Coleção pessoal de testeteste123
A xícara de café está quente entre as minhas mãos, mas os meus dedos continuam frios. Sorrio para a vizinha que passa pela calçada — um sorriso largo, daqueles que enrugam os cantos dos olhos. Ela acena de volta e comenta com outra pessoa sobre como sou "forte" e sigo em frente "como se nada tivesse acontecido".
Mal sabem elas que esse sorriso é apenas o vidro blindado que segura os meus estilhaços.
Nas últimas semanas, perdi o chão, o teto e o ar. Perdi quem eu mais amava, perdi planos de uma vida inteira e o porto seguro que me mantinha de pé. Quando fecho os olhos no escuro do quarto, o silêncio grita tão alto que chega a doer o peito. A sensação de vazio é um peso físico, uma âncora amarrada à minha alma. Morro um pouco mais a cada amanhecer, mas preciso levantar, lavar o rosto e colocar a máscara da normalidade.
Mantenho-me de pé por pura necessidade, blindando o que restou de mim e protegendo quem ainda depende da minha força.
Mas o mundo lá fora prefere julgar a embalagem a tentar entender o conteúdo. Escuto os sussurros nos corredores, os comentários tortos nas redes sociais e os olhares de desaprovação. Dizem que superei rápido demais. Dizem que sou frio. Julgam o meu silêncio como indiferença e o meu esforço para sobreviver como falta de amor.
Como as pessoas conseguem ser tão cruéis com o luto alheio? Quem deu a elas o direito de medir o tamanho da minha ferida pela quantidade de lágrimas que decido não derramar em público?
A maior lição que a dor me ensinou é que a empatia é o artigo mais raro do ser humano. É muito fácil apontar o dedo para o teatro de alguém quando não se conhecem os bastidores do seu inferno. Ninguém vê as noites em claro, o choro abafado no travesseiro para não incomodar ninguém, o nó na garganta engolido junto com a comida que já não tem sabor.
Se você está lendo isto agora e também carrega um peso invisível, saiba que eu vejo você. Eu entendo o cansaço de fingir que está tudo bem. E para você, que olha de fora e se acha no direito de criticar a postura de quem sofre, deixo um pedido: antes de julgar a forma como alguém reconstrói a própria vida, experimente calçar os sapatos dessa pessoa. Caminhe pelas pedras que ela caminhou. Sinta a ausência que ela sente.
A vida é um soco. Hoje eu choro escondido enquanto o mundo me aponta o dedo. Amanhã, pode ser você a precisar de um abraço que ninguém deu. Se não puder ser abrigo, pelo menos não seja a tempestade na vida de ninguém.
A maioria das pessoas passa tanto tempo se locomovendo de uma cidade para outra para trabalhar, apenas para ganhar o que se paga no mercado, e não para se esbaldar. Enquanto isso, políticos ganham rios de dinheiro sem fazer nada e curtem a vida. Quanto mais os anos passam, pior fica: os pobres estão cada vez mais pobres, e os ricos, milionários. A ganância humana faz com que queiram sempre ter vantagem em tudo. O que a maioria espera, que é uma velhice tranquila para viver, pode se tornar impossível. Os nossos idosos estarão trabalhando para uma juventude que quer tudo fácil. No futuro, esses jovens sofrerão no fim da vida, sem nenhuma estabilidade. Ass Roseli Ribeiro
"Não desejo o sofrimento para minha vida, mas compreendo que ele faz parte da caminhada. Enquanto estivermos neste mundo, as dores virão, muitas vezes sem aviso. Porém, se Deus me conceder força e graça para atravessá-las, chegará o dia em que tudo terá passado. Então olharei para trás e verei que os problemas que hoje me afligem ficaram pelo caminho, vencidos pelo tempo, pela fé e pela perseverança."
Não sei o que dizer!
Já não escrevo poemas, já não sou mais poeta.
A ausência de palavras me aparecem do tanto que cresce nossa distância.
Confesso que não deveria ter conhecido o inimaginável, deveria ter deixado subentendido apenas em pensamentos.
Você se foi levando consigo todas as rosas, e palavras, e versos.
Levando o sol dos meus verões.
Voce foi chuva passageira, e eu fiz de você inverno, me agasalhem no teu frio e conheci a solidão.
Agora habitas tu nas estações das minhas recordações.
“No fim, a verdadeira grandeza humana talvez consista apenas em permanecer sensível num mundo especializado em endurecer consciências.”
“O ser humano suporta quase qualquer sofrimento, exceto o de perceber que desperdiçou a própria existência.”
