Coleção pessoal de testeteste123
Que Deus me dê sabedoria para lidar com a hipocrisia, benevolência para lidar com a falsidade e saúde para lutar contra o mal.
ESPADA DA LUZ
Vi o inimigo a se levantar, o tentador a rodear, como no deserto um dia fez com Jesus.
Me lembrei do Senhor, da batalha que travou, usando a espada da luz.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, Senhor.
Espada poderosa, derrota o tentador.
Empunhando a espada firme na mão, carregando a constância em meu coração, assim como Cristo eu serei campeão.
Se Jesus, o Senhor, foi tentado, sendo Ele quem é,
Eu sei que sempre serei tentado, mas vencerei pela fé.
A espada que foi usada no deserto por Jesus ainda hoje é poderosa para desfazer as trevas com sua luz.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, Senhor.
Espada poderosa, derrota o tentador.
Empunhando a espada firme na mão, carregando a constância em meu coração, assim como Cristo eu serei campeão.
Cícero Marcos
Não me importo com o verso imperfeito,
Nem com a rima que só cabe no papel.
Só quero dizer, sem nenhum receio,
Que em você encontrei o meu céu.
Você é o abraço que me traz a calma,
A voz que me guia na escuridão.
É o sentido que move a minha alma,
Em cada batida do meu coração.
Nada vai nos separar,
E sabes por que, querida?
Porque em você eu encontrei
O amor da minha vida.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
tem algo andando dentro de você e não sou eu sou só o eco do que você tentou enterrar quando decidiu ser forte demais
porque ser forte é bonito até o momento em que você percebe que virou pedra
e pedra não sentesó afunda o mundo não acabou ele só ficou vazio de verdade
e quando você perceber isso
quando não tiver mais barulho pra te distrair quando o riso não cobrir o peso
quando a noite ficar grande demais pra caber no peito eu vou estar lá não como salvaçãonem como castigomas como a única coisa que sobrou de você antes de esquecer quem era.
DeBrunoParaCarla
Quando o medo se converte em sorriso, o alívio revela silenciosamente que a paz voltou a reinar no espírito.
O que faz ela ser quem ela é?
Sua essência, seu humor, seu jeito de ver a vida e seu jeito de me ver.
Seus sonhos e sua vontade de alcançá-los. O prazer de estar ao lado dela, de poder apoiá-la.
A beleza que não pode ser removida, sua beleza de alma, que eu vejo.
Pois vejo mais do que o mundo pode me mostrar, eu a vejo com o coração.
Forma de sentir
Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.
É expressão em estado bruto.
Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.
Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.
Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.
Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.
Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.
As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.
Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.
As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.
Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.
E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…
mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.
Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.
Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙
Por que pensas tanta perversidade, oh, minha mente? Quando cansarás de sujar o limpo e tornar-me impuro, cheio de maldade?
Observei quanta perversão se espalhou por toda a terra: todos, se possuem como simples objetos, são usados e descartados como nada!
Ninguém mais se importa com o verdadeiro amor, mas sim com prazer momentâneo. Como vou ainda confiar na bondade humana sendo o homem mal?
Os verdadeiramente livres não são os cheios de Certezas Inabaláveis, mas os que não são prisioneiros delas.
Há uma diferença muito sutil — e ao mesmo tempo muito profunda — entre ter convicções e ser dominado por elas.
As certezas, quando rígidas demais, deixam de ser ferramentas de orientação e passam a ser muros que limitam a visão.
Elas nos dão conforto, é verdade, mas também podem nos aprisionar em uma falsa sensação de controle sobre um mundo que, por natureza, é tão dinâmico quanto imprevisível.
Ser livre não é viver na ausência de ideias firmes, mas na capacidade de revisá-las sem medo e sem culpa.
É reconhecer que mudar de opinião não é fraqueza, mas sinal de maturidade intelectual.
Quem se permite questionar o que pensa, abre espaço para crescer, aprender e enxergar para além das próprias fronteiras mentais.
As certezas inabaláveis muitas vezes nascem menos da verdade e mais do medo — medo do desconhecido, do erro, da dúvida…
E, ironicamente, é esse medo que nos torna vulneráveis à manipulação, pois quem acredita que já sabe tudo raramente se dispõe a vislumbrar algo novo.
A verdadeira liberdade de pensar está na flexibilidade do pensamento.
Está na coragem de sustentar perguntas, mesmo quando as respostas parecem mais desconfortáveis.
Está na humildade de admitir que aquilo que hoje parece sólido pode, amanhã, revelar-se incompleto.
No fim, não são as Certezas nem as Dúvidas que nos definem, mas a forma como lidamos com elas.
Ser livre é, acima de tudo, não se deixar aprisionar pela necessidade de estar sempre com a razão.
Gota Ácida
Deixei um único copo
Sob a torneira da pia
Que pingava dia após dia,
Até vê-lo cheio pelo topo.
A água que ali transbordaria
Não seria a mesma, é notável,
Pois a cor de aspecto detestável,
Formava um verde viscoso.
E aquele cheiro oleoso
Deixava o copo, já deplorável,
Sem funções e quase descartável,
E, só de vê-lo, dava agonia.
A torneira de metal enferrujado
Fazia um som de assustar,
Pois só em abri-la pra a água pegar
Deixa o cabra agoniado.
O lodo sempre tava lá
Por mais que limpasse todo dia,
A mesma água sairia
Suja e até cada vez pior.
Agora se fosse ter dó
Do cidadão que dela bebia
Eu digo que você até poderia
No lugar dele ali morar.
A nojeira nunca esteve ali
Nos canos, no copo ou na torneira,
Mas sim na água que vinha da biqueira
E que ficava mesmo por aí.
Arrumava todo tipo de tranqueira,
Zé perneta passava o pano
Daqueles que está sujo por anos
Tentando limpar o local.
No fim ficava tudo igual
A maldita ainda continuava sujando,
Parecia até porco quando tá suando
Juntando toda aquela meladeira.
No final dos anos passados
Acabou tudo que tinha.
Tudo que dali vinha.
Não sobrou nem pra contar recado.
Botaram outra torneira novinha,
Trocaram, pia, copo, foi tudo.
Tá parecendo um absurdo
Pensar que o problema era moleza,
E no final com toda certeza
Já parecendo que eu tô maluco,
Ainda continuou escorrendo o suco,
Com aquela cor verde bem clarinha...
Alí trocaram tudo que parecia não funcionar.
Só se esqueceram da biqueira pra mudar.
Tsharllez Foucallt.
Não é sobre apontar o dedo ou achar que o outro é "falso", é sobre observar o esforço hercúleo que as pessoas fazem para caber em um molde de "perfeição" ou "utilidade", enquanto a essência delas — a parte original, crua e erronéia — fica escondida, pedindo socorro.
"A gente gasta muita energia tentando ser impecável e mais energia ainda esperando que os outros sejam. Mas a conta não fecha.
No fim, a gente só descansa quando entende que: quem não espera o perfeito, não se assusta com o homem."
Fúria! Todos procuram defeitos para atirar pedras sobre mim, mas nem mesmo me procuram para saber sobre mim!
Acaso és perfeito, oh, julgador? Por que não crucifica a si mesmo? Pois apenas olhas a trave dos mais fracos, impiedoso!
Dizes tu que queres ajudar-me com críticas que ferem como espadas de dois gumes? Portanto, eu te afirmo: Médico, cura-te a ti mesmo!!
A Liberdade de Pensar por Conta Própria começa ao desconfiarmos das certezas que nunca deram trabalho para questioná-las.
Porque tudo aquilo que chega pronto, embalado em convicção absoluta, raramente nos convida ao esforço do pensamento — apenas à aceitação.
E aceitar sem resistência pode ser confortável, mas dificilmente é libertador.
Pensar por conta própria exige atrito: com ideias, com crenças herdadas, com narrativas que parecem sólidas demais para serem tocadas.
Há uma sedução muito silenciosa nas certezas fáceis.
Elas nos poupam tempo, nos dão senso de pertencimento e nos protegem da dúvida — essa companheira incômoda, porém essencial.
No entanto, é justamente na dúvida que o pensamento crítico ganha fôlego.
É ali, no espaço entre o que vimos e ouvimos e o que conseguimos compreender por nós mesmos, que nasce a autonomia.
Desconfiar não é negar tudo, mas recusar o papel passivo diante do que nos é apresentado.
É fazer perguntas onde só existem respostas prontas.
É suportar o desconforto de não saber, em vez de se apegar a uma segurança artificial.
Afinal, ideias que nunca foram questionadas não são necessariamente verdadeiras — apenas bem empacotadas e acomodadas.
Pensar por conta própria não nos torna imunes ao erro, mas nos torna responsáveis por ele.
E talvez seja esse o preço — e ao mesmo tempo o privilégio — da liberdade de pensar: não apenas ter opiniões, mas construí-las com consciência, revisá-las com humildade e, quando necessário, ter coragem de abandoná-las.
Porque, no fim, a verdadeira liberdade não está em ter certezas inabaláveis, mas em não ser prisioneiro delas.
