Coleção pessoal de pensador

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As pessoas têm fome de verdade, mas raramente gostam do sabor quando ela lhes é servida.

Só a miséria do mundo é barata; não custa nada o sofrimento do mundo!

Nada se move,
nem uma folha: inquietante
jaz o bosque no verão.

no sino do templo
dorme
uma borboleta

Há neste campo de verão
o caminho por onde cheguei
e o caminho por onde partirei

dos amores
que vão água abaixo
que dirão as altas nuvens?

quando um bebê nasce
uma Flor brota
no peito e sai
pelo leite da mãe.
é assim
que os bebês crescem
se alimentando dessa
flor invisível
algumas pessoas
chamam ela de
amor.

O amor era um vento, logo passa e começa outro com tanta naturalidade que você nem percebe.

Você devia ter me avisado. Sumir pra nuvem assim foi como brincar de esconde-esconde pra sempre, fez nascer um buraco em mim, lembra do vulcão na aula de geografia? Então, é assim que eu me sinto mas sem o fogo que não é quente ficar sem você, algo em mim congelou.

Vou conversar com seu pai pra gente casar. Eu não tenho dinheiro como ele gostaria mas tenho um peito que dentro só cabe teu nome e medo nenhum quando penso em você. Se tudo der errado te proponho uma fuga e muito amor pro resto da vida.

E se não existir momento perfeito?, mais por culpa do perfeito que do momento.

Sangrou, como sangram todas as perdas.

minha mãe era uma flor
que sangrou por ser idealista
por isso se fechou
em aço

Nas repetições é que se instalam os afetos cotidianos.

Desde quando sabemos de todas as coisas que acontecem no mundo se mal sabemos o que se passa no fundo do nosso coração?

É uma pena que a maioria das nossas avós vão embora antes de virarmos pessoas que sabem aproveitar uma conversa.

Eu sei que não morrer, nem sempre é viver.

Gosto de escrever palavras inteiras, cortadas, compostas, frases, não frases. Gosto de ver as palavras plenas de sentido ou carregadas de vazio dependuradas no varal da linha. Palavras caídas, apanhadas, surgidas, inventadas na corda bamba da vida.

Escrever funciona para mim como uma febre incontrolável, que arde, arde, arde…

As palavras, às vezes, feriam segredos e escorregavam pela ladeira abaixo parando lá na delegacia.