Coleção pessoal de testeteste123
Nenhum inimigo me destruiu, já os que eu amo, me destroem lentamente todos os dias, mesmo que eu esteja sorrindo.
Os meus olhos viram o que minha intuição avisava, e desde então, eu não confio e nem acredito mais em ser algum que minha intuição sinalizar perigo!
“A maior ironia do tempo é ensinar o valor da vida enquanto conduz, inevitavelmente, à consciência da morte.” — Leonardo Azevedo.
Pensando no Universo como um ser vivo
do qual fazemos parte em porções diminutas
Quantas vidas Ele guarda em seu interior
Suas leis imutáveis
que precisam ser vividas
em toda intensidade
até que ela se acabe
e se ajuste de novo
para um novo teste
de funcionamento
Quantas vidas deve haver nele
para que tenha se ajustado
as Leis atuais, não anos de idade
vidas de funcionamento
Qualquer ação de um ser vivo
em comparação a um inanimado
tem seu ajuste, pois duas partículas
que se encontraram em algum momento da existência continuam ligados para sempre
Nos anos finais, quando tudo for escuridão
como sementes procurando luz
chegam ao inatingível centro
e esse reverbera, em total sincronia
ditando os melhoramentos nas Leis Universais
para uma nova existência, em evolução com o Todo.
Jeito Incomum ( Narcélio Brito )
A noite está comum... cheia de muros que não se deitam,
Cheia de pontes que se estreitam,
E eu aqui com esse meu jeito incomum de ver as coisas.
Deitado numa ponte iluminada, esperando a lua aparecer.
Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim
Os carros passam como rios de luz,
Levando pressa, uma saudade que reluz.
Cada farol é um sonho que se vai,
E a solidão na brisa suave cai.
Talvez o meu comum seja enxergar mais além,
A poesia escondida que a cidade tem.
Um pensamento solto que flutua no ar,
Só esperando a lua pra poder brilhar.
Oh, noite, me traz um sinal de paz,
Enquanto o tempo corre e se desfaz.
Nesse meu jeito incomum de sentir,
Vejo o mundo inteiro dentro de mim.
Vazio…
No dicionário
significa desprovido de conteúdo,
contudo faço um apelo ao leitor:
o meu vazio tem nome
e pode ser chamado de amor.
O vazio que reside em mim
não foi por mera coincidência,
aliás, saliento
que esse companheiro diário
é fruto da minha total incompetência.
Incompetência em ser humano.
Ora, precisamos ser honestos,
também fui rude, desleal
e com amor ausente de gestos.
Mas faço uma correção no meu texto,
se não vos importunar:
humano é aquele que vive, aprende e erra,
acerta
e com consciência
nos faz diferenciar.
Errei com quem mais amava,
fui ausência
quando apenas a minha presença
era necessária,
e agora o vazio
que eu deixei no peito
se instaura.
Chame de carma, retorno,
eu confesso que não ligo,
trago comigo dores e desilusões
que rezo
por não findarem comigo.
Se não findaram,
ao menos matou uma parte de mim,
que acreditava no amor
e que não era uma pessoa ruim.
O tempo a curou
e disso me alegro,
não gostaria de ser o algoz
daquela que obteve
meu único sentimento sincero.
Esse vazio caminhará ao meu lado,
já estou me acostumando
com sua estranha beleza,
ao ponto de acordar
e desejar:
“Bom dia, tristeza.”
Raphael Bragagnolle
Palhaço Eu Sou
No palco da vida, eu me apresentei
Com o coração aberto, eu sonhei
Pensei que o seu sorriso era o meu lugar
Mas cada aplauso era só pra me enganar
Palhaço eu sou, por acreditar no seu amor
Por te amar tanto assim, sem ver o fim
Palhaço eu sou, por me iludir com qualquer bobagem
E me perder nessa viagem
Pintei meu rosto com a maquiagem da esperança
Dancei a dança tola da confiança
Cada palavra sua, um truque de magia
Que me deixava cego nessa fantasia
Agora as luzes se apagam, o show terminou
E o palhaço triste aqui ficou
Recolhendo os pedaços do que acreditei
No silêncio do palco onde eu me entreguei
Avesso ( Narcélio Brito )
Por fora sou calmo, quieto
Por dentro, tempestuoso
Um solo vulcânico de sentimentos
Que explode em um jeito caloroso
E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo
Navego em águas tranquilas
Um mar sereno aos olhos teus
Mas no fundo, correm torrentes
Desafios e sonhos que são só meus
E a erupção vem em forma de versos
Essas lavas expõem o meu lado avesso
Um furacão que tu não enxergas
E que explode nesse meu universo
Ninguém vê a força que queima
A pressão que cresce no peito
Até que a tinta encontra o papel
Mostrando o meu mundo imperfeito
“As Mãos que Tudo Deram… e Nada Tiveram.”
O sol nem nascia…
e ela já era lida pelas frestas da vida.
As mãos, calejadas antes do tempo,
eram barcos de carne enfrentando o vento.
Não conheceu o descanso…
nem o pão de sobra.
Sua história foi escrita
na coragem silenciosa de sobreviver.
Venceu o cansaço…
enganou a fome…
honrou um destino duro,
que o mundo tantas vezes ignorou.
A casa era pouco.
O frio… era muito.
O teto chorava em cada minuto.
Faltou sustento… faltou lugar…
mas nunca faltou o esforço de amar.
Com o passar dos anos,
o brilho dos olhos se apagou devagar.
A tristeza morava em silêncio,
como uma chuva fina dentro da alma.
Mas então…
a porta se abria.
E quando via o rosto dos filhos…
o mundo cruel parava por um instante.
Na risada deles,
a fome passava.
No abraço pequeno…
a dor descansava.
Eles eram seu tesouro.
Seu ouro.
Sua razão de continuar.
Agora… ela dorme em paz.
Sem peso.
Sem sofrimento.
Sem labuta.
Venceu, finalmente,
a maior das lutas.
E mesmo sem ter riquezas,
deixou algo eterno:
amor.
Um amor plantado no peito
de todos que ela tocou.
Porque algumas pessoas…
mesmo quando o mundo tenta apagar…
se tornam eternas.”
A menopausa
A menstruação se despede, e com ela a energia esvai,
O nervosismo floresce, enquanto o vigor se vai.
Os ovários silenciam, o corpo ganha novo peso,
A ansiedade transborda, num nó de angústia preso.
O útero encerra o ciclo, o sangue perde o seu brilho,
A autoestima se apaga, fora de qualquer trilho.
Dizer que a menopausa é normal é fácil ilusão,
Quem mascara essa verdade, mente ao coração.
A mulher conhece a dor em cada fase da jornada:
Sofre quando sangra, na lida da madrugada.
Sofre ao dar a vida, no milagre do nascimento,
E sofre quando tudo cessa, no silêncio do momento.
SS Roseli Ribeiro
A paz que eu desejo para mim
não é a de quem acertou tudo.
É a de quem entendeu
que o próprio valor
nunca dependeu da perfeição.
É seguir com leveza,
descansar sem culpa
e acolher o que a vida oferece
sem precisar provar nada
para se sentir suficiente.
E, ao olhar para a própria história,
sorrir em silêncio e reconhecer:
“Floresceu em mim
tudo aquilo que Deus plantou.”
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A maturidade chega quando a gente entende que paz não é ter tudo resolvido.
Paz é descansar no que somos, mesmo enquanto ainda estamos nos reconstruindo.
É seguir sem a obrigação de acertar sempre.
É reconhecer o próprio valor sem depender da aprovação de ninguém.
É confiar que Deus continua fazendo florescer, em silêncio, aquilo que plantou em nós.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Cubismo da natureza humana digitalizada no formigueiro humano.
Família constituída de pai mãe e filho e filha, ate fase dimensional globalização.
Mistura dos ideias capitalismo e socialismo.
Ouve desenvolvimento cultura e desenvolvimento Família.
O leque foi aberto mãe pais e pais mães. Assim o cenário mundial tomou um novo formato.
Aonde tínhamos filhos temos pets filhos aonde caminhamos pela imersão da existência contemporânea de reprodução e ideal é reprodução a família... um ideial esta caindo pois planeta está super povoado.
Como tratamos a fome mundial.
Temos um percentual absurdo de gente no mundo.
Que vemos é devastação do planeta e com governantes omissos e aproveitadores, meio ambiente sofre muito, ainda a negacionista, gente aposta no apocalíptico sistema da alienação religiosa e social.
Minha Noruega 🇧🇻
Minha Noruega mora no silêncio branco das montanhas que conversam com o céu.
Nos fiordes profundos onde o vento antigo guarda segredos que ninguém esqueceu.
Minha Noruega tem cheiro de pinho, de neve caindo sem fazer ruído, de noites longas bordadas de estrelas e um coração calmo, quase infinito.
Vejo auroras dançando no inverno, rios de luz sobre a escuridão, como se o universo escrevesse poemas
direto nas paredes do coração.
Minha Noruega é barco e horizonte, é mar que abraça pedra e solidão, é o frio que ensina delicadeza e transforma saudade em canção.
Nas pequenas casas de luz amarela, há café quente e histórias no olhar; cada janela acesa na distância parece um convite para sonhar.
Minha Noruega não cabe no mapa, porque vive além de qualquer lugar.
Ela existe onde a alma encontra paz e aprende, devagar, a respirar.
E quando o mundo pesa em meus ombros, fecho os olhos sem medo algum: escuto neve caindo ao longe e volto inteiro para o Norte azul.
