Coleção pessoal de testeteste123
Pressentimento ruim,
Breve virá o fim,
Dor de dilacerar um rim,
O mental é o estopim.
Nada mais resta fazer,
Dor e lágrima a cozer,
O caminho a escurecer,
Olhos a esmaecer.
Criminosa solidão,
Domina o coração,
Caiu o próprio sermão,
Veio o apagão!
Jesus a rocha da presença,
Nele é necessário nascença.
Luz do mundo e sal da Terra,
Só há esperança naquele que não erra.
Alfa e omega, princípio e fim.
Por nós jorrou seu sangue carmesim.
Seu sacrifício redentor do Éden.
O velho jaz e o novo vem.
Em três dias de volta aos vivos,
Da vida e morte ele tem os crivos.
Tríplice unicidade do ser,
Creia nele para eternamente viver!
Cumprimento da tábua mosaica,
Juíz polido dentro da arca.
Ele faz do céu cair fogos,
A razão do logos.
O trono da luz divina,
A presença trina.
A antítese do impossível,
O destruidor do abominável.
Deus, Jesus e Espírito Santo,
Toda o templo se enche do seu manto.
Adoração eterna no céu,
Na cruz, rasgou-se o véu!
O penhasco da máquina,
A humanidade que se exprima.
Tormenta física e mental,
Aproximando do momento final.
Mórbidos dias de agonia,
Aos poucos perdendo empatia.
Os pensamentos putrefeitos,
Neles, nada além de defeitos.
A alma perece na inquietude,
Se esvai a plenitude.
São mil lâminas com plutônio,
Semelhança ao rei Babilônio.
A caverna do juízo final,
O átrio da existência coronal.
Até o fim da oscilação de ruína,
Da morte vive a sua doutrina.
Dor dilacerante do existir,
Buraco ao qual não vai extinguir.
A lança do pensar,
A nota de pesar.
Tal qual um sonho,
Doeu, suponho.
Ali está o eu,
Muitos dizem que morreu.
A mitologia da felicidade,
Tudo se fez vaidade.
Aqui faz uma mente,
Já se foi aqui o presente.
O diário de de um homem fiel,
De suas ideias ele virou réu.
A condenação eterna do pensar,
O cérebro corroeu o bem-estar.
Bradou, bradou!
Da dor virou marca.
Este momento começou,
Grande é o canto em Harpa.
Não há mais o agora,
Fugiu a razão e foi embora.
Onde o encontrarão?
No mais inútil canto de um coração.
Beldade da existência,
Inquietante é a sua ciência.
Ser o elo entre a dor e o ser,
Na amarga rotina de viver.
Genial é um inseto.
Voa pelos ares incertos,
Não há preocupação,
Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.
Quão grande é o peso no meu coração,
Pesado é o fardo da aflição.
Flecha ardente de perdição,
Supra-sumo que caiu no chão.
Oh, tardio é o alegrar,
Longínqua é a dor a queimar.
A marca exposta nos versos de poesia,
O peito tendo arritmia.
O esplendor do vazio,
O rasgar da alma no frio.
Tal cena é horrenda,
Perfurante ao entrar na fenda,
Cavidade do eu, apelido momento,
No bravio mar de rosto,
Da felicidade é o oposto.
Desesperante flor da vida,
Ânsia que fora pela partida,
Prostrado diante das lamúrias,
Tal qual, é alto o rasgar de um trovão,
O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.
O que é o vazio? Não é o nada, é a falta do sentido de ser ou existir. Já o nada é um lugar desocupado da razão sobre as ideias.
O maior peso da vida não está apenas nos problemas, mas em tentar carregar sozinho aquilo que deveria ser entregue a Deus.
"A vida é vazia, vazia de ser, pois há uma necessidade de manter aparências. Viva a vida de forma que o 'eu' represente mais que o 'eles!.."
Existem batalhas que não serão vencidas pelo controle humano, mas pela rendição sincera diante de Deus.
Sou alma pedida em teus lábios,
O vasto sentimento que vangloria...
Sobre olhares dos deuses sois minha alma...
Tão vivida, tão clara nas planices de minha alma...
O último suspiro é simplicidade o abraço da eternidade...
"Não sei todas as respostas das suas inúmeras perguntas, mas sei que aprendo a descobrir quando leio livros ou leio seus olhos."
Muitos indivíduos, geralmente são induzidos a fazer ações que não desejam, por puro modismo, somente para acompanhar a massa de manipulação social.
O tempo não cura tudo. Ele apenas nos ensina a conviver com o que sobrou. Aprendemos a reorganizar os cacos, a dar novos nomes às antigas dores, e a continuar, ainda que incompletos.
Existe uma versão minha que ainda acredita em recomeços. Mesmo depois de tantas despedidas. Mesmo quando tudo me sugere o contrário. É ela que impede meu coração de se fechar por inteiro. É ela que ainda me convence a tentar mais uma vez.
Ser forte nunca foi uma escolha. Foi a única alternativa que restou. Quando desmoronar não era permitido, fui obrigado a continuar. E seguir, sem forças, tornou-se a minha forma de existir.
