Coleção pessoal de pensador
De você, eu só quero uma rodada de belos sorrisos
Uma porção extra de muito carinho
Uma dose de desejo pra me acompanhar
Eu vou tomar um tacacá
Dançar, curtir, ficar de boa
Pois quando chego no Pará
Me sinto bem, o tempo voa
Já botei minha melhor roupa
Sinto gosto de pimenta na boca
Não consigo esperar
Eu tô pronta pra desagradar
O meu primeiro passo
Vai ser no seu abraço
Me segura quando eu cair
E no final do dia só a tua voz
Que vai poder me fazer dormir
E por mais uns anos
Você vai fazer planos
Pensando se eles servem pra mim
E eu vou te acordar
Bem de madrugada
Você vai me amar mesmo assim
E quando a barriga for crescendo,
Você ainda vai ser linda
Eu nem preciso te ver
Seca o choro e fica aqui comigo
Que até assim tristinha
Eu já sei que eu amo você!
Talvez eu dê trabalho
Uma vida de despesas
Mas, por favor, me deixa ficar
E se por um acaso
Eu não tiver seus olhos
Você ainda vai me amar
Belo dia será quando você chegar
Um travesseiro, um cobertor
E o carinho que dá e sobra
Comprei até ventilador
E arrumei o seu guarda-roupa
Você nem sabe quando vem
E já tem amor pra vida toda
Tudo é mais difícil para um negro. Você tem que provar cem vezes que você é o melhor. É cansativo, duro, doloroso. Se você não tiver uma força extraordinária, não consegue passar por isso.
[O negro] tem que se dar o valor e não se olhar com pena. Nem usar a cor como justificativa para as suas falhas. A conscientização tem que começar na gente. Temos que saber nosso valor e nosso poder.
Todos sabem que o preconceito é um sentimento mesquinho, mas não deixam de sentir por isso. Ele continua como sempre foi: velado.
A consciência de ser negro é uma coisa que temos que ter todos os dias, 365 dias ao ano. Não é só em um dia. Mas a data é importante para refletir, já que temos uma vida cada vez mais corrida e temos que ter um tempo para parar e pensar no que somos e por que estamos aqui. A gente tem que discutir, tocar na ferida.
Muitas vezes o racismo faz com que a gente não trilhe nosso caminho e comece a pautar nossas ações pela demanda do preconceito. Às vezes não seguimos adiante porque paramos nos limites impostos pela sociedade, e nós temos que caminhar mais, temos que entender a complexidade das coisas, das pessoas, temos que ter liberdade.
