dentro.
Da bolsa
tira um livro.
Abre.
Fecha.
Entre o livro
e o guarda-chuva
hesita.
A cidade segue.
E numa janela apagada
talvez alguém
também agora
aprenda
a difícil arte
de acender
ou apagar
a própria janela.