Coleção pessoal de testeteste123
Eu carrego um deserto na boca do estômago, onde cada passo é areia movediça e cada sonho, um miragem que não se aproxima.
O Combate ao Machismo se torna muito mais árduo quando é preciso combatê-lo também em Mulheres.
Há constatações que incomodam porque encostam numa verdade pouco elegante.
Esta é uma delas.
Durante muito tempo, acostumamos a tratar o machismo como um problema exclusivamente masculino, como se ele fosse apenas uma coleção de atitudes praticadas por homens contra mulheres.
Mas o machismo é muito mais perverso, muito mais antigo e muito mais profundo do que isso.
Ele não mora apenas em indivíduos, mora em estruturas, em costumes, em frases herdadas, em medos ensinados e em papéis distribuídos antes mesmo que alguém aprenda a escolher.
Por isso, não deveria causar espanto que muitas mulheres também reproduzam lógicas machistas.
O sistema que oprime não pede autorização moral para se perpetuar; ele apenas se infiltra.
Ele ensina meninas a competir entre si pela validação masculina, a desconfiar da liberdade de outras mulheres, a julgar com mais severidade aquela que rompe padrões, a naturalizar a sobrecarga, o silêncio, a culpa e a submissão como se fossem virtudes.
O machismo, quando bem-sucedido, faz a própria vítima acreditar que está defendendo a ordem, a decência, a família ou o “certo”, quando na verdade está ajudando a manter de pé a mesma engrenagem que a diminui.
E é justamente aí que o combate se torna mais complexo.
Porque enfrentar o machismo em homens costuma parecer, ao menos à primeira vista, um confronto mais visível: há um agressor identificável, um privilégio mais explícito, uma postura mais fácil de nomear.
Já quando ele aparece no discurso, no comportamento ou no julgamento de mulheres, tudo ganha zonas mais cinzentas.
Surge a tentação de relativizar, de poupar, de fingir que não é a mesma lógica em ação.
Mas é.
Com outra voz, às vezes com outro tom, mas é.
Isso exige uma maturidade rara: compreender que pertencer a um grupo oprimido não imuniza ninguém contra a reprodução dos desvalores do opressor.
Sofrer uma estrutura não impede que se participe dela.
Aliás, muitas vezes é justamente a necessidade de sobreviver dentro dela que faz com que se internalizem seus códigos.
Não por maldade pura, nem sempre por convicção consciente, mas por adaptação.
Há mulheres que aprenderam a condenar outras mulheres porque foram ensinadas a acreditar que este era o preço da respeitabilidade.
Há mulheres que policiam corpos, roupas, desejos e ambições femininas porque foram treinadas para ver perigo em toda liberdade que elas mesmas não puderam viver.
Isso, porém, não deve levar à caricatura fácil nem ao cinismo barato de dizer que “as mulheres são as piores inimigas das próprias mulheres”.
Essa frase, embora sedutora para quem quer simplificar tudo, presta um enorme favor ao próprio machismo.
Ela desloca o centro do problema e transforma uma engrenagem estrutural em disputa pessoal.
O foco não deve ser acusar mulheres como origem do machismo, mas reconhecer que a dominação é tão eficiente que consegue recrutar até mesmo aquelas que prejudica.
O verdadeiro enfrentamento, então, cobra muito mais do que indignação: cobra discernimento.
É preciso denunciar sem desumanizar, corrigir sem humilhar, conscientizar sem transformar toda divergência em guerra palavrosa.
Porque nem toda reprodução de machismo nasce da perversidade; muitas nascem da herança.
E heranças culturais não se desmontam apenas com raiva, mas com lucidez, firmeza e trabalho paciente de revisão.
Combater o Machismo nas Mulheres é, no fundo, uma das provas mais duras de que essa luta nunca foi apenas contra homens.
Ela é contra uma mentalidade civilizatória que organizou afetos, poderes e expectativas por séculos.
E talvez a parte mais dolorosa dessa batalha seja admitir que o inimigo, muitas vezes, não aparece com a face clássica do dominador, mas com a familiaridade de quem aprendeu errado e, sem perceber, passou a propagar o erro adiante.
Desfazer isso dá mais trabalho porque obriga a luta a sair do conforto das caricaturas.
Obriga a reconhecer que a mudança real não acontece apenas quando se enfrenta quem oprime de cima, mas também ao interromper a reprodução cotidiana da opressão entre iguais.
E isso é muito mais difícil, muito mais delicado e muito mais demorado.
Mas também é muito mais honesto.
Porque nenhuma transformação profunda acontece de verdade enquanto se combate o machismo apenas onde ele é mais barulhento, e não também onde ele é mais íntimo.
Não permita se abater com palavras que te feriram.
O desrespeito, a má acusação, não define o seu valor, nem muda quem és.
Deus enxerga além do que é visível e reconhece cada detalhe que existe em ti, ele conhece o teu coração, sabe das suas intenções e valoriza o teu esforço...
Isso basta.
Entregue tua causa ao Senhor e confie que ele fará o melhor.
Que neste dia, mesmo nublado,
a luz encontre um jeito de te abraçar.
Que o céu cinza não pese no peito,
mas te ensine que até as nuvens passam.
Que haja calma no que você não entende,
força no que você precisa enfrentar,
e fé — daquela silenciosa —
que sustenta mesmo sem você perceber.
Porque nem todo dia precisa ser bonito por fora,
quando Deus já está cuidando de tudo por dentro.
Helaine Machado
“Muitas pessoas sofrem nesta vida, não é por falta de informação, mas sim por falta de posicionamento com Deus.”
— Anderson Silva
Escolhido não tem escolha, parece injusto ao homem, mas lembre-se:
Os planos do homem os levam ao inferno, mas os planos de Deus os levam ao céu.
A tristeza vem como uma estação implacável, sem aviso, sem pausa e nos deixa com as mãos frias, tocando lembranças que nunca se foram.
Quando olho minhas cicatrizes, percebo que elas não são falhas, mas mapas de lugares onde um dia a minha esperança foi reduzida à poeira e ainda assim se recosturou.
Enquanto buscamos a perfeição para a possível aprovação deste mundo viveremos fadados a frustração e, muitas vezes, ao fracasso pois a "perfeição" não é deste mundo!
Erupção cutânea
Eu tenho uma ferida
Que me causa repulsão,
E meso quando está limpa,
Ela só exala podridão.
Ela não doi, e nem corrói
Mas eu sei que destrói
A minha bela imagem.
Mesmo eu sendo o herói
Vejo o quanto ela se reconstrói
E quando ela remoi vira sabotagem.
Hoje amanheceu bem pior.
O pus que dela explodia
Me revirava o estômago
Devido ao cheiro que dela surgia.
É pura agonia tratar dessa doença.
Parece abstinência das dores do meu passado.
Revirando as minhas crenças
A torno minha sentença
Devido aos erros do qual já fui culpado.
O médico não quer mais me ver,
E o psicólogo já "arrumou" a sua agenda,
Dizendo: quero que você aprenda
A curar essa moléstia que há em você.
Remédios já foram medicados
Tratados também foram os problemas.
Amarelados como as gemas
Que há nos ovos descorados.
Quando ela escorre bastante
Já sei que a infecção está brava
Mesmo que futuque ou que se lava
A nojeira volta no mesmo instante.
Mas sabes que lá no fundo
O olfato se acostuma com o cheiro!?
No entanto o paladar é o primeiro
A tomar gosto num segundo.
Mesmo vendo o quanto isso é imundo.
Até eu mesmo nem quero mais tocar.
Ainda assim eu quero melhorar
A aparência dessa desgrama,
Essa ferida até que me engana
Está parecendo o pior desse mundo,
Eu só quero que ela suma num segundo
E não deixe nem mesmo uma só grama.
Tsharllez Foucallt
Se um dia eu pregar o Evangelho a uma criança e ela não entender, devo me entristecer, pois eu preguei de tudo menos o Evangelho.
Uma iniciativa eficaz para coibir a violência contra a mulher seria o Governo disponibilizar, a todas as interessadas, aulas gratuitas de defesa pessoal (como Jiu-Jitsu, Karatê ou Judô). Embora não garanta salvaguarda absoluta, a medida aumentaria significativamente as chances de defesa das vítimas diante da agressividade e covardia excessiva dos agressores.
