Coleção pessoal de testeteste123

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"A vida que você quer vai custar a rotina que você evita."

"Não é confusão.
É excesso de desculpas bem organizadas."

"Você sabe exatamente o que precisa fazer.
Só não gosta da resposta."

"Você está atrasado na corrida que só existe na sua cabeça."

"Você não precisa de motivação.
Precisa começar sem ela."

"Quanto mais você tenta controlar tudo, menos controla a própria paz."

"Você chama de pressentimento.
Mas é só sua mente ensaiando tragédias."

Pressiono minhas feridas intensamente com a fútil esperança de que a dor acabe ou a dor de uma esconda as demais.

​"O silêncio do espírito desarma a fúria da fera... mesmo quando ela não está do lado de fora."

Talvez uma das formas mais bonitas do cuidado de Deus seja essa: mesmo quando algo em nós se quebra diante do que não foi, Ele ainda faz nascer caminho no que é.

A vida não espera que a nossa saudade se organize para continuar acontecendo.

O menino dos limões


Eu estava voltando pra casa de bicicleta
carregando cansaço, dívidas emocionais
e uma vontade silenciosa de desaparecer do mundo por algumas horas.
Então ele me chamou.
“Tia… você tem alguma moeda?
Eu tô com fome.”
Era só um menino.
Magrinho.
Pele morena.
Olhos verdes que ainda não tinham desistido da vida.
Um pitózinho torto no cabelo
e uma dignidade dolorosa na voz.
Dei as moedas e fui embora.
Mas alguma coisa me atravessou no meio do caminho.
Quando voltei
ele estava em cima de um muro
tentando pegar limão pra comer.
E naquele instante
o mundo inteiro ficou pequeno.
Pequeno feito gente egoísta.
Pequeno feito orgulho.
Pequeno feito discussão inútil.
Pequeno feito pessoas que machucam outras por vaidade
enquanto uma criança tenta enganar a fome com fruta azeda.
Levei ele na padaria.
E o que mais me destruiu
não foi a fome dele.
Foi o cuidado.
“Se ficar caro, tia…
pode deixar o refrigerante.”
Criança nenhuma deveria saber o peso de um refrigerante no bolso dos outros.
Mas ele sabia.
E eu ali
sem dinheiro
sem rumo
emocionalmente quebrada
percebendo que talvez eu tenha gastado demais tentando salvar adultos
quando poderia ter alimentado mais crianças.
Ele foi embora sem saber meu nome.
E eu fiquei ali
vendo um pedaço da humanidade indo embora a pé
com pão nas mãos
e fome no mundo.


Ass: Lucci Santz

O “quase” tem esse jeito estranho de permanecer aberto dentro da gente. Não termina completamente. Não vai embora por inteiro. Fica ali… como uma porta entreaberta na alma.

Há um momento em que precisamos soltar a mão daquilo que nunca aconteceu… para perceber que o céu continua derramando vida sobre aquilo que ainda pode florescer.

Às vezes, o cansaço não vem do que a gente perdeu, mas de continuar morando em um passado que Deus já deixou para trás.

(Homem Perfeito)
Joelma


Quem se atreve
a sequestrar minha tristeza
Trazer-me a lua, mil estrelas
E meus beijos despertar?


Ai quem se atreve
a despertar os meus desejos
A sufocar-me com teus beijos...


Me pegar com braços fortes
E levar-me pra dançar?
Pedaço de esperança, não
me canso de esperar, ah!


Esse Homem Perfeito um dia chega
E me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar


Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois um verdadeiro amor sempre volta
E eu ainda te espero


Quem pretende ganhar todo o meu carinho
Andar pra sempre em meu caminho
E se perder de tanto amar?


Ai quem me entenda
E me encha de alegria
Que se entregue noite e dia
E não me deixes solitária,
Sem teus beijos, sem me amar


Por esse homem não me canso de esperar
Esse homem perfeito um dia chega e me faz prisioneira


Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois o verdadeiro amor sempre volta


By-Marcélio⁠

Caminhava lúgubre pelas vielas de ruas inaudíveis da cidade a comer pormenoridades e sua face se voltava para o oeste em busca de raio de luz que esvanecia lentamente. O crepúsculo sideral se espraiava em plangentes notas de flauta que um camponês tocava cândido e se fazia em vaticínio a melancolia auroral discrepante do tempo. E se fartavam alimentos na mesa de colinas e ramagens abissais. Eram idílicas todas as cantigas como um lenitivo remédio de dores ocultas que na face eram duras a sorrir tristemente o seu ser descrente que no entanto era intermitente. O fulgor da lua se fazia contigente e iluminava matas escuras onde vagalumes piscavam seu brilho verde na nostalgia inocente dos olhos da infância. A voragem do vento consumia as folhas entregues ao chão e um redemoinho levava lembranças na mente distraída de farta bonança. O veludo silente se descortina no espetáculo estridente de gaitam desafinadas e o tudo era nada se a plateia alheia se achava embriagada de farta colheita que eu peguei emprestada na açucena flor da madrugada em lírio branco inebriada. O venta agora apascentado fazia acalanto nas mãos suaves e as linhas digitais se faziam todas iguais. A apoteose de meu humor grandiloquente alcançava picos de montanha e conquistar o mundo era o mínimo na megalomania de minha engenhosa sina que se fazia em cinsas quando a ludidez voltava à melodia e pequena se fazia muito mais a juntar retalhos na colcha fria que fazia. Eram estados mentais que a ciência desafia a colher a estabilidade do dia em desmesurada alegria. Conter as torrentes da euforia exigia um olhar humilde para si mesmo a despentear os cabelos da lógica. E era famosa em cada estação e imprevisíveis eram sua relação com a primavera. Era necessário um esvair de si para alcansar a poesia de dias impulsivos e incongruentes, mas belos em sua resistência ao alternar estados de humor como duas íris no mesmo rosto. Eis o que está posto. Se sou eu e não o outro. E não há lamento se a mente segue altiva e lança os olhos cativa a espraiar mares de contemplação no ser que não sente mais solidão. E tem um vasto e frondoso coração.

Nós nos protegemos das decepções, mas não crescemos como deveríamos.

Maturidade é conquista, mas também disposição.

O canto do sabia

Aos poucos vendo a vida passar
Olho para os cantos e perco os encantos
Do canto de um sabia

Vejo aquilo que ora me fez sorrir
Oque agora me faz chorar
Quanta tristeza ao relembrar
Oque nada posso mudar

Vejo com o olhar
De quem um dia ousou acreditar que tudo iria transformar e nada iria abalar

Sigo com a certeza de que tudo acontece com o olhar
Daquilo que eu imaginar e penar por nele me apoia

Keila Oliveira.