Coleção pessoal de pensador
O bom era o cheiro da mãe, um cheiro puro conforto e refúgio e não existia lugar mais seguro e confortável no mundo do o que o colo da mãe, com o cheiro doce da mãe, que era um cheiro que acalmava tudo.
Fingia que tudo acontecia em volta dela e perto dela e em cima e embaixo dela, mas que nada disso a atingia, porque logo tudo terminaria e a ideia era voltar a viver a vida a partir de um momento zero – não a mesma vida, isso ela sabia –, mas uma vida diferente.
Ela se recuperaria a tempo de ver tudo que ainda existia em volta dela porque a tristeza era uma coisa muito grande, mas ainda era apenas uma das coisas.
Ninguém pode verdadeiramente se colocar no lugar do outro, mas apenas na sua ideia do que é o lugar do outro e assim acabava, invariavelmente, voltando para o seu próprio lugar.
Eu tiro as minhas próprias conclusões. Pra mim, não importa o quanto o mundo ache que alguém é ruim, sabe? Se a pessoa acha que é boa, ela é boa e ponto final.
O que eu mais escuto é “Nossa, como você é forte”. Cara, eu me acho tão frágil. Eu me acho a pessoa que menos aguenta as coisas, porque tudo me dói muito.
Eu acho que a música me faz comunicar melhor coisas que eu tenho dificuldade de normalmente comunicar.
Pode ser porque eu sou canceriana, sei lá, ou eu sou muito frágil, mas tudo que parece normal pra todo mundo pra mim sempre tá na gota d’água.
