Coleção pessoal de pensador
Vai lá, entregador de flor
Dá assistência pra isso
Que eu e ela tá chamando de amor
Meu coração acostumou
E de sete em sete dias eu mando um novo
Porque o outro murchou
Pra não dar tempo de ela me esquecer
Toda semana eu mando um buquê
Como é que faz
Quando nenhum dos dois é flor que se cheira?
Quando a malandra se apaixona no tranqueira?
Quando foi sério o que era pra ser brincadeira?
Cê sabe que o povo comenta sempre
Que eu presto pouco e você já enrolou muita gente
Não tenta de novo, nem chega tão perto
Vai ser perigoso eu e você, se o beijo der certo
A temperatura subiu
Era pra você somar, mas você sumiu
Você me deu um gelo
E ficou tudo gelado, gelado
E nesse dia frio (e nesse dia frio)
Quem é que tá do seu lado, seu lado?
Eu sei que não tá tudo bem, meu bem, nada bem
Se você tá bem, tem cem
Se você tá mal, não tem ninguém
Não me deixa lá fora, que eu sinto abandono
E fico carente, tipo um dog sem dono
Chuveiro quentinho, você e eu coladinho
Aí sim, dá água na boca
Ficar distante de quem ama é bobagem
Orgulho não combina com felicidade
O amor é pra quem tem coragem
E ainda veio achando que ia sair por cima
Comigo não
As contas que deixou pra trás
Vou mandar para casa dos seus pais
E essa foi a última vez que me levantou a mão
Comigo não
E agora você vai se sentir tão pequeno
E agora vai provar do próprio veneno
Seu feitiço agora acabou
Ficou claro quando um novo amor rolou
Chora, chora
Agora chora, chora
Seu feitiço virou contra e quebrou sua cara
Escolheu a pessoa errada para humilhar
Meus amigos me avisavam que você não presta
Mas pra um apaixonado só o que interessa
É viver esse amor, foi falso enquanto durou
Vim te ver, gritar seu nome
Fazer sinal na janela do seu apê
Vim te ver, pra ter seu nome
E de carona fugir com você
Passei em Itapuã ouvindo Djavan
Tecendo histórias pra encontrar você
Caminho, sou capitã, de você eu sou fã
A distância é cega pro meu bem querer
Se eu pedir perdão
Se eu te der a mão
Será que você volta?
Desde quando eu
Fiquei a pé
Arquei com o peso
Do meu pesar
A cama, a fronha, as suas roupas a me encarar
Um medo latente, gigante
Eu não posso aguentar
E eu só estava querendo me apaixonar
Fiquei rebelde com causa
Pisei no chão como mártir
E comecei a gritar
Multidões de gargalhadas
Enfrentei uma corrente de raiva
Desnudei minhas canções
Com a carne dos meus versos
E beijei todas as bocas e mãos
Que pensaram num dia me abandonar
Amoleceu meu coração
Acende o fogo
Estende a mão
O que você tem que me acorda
E tira o sono
Vira fome
E vira som
Vou no fundo
E vira mundo
Coragem, atenção, irmã, irmão
Fé no coração, sempre siga em frente
Respiração profunda oxigena corpo e mente
Esperança renasça como a fênix
Resistência, resistência
Força, sabedoria, inteligência, coletividade
Serenidade em tempos de tempestade
Liberdade sempre
