Coleção pessoal de testeteste123

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A alma condicionada anseia pelo que não tem e lamenta o que perdeu. A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

O mundo é um lugar que tem um perigo a cada passo. Krishna Dvapaiana Vyasa

Em Cristo, deixamos de ser miseráveis: éramos maltrapilhos, mas fomos vestidos pela graça e revestidos pelo amor de Deus.

Isaías 61:10 / Colossenses 3:14

A vida quer ser vivida através de você. Não se esconda dela.

A arte é o grito silencioso da alma. Expresse-se sem medo.

O hipócrita não rebate o argumento; ele ataca a sua coragem de falar. Sua estratégia é usar o medo para silenciar quem ousa pensar diferente.

É uma das ironias mais devastadoras da vida: passamos os dias pedindo ao universo por um amor calmo, por alguém que cure nossos abismos, e, quando essa alma finalmente chega, nós a tratamos como se fosse um móvel na sala. A ingratidão não nasce da falta de amor; ela nasce da arrogância de achar que o outro estará lá para sempre. O ser humano tem uma urgência doentia pelo que é difícil e um desprezo pelo que é seguro. O carinho diário vira rotina; o cuidado constante vira obrigação. E, aos poucos, cegos pelo brilho falso de novidades baratas, deixamos de ver quem segura a nossa mão no escuro.
Dói perceber que você entregou o seu melhor para alguém que só sabia ler os seus defeitos. É uma dor que rasga o peito, que faz o travesseiro parecer pesado e o amanhecer parecer um castigo. Você se doa por inteiro, ajusta sua vida para caber nos dias do outro, engole o orgulho para salvar o relacionamento, e o troco é a indiferença. A pessoa ingrata consome a sua luz e depois reclama que você está apagado. Mas a grande lição de vida não está na ferida que nos abriu, e sim na nossa capacidade de recolher os próprios pedaços no chão, colá-los com a dignidade que nos resta e aprender a caminhar de novo.
A superação não acontece quando a dor some, mas quando você percebe que o seu amor era grande demais para ser desperdiçado com quem só queria migalhas. Quem não valoriza o sol que tem ao lado acaba implorando por calor na tempestade. Quando um coração generoso cansa de ser ferido, ele não briga, não grita e não cobra. Ele apenas recolhe o afeto que foi jogado fora e fecha a porta, sabendo que cumpriu o seu papel. Se você tem alguém que escolhe você todos os dias, que cuida dos seus medos e honra a sua presença, abra os olhos antes que o tempo transforme essa bênção em uma saudade incurável. Porque o amor sabe perdoar muitas coisas, mas a ausência de valor o mata um pouco mais a cada dia.

Não confunda minha paciência e leveza com ignorância.
Vejo mais do digo e observo mais do que notam.

A caridade que anula a responsabilidade do outro não cura a sua dor, apenas adoece a sua própria liberdade.

Há um perigo enorme em entregar-se, fechar os olhos e andar de coração aberto.
Podemos ser atacados na leveza de pequenos gestos, palavras, ações.
E com os olhos vendados, ainda acreditarmos que a gente que falhou.
Viva de olhos vendados e coração aberto, mas a intuição ativa e a reação treinada vai te salvaguardar de ataques silenciosos e te livrar de culpas imputadas por meliantes costumeiros.
Seja inocente, mas jamais ignorante!

Quem aceita carregar o peso do mundo acaba virando apenas o apoio de quem se recusa a andar.

Não importa que te achem um bobo, mas fale do sorriso dela.

**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

“Normalizem se esforçar para fazer dar certo. Encontrar defeitos para ir embora é fácil, maturidade é permanecer, ajustar, conversar e construir algo que faça sentido para os dois. Porque o amor verdadeiro não nasce pronto ele se fortalece na escolha diária de continuar.”

Quanto mais imóveis puder adquirir, mais tranquilidade terá no futuro. Desde de que, estes não sejam fardos em seu caminho.

Toda a melhoria feita no imóvel, quando feita em caráter de urgência evita ainda mais a desvalorização do imóvel e outras alterações; quando feitas em carácter estético e de conforto agregará valor ao imóvel.

Na vida moderna não se tem tempo para o exercício da cidadania.

Quando nos tornamos bebês, temos a opção de viver.
Quando nos tornamos jovens, temos a opção de sobreviver.
Quando nos tornamos adultos, temos a opção de morrer.

Maldito seja o momento em que seus olhos se fixaram nos meus.

Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.


Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.


Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.


Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.