Coleção pessoal de testeteste123

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A noite é a confiança nossa de olhos fechados que vamos acordar vivo ainda...

Deus

Chamam-Te de silêncio,
mas és o rumor que sustenta as estrelas.

Chamam-Te de invisível,
mas Te revelas no abraço que consola,
na lágrima que purifica,
na esperança que insiste em nascer quando tudo parece perdido.

Não cabes em templos,
nem em livros,
nem em palavras.
Ainda assim,
cada coração sincero tenta construir uma morada para Ti.

És a pergunta que atravessa os séculos
e a resposta que cada alma descobre de um jeito diferente.

Quando a noite pesa,
és a chama discreta que se recusa a apagar.
Quando o orgulho cai,
és a mão que levanta sem exigir explicações.

Talvez o maior milagre
não seja mover montanhas,
mas transformar um coração endurecido
em terra fértil para o amor.

Se existo,
é porque um sopro me chamou pelo nome.

Se caminho,
é porque Tua luz,
mesmo distante aos meus olhos,
nunca deixou de encontrar o meu caminho.

E quando todas as vozes do mundo se calarem,
restará apenas o eterno,
onde o amor terá, enfim,
o verdadeiro nome:
Deus.

O mundo se mostra solícito até o momento em que suas certezas são contrariadas. Enquanto tudo confirma aquilo em que as pessoas acreditam, há acolhimento. Mas basta a verdade desafiar convicções para que muitos recuem.

As certezas absolutas costumam fechar portas; a humildade de reconhecer que ainda há o que aprender é o que mantém a mente aberta e o coração humano.

Se um dia o amor encontrar o caminho até você,
que não seja por medo, nem por solidão,
mas pela coragem de reconhecer um coração sincero.


Porque há sentimentos que não exigem promessas,
apenas um instante de verdade.


E, quando esse instante chegar,
que o amor não encontre portas fechadas,
mas dois corações prontos para florescer.

A MENINA DA SOLEIRA.
Obs. Interpretação livre feita por:
Marcelo Caetano Monteiro.
Ninguém sabe ao certo quem ela foi.
Talvez jamais tenha existido como indivíduo, mas apenas como símbolo. Ainda assim, há imagens que parecem guardar uma memória silenciosa, como se a tinta absorvesse lágrimas que o tempo já esqueceu. Esta é uma delas.
Sentada junto à fria coluna de pedra, a jovem permanece imóvel. O cesto ao seu lado revela uma vida de trabalho simples. O lenço cobre-lhe os cabelos não por elegância, mas por necessidade. Seus olhos, porém, são o verdadeiro centro da pintura: não choram. Há tristezas que ultrapassam as lágrimas.
Pode-se imaginar que seu nome fosse Élise.
Nasceu em um pequeno vilarejo europeu, onde o inverno chegava antes da esperança. Filha de um artesão e de uma costureira, aprendeu cedo que a infância nem sempre conhece brinquedos. Enquanto outras crianças corriam pelos campos, ela remendava tecidos, carregava cestos e observava, pela janela, a vida passar.
Seu pai morreu durante uma epidemia. A mãe, consumida pelo sofrimento, resistiu apenas alguns anos. Restou-lhe a cidade grande, onde a multidão era capaz de ignorar uma alma inteira.
Todas as manhãs caminhava até a praça levando pequenas flores, linhas e fitas para vender. Nem sempre conseguia compradores. Em muitos dias voltava apenas com o peso da fadiga.
Foi numa dessas tardes que encontrou abrigo diante da porta de uma antiga igreja.
Ali permaneceu sentada.
Não esperava esmolas. Esperava alguém.
Talvez um irmão desaparecido. Talvez um amor prometido. Talvez apenas uma palavra que lhe devolvesse a certeza de que sua existência ainda importava a alguém.
Os sinos tocaram inúmeras vezes.
As estações mudaram.
As pedras envelheceram.
Mas a espera continuou.
Há uma estranha mística nos lugares onde muitas preces foram pronunciadas. As igrejas antigas parecem guardar o eco das vozes, dos arrependimentos e das despedidas. Sentada naquela soleira, Élise acreditava que Deus, mesmo em silêncio, ainda caminhava entre os homens.
Os idosos diziam que ela conversava com o vento.
As crianças juravam vê-la sorrir para alguém invisível.
Os mais céticos afirmavam tratar-se apenas da solidão.
Ninguém conseguiu provar qualquer dessas versões.
Certa manhã de inverno, encontraram apenas o cesto.
Ela havia desaparecido.
Não havia pegadas na neve.
Nem sinais de violência.
Somente um pequeno ramo de lírios brancos repousava onde estivera sentada.
Alguns disseram que um convento a acolhera.
Outros acreditaram que sucumbira ao frio durante a madrugada.
Houve quem jurasse que, nas tardes silenciosas, uma jovem de lenço escuro ainda podia ser vista junto à velha porta, olhando calmamente para quem passa, como se aguardasse alguém que ainda não chegou.
Talvez toda grande espera transforme o ser humano em memória.
Talvez existam pessoas que nunca deixam um lugar, mesmo depois de partirem.
E talvez seja por isso que certas pinturas continuam olhando para nós.
Não porque estejam vivas.
Mas porque ainda esperam.
A Menina Que Esperava
Na pedra fria adormeceu a flor,
Levando em si o último calor.
O tempo antigo lhe roubou a cor,
Mas não venceu a força do amor.
Seu lenço ocultava a oração,
Seu peito guardava a solidão.
No velho templo fez habitação,
Esperando em paz a salvação.
Passava o inverno, o sol, o verão,
Mudava o mundo, não seu coração.
Cada badalo trazia emoção,
Sem responder à sua aflição.
Um dia a aurora rompeu o véu,
E a neve branca beijou-lhe o céu.
Ficou o cesto, calado, ao léu;
Quem foi embora não disse adeus.
Se alguém perguntar quem ela foi,
Responda apenas: "a dor constrói".
Pois quem na esperança firme se põe,
Mesmo partindo... jamais se destrói.
Há olhos que o tempo não faz fechar,
Há vozes que o vento insiste em guardar.
E quem ama tanto sem reclamar
Continua, em silêncio, a esperar.

"O infinito
Ainda é pouco
Pra todo o eterno
Que nos limita."
>ruas<

Amizade com alguém, faz a gente se alegrar, etoda dor se encerra.

Se eu fosse livre, livre seria para amar-te. Ah, o quão livre eu seria...


Eu voaria na imensidão dos teus olhos, me jogaria nas ondas do teu cabelo.
Me afogaria no teu suor e no teu cheiro, me alimentaria somente das palavras da tua boca.
Eu correria pelas curvas do teu corpo sob a chuva, me contentaria com apenas o toque das tuas mãos.
Me envolveria nas nuvens do teu abraço, me permitiria cair no teu enlace.
Eu viajaria para qualquer estrangeiro, desde que lá estivessem você e o teu cheiro.
Me afogaria no mar do teu peito e saciaria a minha sede com a água doce que escorre da tua língua.


Ah, minha amada, se eu fosse livre, livre seria para fazer-te feliz aos montes.


Entretanto, cortaram-me as asas. As ondas são demasiadamente selvagens.
O ato de se afogar não basta para uma pequena morte e, há tempos, já não me alimenta.
Tiraram- me as pernas, o céu não chora mais, e o teu toque tem sido distante; já até te afastaste de mim.
O céu permanece limpo por tempo demais, e isso me aflige. Nossa união já não passa de sonhos meus.
Viajo aos montes, mas em lugar algum encontro o teu amor. Sinto o teu cheiro onde quer que eu vá, mas você não está lá.
Teu mar é calmo e extasiante; no entanto, não possuo barcos para seguir adiante.
A todo momento sinto sede, mas não encontro o oásis da tua boca. Por isso lhe digo, minha amada, minha doce e impaciente amada:


Que, mesmo acorrentada de corpo e alma, mesmo não tendo liberdade para nada,
eu amo-te com tal liberdade que os pássaros me invejam aos montes.
Pois sou livre para amar cada pedacinho teu; e é com essa exuberante liberdade que lhe entrego meu coração, para que seja somente seu.

Sintomas do amor


Em simples olhares, grandes movimentos,
Nas pequenas coisas, a grandeza na sinceridade,
Nas flores bem regadas, o crescimento com sentido,
Nos sinceros gestos, o encontro com a felicidade.

"Os sonhos não garantem o sucesso; impedem a mediocridade. Enquanto existirem, nenhuma derrota será definitiva, pois sempre haverá um amanhã para recomeçar. A verdadeira tragédia não é fracassar, mas deixar de sonhar. Quando isso acontece, perde-se mais do que um projeto de vida: perde-se um pedaço da própria alma."

"Faltou conexão desde o primeiro dia, porém, nos doamos, nos pertencemos."⁠

Você quer?


Você quer um homem romântico, eu tô aqui,


Você sonha em ter um homem santo e puro, deixa eu me apresentar,


Você implora por um homem safado e cheio de malícia, então vêm se deliciar,


Cuidado com o que você deseja, eu posso ser todos eles em um corpo só e com vários pecados pra serem explorados.

Cuidado. Poder demais destrona o “Rei”.

Namíbia, Africa.
La Palma, Espanha.
Mauna Kea, Havaí.
Poucos são os lugares que espelham a grandeza de um luar supremo e estrelado ou que espelham uma galáxia com tanta precisão vistos aqui da terra.

A esperança não é acreditar que tudo correrá bem; é continuar a caminhar mesmo quando ainda não se vê o caminho inteiro.

Não tão próximo quanto a lua desejaria, nem tão distante para deixá-la ir. o sol atravessava seus dias com uma luz que alcançava tudo, menos o vazio que existia entre os dois. a lua, em silêncio, fingia que algumas sombras eram suficientes para sobreviver. dizia a si mesma que amar também era aceitar o inverno, que nem todo calor precisa ser sentido para existir. mentia bem. porque toda noite ainda esperava que o sol esquecesse, por um instante, de iluminar o mundo inteiro e escolhesse aquecer apenas ela. nunca aconteceu. e, ainda assim, a lua permaneceu no mesmo céu. deverá acostumar-se ao frio de quem nasceu para ser calor, mas nunca soube aproximar-se o bastante para queimá-la.


Dizem que o sol jamais compreenderá o frio da lua. ele nasce disposto a aquecer, ela, acostumada ao silêncio, acredita que toda aproximação dura pouco. então afasta-se antes que precise sentir. o sol insiste por um tempo, confunde a distância com prudência, o silêncio com paz. até descobrir que há quem ame sem tocar, quem permaneça sem permanecer. talvez esse seja o preço do equilíbrio: aceitar que algumas luas nunca deixarão de ser inverno. e o sol… deverá acostumar-se a aquecer de longe.


O sol nunca percebeu que a lua esperava ser aquecida. acreditava que sua simples presença bastava. enquanto isso, a lua colecionava silêncios, caminhava ao lado do próprio brilho sem jamais sentir o calor que imaginava existir. não havia abandono, apenas uma ausência difícil de explicar. perto o suficiente para alimentar a esperança, distante o bastante para fazê-la duvidar de si. e talvez seja essa a mais cruel das órbitas: aquela em que ninguém parte, mas ninguém realmente chega. a lua continuará olhando para o céu. o sol continuará nascendo. e ambos chamarão isso de equilíbrio.

A vida tem uma jeito bonito de aproximar almas destinadas a ficarem juntas, e você é e sempre foi o meu destino. Não importa quanta escuridão surja em nosso caminho você sempre será a minha primeira e única escolha ._Enzo Ruchell_

Na quietude de uma noite sem fim, onde as estrelas eram os únicos vigias e o céu parecia guardar os segredos de impérios antigos, eu a vi. Não como alguém comum atravessando a fumaça dourada da cidade, mas como uma visão arrancada das páginas esquecidas da história. Ela surgia diante de mim como Cleópatra renascida, não a rainha contada pelos homens, mas a mulher que existia entre o mito e o caos, grande demais para caber nas mãos erradas.
E eu, como Júlio César diante do inevitável, senti o mundo mudar no exato instante em que nossos olhos se encontraram.
Havia algo nela que fazia o tempo se curvar. Como se Roma ainda queimasse em algum lugar distante, enquanto neon e concreto refletiam em sua pele como ouro derramado. Ela caminhava entre as sombras daquele futuro desconhecido carregando o peso de quem sempre foi intensa demais para amores rasos. Grande como sempre foi, mas nunca amada da forma certa. Nunca compreendida por inteiro. Nunca tocada como um império merece ser conquistado.
Mas eu a via.
Via a fome escondida entre os exageros, a tempestade disfarçada nos sorrisos, o desejo absurdo de se entregar sem limites, mesmo fingindo que não precisava de ninguém. E talvez tenha sido exatamente ali que tudo começou. No instante em que minha licença poética decidiu transformá-la na rainha que o mundo sempre teve medo de amar.
Juntos, éramos mais do que duas pessoas atravessando madrugadas vazias. Éramos César e Cleópatra reinventados num século que já não acreditava em eternidade. O passado e o presente se misturavam numa dança silenciosa enquanto caminhávamos pelas ruas iluminadas, como se cada esquina escondesse um pedaço do nosso destino.
Na canção que ecoava baixa entre nós, éramos eu e você contra o mundo.
E o mundo odiava isso.
Havia olhos por toda parte. Olhares carregados de inveja, admiração e medo. Sussurros atravessando corredores, bocas dizendo que nosso amor era impossível, intenso demais, destrutivo demais. Diziam que pessoas como nós nunca terminavam inteiras. Que amores assim sempre acabam em ruínas.
Mas eles não entendiam.
Não entendiam que toda vez que tentavam nos separar, nós brilhávamos ainda mais. Como duas constelações condenadas a colidir. Como dois impérios destinados à guerra, mas que escolheram o amor antes da destruição.
Criamos nosso próprio refúgio entre noites longas, confidências e excessos. Entre doses de tequila e o álcool com que lavávamos a alma, nós nos despíamos das versões cansadas que o mundo exigia. E ali, longe das expectativas alheias, você finalmente podia se esbaldar dos exageros que sempre quis viver. Sem culpa. Sem limites. Sem precisar diminuir sua intensidade para caber no peito de alguém.
Porque eu nunca quis que você fosse menos.
Eu queria tudo.
Queria teu caos, tua fúria, teus exageros, tua maneira quase trágica de amar. Queria teus silêncios pesados, teus medos escondidos, tua vontade absurda de sentir o mundo inteiro de uma vez só. E enquanto você me olhava como se tentasse entender por que eu permanecia, eu só conseguia pensar que nenhum homem antes de mim soube amar uma rainha sem tentar prendê-la.
Seu antigo exército caiu justamente por isso. Pareciam gigantes vistos de longe, mas de perto eram apenas um mar raso tentando conter um oceano.
Você nasceu para profundidades que assustam.
E eu também.
Talvez por isso nossos nomes tenham se reconhecido antes mesmo de nossos corpos se tocarem. Como se em alguma outra vida César já tivesse encontrado Cleópatra sob outro céu, em outro império, prometendo outra vez que o mundo jamais seria suficiente para separá-los.
Nos momentos de silêncio, quando a madrugada cansava de existir e o universo parecia respirar devagar ao nosso redor, olhávamos para o futuro como quem encara algo inevitável. Sabíamos que éramos mais do que dois nomes passageiros tentando sobreviver ao tempo.
Nós éramos um pacto.
Uma promessa silenciosa feita entre ruínas e estrelas.
Talvez César não queira mais atravessar o mundo para conquistar outros impérios, porque ele enxergou em Cleópatra a sua castra.
E mesmo que o mundo inteiro desabasse ao nosso redor, ainda haveria nós dois, lado a lado, reinventando o amor como quem desafia a própria história.
Porque algumas pessoas nascem para viver romances simples.
Mas nós?
Nós nascemos para virar lenda.

Pensei em silenciar, tentei não mais escrever, mas não consegui reter as palavras...
e é o amor, que me move e me inspira a dar voz ao coração transformando silêncio em poesia.

equiparo as cicatrizes como marcas
marcas que fisicamente se eu olhar, consigo sentir exatamente a dor do que lhe causou
olho para o meu joelho e ela está lá aparente
as vezes, e na maioria das vezes, esqueço que ela está lá, mas quando a olho consigo sentir naquele instante tanto o motivo, quanto a dor.


existem cicatrizes que não conseguimos olhar, como essa do meu joelho, mas analisando a situação, consigo sentir intrinsecamente exatamente onde dói, geralmente a lembrança da dor tem olhos lindos, aqueles que um dia já jurei admirar para o resto da minha insignificante vida.


acho que cicatriz é sobre isso, é sobre saber que existe e que deixou marcado, foi vivido, foi real e a marca muito das vezes deixa uma feridinha, que se você cutucar porque as vezes por instinto temos essa intenção, ela pode sangrar novamente, ou, se você esquecer por bastante tempo ela pode sarar de vez e só virar uma marca.


refletindo sobre cicatriz, percebo que meus domingos que eram melancólicos agora estão se tornando apenas “domingos de descanso”, um corpo para se entrelaçar, sentir o cheiro, dar um beijo na testa de eu to aqui cuidando de você, e acordar de madrugada somente para admirar o rosto da pessoa em calmaria dormindo, virou o “pô, tenho bastante espaço pra dormir e liberdade aqui”.


o que era sufocante causado por uma falha na história, e que causava carência pela falta, está virando a parte normal da vida. e sabe o que é mais louco? não deixo de sofrer nenhum momento, tanto quanto sofria pela falta, como agora acostumando com ela.


talvez as cicatrizes não deixam eu esquecer que tenho alma, mesmo a deixando em segundo plano, talvez tudo o que a gente tenha se transformado ecoe na minha cabeça as vezes, mas tudo bem porque você está bem, não é?
eu não preciso estar bem, somente devo pagar com juros o que eu lhe devo, e estou pagando com correção monetária e impostos.


te deixar ir daqui de dentro também é desesperador e olha só que irônico, o que eu mais pedia pra acontecer está acontecendo e eu não gosto dessa ideia, achei que nosso adeus não seria tão prévio.