Coleção pessoal de testeteste123
O silêncio, por vezes, aprisiona vozes no espírito. O silêncio, por outro lado, revela a realidade como uma lição.🕊
Crenças mais íntimas
O barco afundou mas os dois corpos emergiram,
Nas canções das baleias jubarte ecoam os pedidos de desculpas em versos deixados por traumas antigos,
As marcas de ontem foram lentamente sendo levadas pelas ondas para uma direção distante,
Um ciclo foi quebrado, a redenção ganha forças através da correnteza,
Terra a vista, o brilho de um farol revela que o avesso é travesso, revela que o inesperado não é uma adivinhação e sim é uma prova das nossas crenças mais íntimas.
Carreguei o peso de sombras que não eram minhas,
Conheci o gosto amargo da humilhação,
Senti a dor como quem caminha entre espinhos,
E vi o sofrimento tentar silenciar o meu coração.
Fui testada no limite, na entrega que me esvaziou,
Mas, mesmo entre os cacos, algo em mim não se quebrou.
Porque, apesar de tudo, escolhi a bondade,
Fiz da minha generosidade um escudo contra o desdém.
Minha lealdade foi um farol na própria tempestade,
E o amor, que me feriram, continuou sendo o meu bem.
Eu sou a prova de que a luz não se apaga pelo escuro,
Sou a harmonia que renasce, firme e madura, no futuro.
Rejeito agora qualquer rastro do que me fez sofrer,
O desrespeito e o erro não têm mais morada em mim.
Aprendi que a minha doçura é, na verdade, poder,
E que o meu valor floresce, enfim, em um novo jardim.
Sou a alma que atravessou o abismo e não se perdeu,
Hoje, o amor que eu dou, é o mesmo que, por fim, é meu.
ABISMO DE CHUVA E SILÊNCIO.
A noite escorria pelas vidraças como um lamento antigo. A chuva, paciente e infinita, desenhava caminhos líquidos sobre o mundo adormecido, enquanto o vento carregava murmúrios que pareciam nascer das regiões mais esquecidas da alma.
Havia olhos perdidos diante da tempestade. Olhos que já contemplaram auroras e, ainda assim, encontravam-se aprisionados em crepúsculos intermináveis. Pupilas saturadas de desalento, refletindo relâmpagos distantes como se cada clarão revelasse uma ferida escondida sob camadas de resignação.
A solidão sentava-se ao lado da tristeza como uma companheira inseparável. Não havia vozes. Não havia braços. Apenas o eco de pensamentos vagando por corredores escuros da consciência. Dentro do peito, um precipício. E, no fundo desse precipício, outro abismo ainda mais profundo, onde desciam as esperanças abandonadas, os sonhos desfeitos e as palavras jamais pronunciadas.
Existem momentos em que o ser humano passa a acreditar naquilo que lhe imputam. Chamam-no de fracasso, e ele se vê derrotado. Nomeiam-no insignificante, e ele se sente invisível. Tratam-no como sombra, e ele aprende a caminhar entre as sombras. Aos poucos, a identidade torna-se uma veste costurada pelas opiniões alheias, até que resta apenas a sensação de ser nada.
Nada diante dos julgamentos.
Nada perante as expectativas.
Nada sob o peso das comparações.
E então surge a impressão de que o vazio venceu.
Mas o vazio mente.
Porque mesmo nas profundezas onde a luz parece impossível, permanece uma centelha indestrutível. Ela não grita. Não exige atenção. Não se impõe. Apenas resiste.
A chuva continua caindo.
Os olhos continuam chorando.
A noite continua extensa.
Contudo, nenhuma tempestade possui autoridade sobre a eternidade do amanhecer.
O abismo pode parecer infinito para quem está à sua margem, porém nenhum desfiladeiro é capaz de devorar aquilo que nasceu para ascender. A dor ensina permanência, mas a essência ensina transcendência.
Talvez hoje você caminhe entre ruínas.
Talvez carregue ausências.
Talvez sinta o coração cercado por névoas.
Ainda assim, existe algo em você que não foi derrotado.
Algo que sobreviveu a todas as quedas.
Algo que atravessou todas as noites.
Algo que permaneceu vivo quando tudo parecia perdido.
E é justamente esse fragmento luminoso que conduzirá seus passos para fora da escuridão.
Quando a chuva cessar, você perceberá que nunca foi o nada que disseram.
Era apenas uma estrela esquecida sob nuvens densas, aguardando o instante de voltar a brilhar.
Mensagem final
Nem toda tristeza anuncia um fim; muitas vezes ela prepara uma transformação. Os abismos que hoje parecem definitivos podem tornar-se as profundezas de onde nascerá sua maior força. Continue. Há auroras que somente os que atravessam a noite conseguem contemplar.
"O horizonte que se desdobra diante de nós a cada fim de jornada não é apenas uma moldura para o cansaço, mas um convite constante à transcendência."
Reiniciado
No meu maior sonho de amor vivido o tombo do cavalo foi muito alto,
Do que adiantou pensar em alguém com admiração e uma certa inspiração quando na realidade era só mais uma experiência nas sombras(A Caverna de Platão),
O respeito e o interesse quando dão zebra, revelam o desejo insaciável de mudar nas atitudes, no jeito de pensar sobre o mundo e nos dão a riqueza de poder explorar outros endereços ou seja outros corações mais receptivos.
No teu olhar
Eu viajei no teu olhar sem perceber, e encontrei um lugar para permanecer. Me perdi no brilho dos teus olhos cor de mel, e desde então nenhum outro brilho parece tão fiel.
— Patrick Wallace
Provavelmente o pior da morte, não é ela propriamente dita. O pesadelo não reside mais no corpo. Mas ainda é dominante ao espírito. É surreal a posição daquele que desencarnou e agora está na esfera da observância, sem nenhum poder de intervenção, sobre as ações que lhe contraria.
150626
Quando experimenta-se a sensação da pequena luz de uma conquista, o corpo e a mente pedem por mais.
Saiba escolher suas ambições
Bens materiais não são permanentes, pessoas se transformam em robôs, mas se esquecem que há muita dependência dos seres humanos, sem eles não há Inteligência Artificial que sobreviva.
Entenda que a vida só cobra o que é dela vida.
E que as coisas; delas mesmas são donas!
…e que você passa e as coisas continuam.
Pássaros
Às vezes é preciso sair do ninho e voar
Por mais sozinho que ave esteja
Por mais que ela não saiba como é perigoso andar fora do bando
Ela sente saudades de casa
Mas sabe onde é a sua casa
Um pássaro nasce em seu ninho muitas das vezes a sós e aprende a voar sozinho
Mas ele não deixou de viver por mera tristeza da solidão
O pássaro em uma de sua viagens encontrou mar,ele olhou e pensou:"Como eu queria ser um peixe". Mal sabendo o pássaro que o peixe também tinha problemas.
É tão fácil para o pássaro olhar de cima
A única diferença entre ele e o peixe é o habitat, não usando ciência para explicar ,mas metaforicamente falando da solidão de nascer e morrer.....
Estranho?
A rede e o pescador
O fato da vida ser um grande mar azul me encanta
Tão devastado e cheio de seus segredos
Tão complexo,mas fardo de seus conhecimentos
Como apenas um pescador sobreviverá nesse mundo azul?
Somente aquele que busca os peixes para resistir a fome? Aquele que pesca para desfrutar da sua capacidade e curiosidade? Ou ambos?
A rede de pesca é o modelo que se obtém na maioria das vezes por finanças
Nem todos tem uma rede enorme,apenas... uma pequena vara de pescar
Mas o espírito e a esperança permanecem presentes em corações flamejantes que vibram por buscarem equipamentos de pesca melhores ,consequentemente assim, vivenciando um devasto mundo azul pacífico, não com torturas,mas sim feito de suspiros confortáveis
Quando se pega um peixe é como se estivesse em mãos um brilho minúsculo e miúdo
Mas é aquela luminosidade suave que cega o ser humano com uma ambição e desejo de conquistar mais e mais peixes no alto mar
Diário de Bordo: Gafanhotos de Ferro e o Elemento 115
Navegantes de sonhos, realizadores de mundos multiculturais. Nos fardos mais difíceis, é o contraste que supera a alma. No sonho de novos mundos, pilotamos uma nave enferrujada onde, às vezes, até as peças caem pelo caminho — mas não há motivo para desespero. A carcaça de ferro leva seis humanos, loucos e viciados na alienação das máquinas, carregando os restos dos sonhos da humanidade.
No posto de trocas cósmico, alguém estica o polegar na beira da rota pedindo carona. Paramos, mas os passageiros da nossa espécie sempre roubam algo, pelo puro e simples vício de surrupiar. Dessa vez, até o olho de um infeliz homem-polvo da era de Cristo foi levado; vai ficar bem ali, pendurado no retrovisor da nave.
Na hora de abastecer, o bom e velho golpe: usamos uma mangueira para desviar o combustível para outros dois tanques clandestinos. Paga um, leva três.
A velha balconista alienígena, apavorada, cochicha pelo rádio:
— Terráqueos chegando... Fechem tudo! Lacrem os olhos e deixem que peguem o que quiserem, contanto que vão embora!
Sob a luz cósmica, a polícia interestelar aponta no horizonte, mas recebe ordens imediatas de recuo. Nem a Confederação Estelar ousa mexer com os "gafanhotos humanos", os devoradores de mundos, os destruidores de galáxias.
De repente, a nave solta um estouro mecânico. Todos congelam por um segundo, mas o perigo real não é o motor. Só de chegarem perto de nós, as bactérias e doenças que carregamos no corpo começam a corroer os policiais intergalácticos vivos. O posto de combustível explode em um clarão de plasma enquanto o nosso piloto, calmamente, acende um cigarro.
Contornamos a nebulosa com os tanques cheios, acelerando rumo aos confins do espaço profundo. A nossa busca continua: atrás de Hélio-3 e do misterioso Elemento 115. Só precisamos achar mais um ponto no mapa para colonizar, sugar até o caroço... e partir.
— Por Celso Roberto Nadilo
A Rosa e o Tempo
A rosa abre devagar,
como quem descobre um segredo:
suas pétalas são o luar
que ficou guardado no medo.
Vermelha, branca ou cor-de-rosa,
traz no centro um brilho leve;
não corre, não tem pressa,
faz o ar ficar mais doce e breve.
Quem a vê aprende a ver
que beleza é coisa quieta:
cresce, sorri, e faz viver
cada instante, cada meta.
Riso de Rosa
Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.
É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.
Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.
Rosa de São Paulo
No jardim da cidade,
ela ergue a testa e brilha:
não perde a suavidade,
mesmo onde o vento assobia.
Perfuma a calçada inteira,
dá cor ao muro cinzento;
é alegria verdadeira
que chega com o momento.
Pétala por pétala,
desenha um mundo mais belo —
a rosa é flor que fala
sem precisar de apelo.
Eu Sou Flor
Eu sou uma flor, que no jardim da vida
desabrocha entre caminhos nem sempre suaves —
onde os obstáculos ergueram suas sombras,
fui aprendendo a crescer, raiz profunda, forte.
Não perdi a doçura, nem o brilho interno:
delicada, sensível, guardo em mim o perfume
que se espalha suave sobre cada pétala,
como um segredo leve que o vento leva.
Minha pele é macia, toque aveludado,
irradio a sutileza do que é raro e verdadeiro —
pois resistir sem perder a própria essência
é a beleza mais bela que o mundo inteiro.
Intensa demais para discursos de gírias. Minha identidade não se molda a superficialidades. Ostento o rosto de menina, mas vivo com o gosto de mulher e sigo caminhando com uma sabedoria que vai muito além da idade
☕🎻🎹
