Coleção pessoal de pensador
Às vezes, eu queria que a gente tivesse se conhecido com vinte e sete anos. Vinte e sete parece uma boa idade para conhecer a pessoa com quem você vai passar o resto da vida. Aos vinte e sete, você ainda é jovem, mas com sorte está a caminho de ser quem você quer ser.
Um dia tudo isto será a prova, prova de que estivemos aqui, prova de que nos amávamos. É a garantia de que não importa o que aconteça conosco no futuro, esse tempo foi nosso.
Famílias encolhem e se expandem. Só podemos mesmo ficar felizes, satisfeitos uns pelos outros, pelo tempo que temos juntos.
É assim que acontece? Você se apaixona e nada mais parece assustador, e a vida é apenas uma grande possibilidade?
Acho que você meio que se apaixona por todo mundo que conhece. Faz parte do seu encanto. Você está apaixonada pelo amor.
Eis meu único conselho: você tem que se permitir estar totalmente presente em cada momento. Fique desperta em cada um deles, entende o que quero dizer? Vá com tudo e aproveite a experiência por completo.
As pessoas dizem que a ausência deixa o coração mais apaixonado, mas acho que estão erradas. A proximidade deixa o coração mais apaixonado.
É como um globo de neve: por um momento, tudo fica de cabeça para baixo e tem purpurina por toda parte e parece até magia, mas logo tudo se acomoda e volta para onde deveria estar.
– Você está planejando partir meu coração, Covey?
– Não. E tenho certeza de que você não está planejando partir o meu. Ninguém nunca planeja.
– Então coloque isso no contrato. Peter e Lara Jean prometem não partir o coração um do outro.
Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.
Precisa dizer o que sente quando sente as coisas. Não pode ficar no quarto escrevendo cartas que nunca enviará.
– Acho engraçado, você diz que tem medo de compromisso e relacionamentos, mas não parece ter medo de estar comigo.
– Não preciso ter medo.
– É mesmo? Por quê?
– Porque estamos fingindo.
Margot diz que quando algo não é mais útil, você deve doar, reciclar ou jogar fora. Sempre soube que ela é assim com as coisas, mas… nunca pensei que poderia sentir o mesmo por alguém.
Minhas cartas são meu bem mais secreto. São cinco, no total… Kenny, do acampamento, Peter, da sétima série, Lucas, do baile escolar, John Ambrose, da ONU mirim, e Josh. Escrevo quando estou tão apaixonada que não sei o que fazer.
Sempre pensei que ninguém prestava atenção no que eu fazia, que o único drama era na minha cabeça, mas, afinal, eu não era tão invisível assim.
Por que você pensa que as bobagens são coisas ruins? Se a tolice humana fosse nutrida e cultivada ao longo dos séculos da mesma maneira que a inteligência, talvez conseguíssemos dela algo extraordinariamente precioso.
O ser humano é como um romance: até a última página você não sabe como acabará. Se não fosse assim, nem valia a pena ler...
