Coleção pessoal de testeteste123

33501 - 33520 do total de 118074 pensamentos na coleção de testeteste123

Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.


“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.


Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.


Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.


Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?


Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.


Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:


“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.


Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.


Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”


E guardou o vestido.


Porque, como bem sabia...


“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.


E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”


Ela virou.


Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.


... coisas sobre Ela e Ele

Estou me movendo sempre para o mesmo lugar.

Se eu seguir em frente em uma curva à direita ou à esquerda, logo estou em círculo.

Se eu seguir em frente em linha reta e mudar a direção para trás, a direção mudou-se para frente.

Então não estou nem seguindo em frente e nem estou indo para trás, só estou em movimento.

A sensação de estar se movendo para frente surge quando eu deixo algo para trás; se eu não deixar nada para trás, não estou me movendo para frente.

O mundo pela janela e os muros dessa prisão, fazem da minha vida numa história um filme, de ficção, meus olhos nos olhos dela numa cena de emoção.

Só hoje eu me deixei viver, se não deu tudo certo, tá tudo certo, por não acontecer.

Por mais real que ainda pareça ser, as mentiras bem contadas dizem que nosso choro é em vão, mas são clichês repetitivos ao longo de milhares de anos, mas não me parecem reais.

O grito da mídia domina você, quer dormir acordar sempre ao teu lado te fazer de irmão te fazer de escravo.

Mas agora não importa mais, vivemos a brevidade da vida.
E fizemos o contrário , acumulamos conhecimento, que era coisa de otários.

São quase zumbis conscientes um vício irônico ,não tenho certeza, uma tapa trágico e cômico.
Se pudesse julgar talvez eu diria com toda certeza, filhos bastardos dos mestres da persuasão, mas talvez seja eu um deles, sem ver com clareza, com argumentos certeiros , mas sem serem verdadeiros.

Um adolescente doente, tentando mudar algo que nunca entendeu e talvez nunca entenderá, é uma fase da vida que não dá para replicar, a revolta antiga sonhos passados, o que queria para um futuro mas não vai alcançar.

Não me diga não há saída, não há solução
não me distraia, não roube tempo, siga sua razão.

As tragédias que o tempo não nos deixam revisar e voltar fazer diferente tentar consertar ...O paradoxo eu.

Viver minha liberdade, sem aceitar as liberdades dos outros , me faz um psicopata de desejos e impulsos.

Pessoas normais citam pessoas. Pessoas extraordinárias citam a si mesmas.

Uma mente distraída é uma mente roubada; ademais, é uma mente que foge da realidade do próprio sujeito.

Pássaro que não sai do ninho... não aprende a voar.
Gisele Fernandes Vieira Fidelis

“Nem manipular, nem ser manipulável.
Maturidade constrói pontes, não jogos.”

Se ser difícil é não ser manipulada, então sou difícil mesmo.

⁠E que, quando a morte vier me buscar,
que ela me encontre no banco da praça.
Por quê? Porque eu nunca vou à praça.

Já morri tantas vezes
e nunca tive medo da morte,
até conhecer você.
Mas também desenvolvi
o medo da vida:
de viver o suficiente
para te ver morrer.
Então me abrace.
Vamos ser eternos agora,
entre a vida e a morte.

⁠Sou o nascer das flores,
o perfume leve que anuncia a PRIMAVERA.
Sou a brisa morna
que encosta de leve no fim das tardes de VERÃO.
Sou o ouro das folhas,
os tons castanhos do tempo,
o cheiro da chuva que antecede o OUTONO.
Sou o silêncio que se espalha pelas ruas,
as noites longas,
o abrigo quente das cobertas no INVERNO.
Sou o movimento invisível dos dias,
dos meses, dos anos —
o tempo em marcha constante, indiferente.
Sou aquele que muitos dizem
ter a sorte de encontrar.
Mas sou, sobretudo,
o que passa.