Coleção pessoal de testeteste123

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Ofegante
Cálida
Entorpecida
Inebriada

Carta para Luna,


Camões disse uma vez que o amor é fogo que arde sem se ver.


Paulo escreveu, em sua carta aos Coríntios, que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.


Tanto se fala sobre o amor. Tantos já tentaram escrever sobre ele. Mas hoje eu quero falar do nosso amor.


Com você, aprendi que amar também é detalhe, é dia a dia. É presença que não se pede, carinho que não se mede, conversa sem precisar mover os lábios.


Com você, tenho aprendido que o amor carrega uma pitada de mistério, dessas que aumentam ainda mais o desejo de conhecer. Que amor não é exigência nem cobrança, é ajuste, cuidado e escolha.


E, ao contrário do que muitos pensam, ele não diminui com o passar do tempo. Ele cresce. Porque, à medida que descobrimos mais uma sobre a outra, conhecemos nossas versões perfeitas e imperfeitas, e ainda assim escolhemos ficar.


Com o tempo, deixamos de amar apenas aquela pessoa por quem nos apaixonamos no início. Passamos a amar também aquela que faz o melhor café, aquela que veio morar comigo, aquela que faz ondinhas no cabelo e deixa sinais pela casa.


Aquela que briga igual mãe, que finge que está tudo bem, que se preocupa, se estressa, ama muito, acolhe, chora e ri.


Enfim, eu amo todas as suas versões.


E, se tanto já se escreveu sobre o amor, eu entendo. Porque desde que você chegou, também dá vontade de escrever sobre ele.

o amor que é correspondido
é como uma prisão pintada e colorida,
caso contrário,
é como uma liberdade amarga,
estando preso do lado de fora da casa.

Entre Gotas e Flores


Sou uma gota d'água, pequena diante do oceano,
sou um grão de areia perdido na imensidão.
Sou uma flor prestes a florescer,
esperando apenas o calor do teu olhar para revelar toda a beleza do meu coração.


Levanto e caminho com coragem,
pronto para te admirar em cada detalhe,
para descobrir o brilho do teu sorriso
e fazer dele o destino dos meus dias.


Quero te conquistar com gestos sinceros,
com presentes que você jamais sonhou receber,
não apenas embrulhados em laços,
mas feitos de carinho, respeito, cuidado e amor verdadeiro.


Se o vento tentar apagar meus passos,
continuarei seguindo em tua direção.
Porque algumas pessoas chegam para mudar uma vida,
e você se tornou a razão mais bonita da minha inspiração.


Se um dia me permitir caminhar ao teu lado,
prometo cultivar esse sentimento como quem cuida da mais rara das flores.
E enquanto existir uma gota d'água,
um grão de areia ou um amanhecer,
meu coração continuará escolhendo você, todos os dias.

O verdadeiro enriquecimento ilícito ocorre quando o infrator lucra mais descumprindo a lei do que respeitando os direitos dos cidadãos.

Agradecimento


A vida é boa,
O dia está bonito,
O sorriso é sincero,
E a alma imaculada...


O coração está sereno,
A harmonia está prevalecendo,
Agradecimento é a palavra.


A felicidade é de verdade.
A noite já se foi,
Logo, o dia amanheceu,
E a gratidão, ainda assim, permaneceu.


— Kaiane Macedo

Bora viver, porque cada dia a mais é um dia a menos.

... quanto mais sábio
é um homem, mais singulares
e marcantes qualidades ele notará
em seu semelhante — em outras palavras:
somente os desprovidos de um mínimo
vestígio de bom senso consideram
que todos são iguais!

... o pecado
visto como uma afronta ao
senso comum, por vezes, esconde
um ato de coragem na superação dos
próprios vícios e crenças — uma vez que a espontaneidade é fruto doautoconhecimento
adquirido, jamais refém de regras
estabelecidas!

Se oração funcionasse as pessoas não faleciam.

​Minha compreensão da luz (E dos mistérios do todo)
​Por Celso Roberto Nadilo.
​Para mi, a existência das cores é um mistério que se revela no olhar. Os fótons, esses mensageiros que nascem do Sol, viajam pelo espaço e são acolhidos pela nossa atmosfera, que espalha e focaliza a essência de cada tom sobre cada objeto. Vejo a prova realista disso no arco-íris: quando a luz encontra a chuva, o céu se transforma em um caleidoscópio gigante, onde as gotas agem como um espelho de luz.
​Mas a realidade vai além. Quando mergulhamos nos mistérios da luz, esbarramos também na relatividade e na casualidade da gravidade — forças invisíveis que moldam o próprio tecido do universo. Toda a nossa realidade pode ser transformada pelo simples mérito de aceitarmos que não compreendemos tudo. Há um poder imenso em reconhecer o mistério.
​Às vezes, a humanidade se perde no ritmo acelerado das inovações e da evolução. Esquecemos de olhar ao redor. Compreender os mistérios da vida e a profundidade do nosso próprio olhar não é apenas ciência; é parte essencial da existência humana e da coletividade da natureza. Compreender o todo como o todo é perceber que a gravidade nos prende à Terra, a luz nos ilumina, e o mistério nos une. Ser é, essencialmente, ser parte do todo.
​A difusão do eu no tempo contemporâneo se dá na certeza do olhar; na perspectiva do perpétuo em relação à metafísica, de maneira que somos diante do que somos: início, meio e fim. É o conhecimento denso e cru da própria consciência, coexistindo com a mesma fogueira do início das eras, onde cada nova descoberta queima com importância para a humanidade.

Entre o silêncio e a palavra,
escolho sempre a ponte que une corações.

A Expansão de Dois Universos


Há pessoas que atravessam a vida umas das outras como quem visita um lugar. Eu não.


Sempre acreditei que existem pessoas extraordinárias. Pessoas que carregam dentro de si universos inteiros. Com constelações ainda sem nome, galáxias jamais exploradas, oceanos profundos e infinitos esperando alguém suficientemente curioso para permanecer.


Talvez seja por isso que nunca consegui amar pela superfície. Porque a superfície nunca foi capaz de sustentar aquilo que eu procurava. O extraordinário é raro. E, quando dois universos raros se encontram, o desejo deixa de ser apenas estar ao lado. Passa a ser descobrir.


Descobrir os continentes escondidos nas palavras não ditas, decifrar as estrelas por trás dos medos, encontrar vida onde ninguém antes teve paciência para procurar. E, enquanto isso, permitir que alguém também percorra o meu pequeno universo. Não apenas para me possuir, mas para me conhecer. Porque universos não se conquistam. Universos se desvendam.


Existe algo extraordinário quando duas imensidões deixam de apenas se observar e escolhem explorar uma à outra. Não para que uma complete a outra, mas para que ambas se expandam. Cada descoberta amplia a seguinte. Cada pergunta abre espaço para novas galáxias. Cada vulnerabilidade ilumina uma parte que ainda permanecia invisível.


É como se dois infinitos, ao se encontrarem, não diminuíssem um ao outro. Ao contrário. Expandissem. Porque conhecer profundamente alguém nunca reduz o mistério. Apenas revela que o infinito sempre foi maior do que imaginávamos.


Talvez seja esse o encontro que sempre procurei. Não alguém que apenas me olhasse, mas alguém disposto a passar uma vida inteira descobrindo os infinitos que habitam em mim, enquanto eu faria o mesmo pelos infinitos que habitam nele.


E talvez seja por isso que, um dia, escolhi entregar o meu universo. Não em partes. Não apenas o que era bonito ou fácil de compreender. Entreguei também os silêncios, as cicatrizes, as galáxias ainda sem nome e os lugares onde quase ninguém teve coragem de permanecer. Porque um universo só pode ser verdadeiramente entregue quando alguém confia ao outro até aquilo que ainda não foi completamente descoberto.


Talvez poucos compreendam o peso dessa entrega. Mas quem compreende sabe que receber um universo nunca foi um privilégio comum. Foi um convite para uma jornada sem fim.

Há Luz em Cada Passo Invisível... porque, quando você segue sem ver um horizonte ou saber se há um próximo degrau, você aprende a exercer a fé. Você sabe que existe um horizonte e que sempre haverá sustento aos seus passos. A certeza do que ainda não se vê: essa é a definição de fé.

A perfeição é o escudo de quem tem medo de vender. Lance o simples, ouça o mercado e evolua no caminho

... quando diretos,
em vez de indiretos — tanto
em nossas relações quanto em
nossas reservadas ponderações e
vereditos — economizamos ao menos
uma vogal e uma consoante...
Uma previdente postura em tempos
de vacas magras de sensibilidade
e empatia!

A licença poética absorve o erros. Promove a estupefação. Assim a essência humana floresce( emoção)

070726

Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.


Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.


Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.

O tempo sempre mostra o coração que temos; ele é o grande espelho da vida.

O ÚLTIMO HÁLITO DO ATAÚDE.
Marcelo Caetano Monteiro.
Corri a ti, vencendo a noite fria,
Na vã esperança da derradeira voz;
Que teu último hálito ainda me diria
Os velhos segredos sepultados entre nós.
Mas o Tempo - carrasco de mãos geladas,
Sorriu por detrás dos relógios sem luz;
Roubou-me as promessas jamais reveladas,
E apagou meu caminho onde a saudade reluz.
Teu ataúde, tão belo, tornou-se altar,
Vestido de lírios, veludo e luar;
Minha mística dor o fez florescer,
Como um templo proibido onde aprendi a morrer.
Olhei-me nos olhos, tão negros, tão fundos,
E encontrei o sadismo da própria aflição;
Vi desertos eternos, eclipses profundos,
Bebendo em silêncio meu pobre coração.
As sombras beijavam meu rosto sem nome,
Enquanto o silêncio vestia o jardim;
A morte tem sede, mas nunca consome
Quem morre primeiro por dentro de si.
Só os invisíveis ouviram meu canto,
Quando a última brisa beijou minha voz;
Os vivos passavam, cobertos de espanto,
Sem perceber que a noite rezava por nós.
A lua bordava teu mármore antigo,
Com fios de prata e perfumes do além;
Eu era somente um espectro contigo,
Amando o impossível que ninguém detém.
Então expirei, sem que o mundo soubesse;
Nenhum sino chorou minha lenta partida.
Somente os invisíveis ouviram a prece
Da última respiração perdida.
E, desde essa hora, caminho calado,
Guardião das ruínas que o tempo esqueceu;
Pois quem ama um sepulcro jamais foi deixado:
A morte levou meu corpo... mas nunca o que é meu.
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