Coleção pessoal de pensador

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A função da arte é lutar contra a obrigação.

O que estou buscando não é o real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do instintivo na raça humana.

Com um olho procure o mundo exterior, enquanto com o outro olhe para dentro de si mesmo.

Seu dever na vida é salvar seu sonho.

Em algum lugar, nas profundezas da nossa medula, nós éramos iguais.

O amor é mais forte quando ele liberta ou quando ele segura?

Que horror aquela manhã em que você acorda e seu primeiro pensamento não é sobre aquela pessoa que foi embora. É quando você sabe que nunca vai morrer de coração partido.

Eles o adoram porque pensam que você oferece sua amizade e não pede nada em troca. Mas isso não é verdade... Você pede. Pede que nunca esperemos que você precise de nós.

Não há mistério - essa é a beleza disso. Somos inteiramente explicáveis um ao outro e, no entanto, permanecemos. Que milagre que isso é.

Você tem essa capacidade de encontrar beleza em lugares estranhos.

Até 5 mil anos atrás, os homens não sabiam que tinham participação na geração de uma criança. Para eles, a fertilidade era exclusivamente feminina. Durante milênios, a ideia de casal foi desconhecida. Viviam todos juntos. Quando os homens abandonaram a caça e domesticaram os animais, perceberam que, se as ovelhas se separassem dos carneiros, não geravam cordeiros; porém, após o carneiro cobrir a ovelha, nasciam filhotes. A contribuição do macho para a procriação foi, enfim, descoberta. E ela coincidiu com o surgimento da propriedade privada. O homem passou a dizer “minha terra”, “meu rebanho” e aprisionou a mulher para não correr o risco de deixar a sua herança para o filho de outro, caso ela pulasse cerca.

Quando falo em amor romântico, não estou falando de mandar flores, mas de um amor idealizado, irreal. Você conhece uma pessoa, idealiza e lhe atribui características que ela não tem. Passa a vida toda querendo mudá-la e, no fim, percebe que é impossível. Para piorar, o amor romântico prega uma grande mentira, que é “quem ama não sente desejo por mais ninguém”. Nessa concepção enganosa de amor, não nos apaixonamos pelo outro, mas pela própria paixão.

As relações amorosas devem existir porque há prazer em estar junto, e não por necessidade. É importante que não haja a expectativa de fusão com o outro; cada pessoa tem que sentir inteira, e não uma metade buscando alguém para completá-la.

Saber que o outro depende de si, e que não vai fazer nada para não o perder, faz com que as pessoas não conquistem nem tentem seduzir.

As histórias são poderosos veículos femininos de comunicação. Por sua própria natureza, transportam-nos ao reino imaginário. As histórias nos alimentam a alma, principalmente quando narradas à partir de uma profunda fonte interior de verdade.

A linguagem deixa as mulheres na mão quando elas precisam expressar suas experiências porque foram emudecidas por séculos de treinamento. Estamos acostumadas a uma mentalidade e um estilo de comunicação masculinos.

Cultivar a alma é permitir que a essência eterna penetre e experimente o mundo externo por todos os orifícios do corpo: vendo, sentindo o aroma e o sabor, ouvindo, tocando - de tal maneira que a alma cresça durante sua permanência na terra. Cultivar a alma é descobrir-se um ser eterno habitando um corpo temporal. É por isso que sofre e aprende pelo coração.

A disciplina é uma parte importante do processo. As pessoas não gostam dessa palavra, pois associam a disciplina com opressão. Mas na verdade, disciplina tem a mesma raíz de discípulo, que significa se enxergar pelos olhos do mestre que o ama. Temos esse mestre dentro de nós e temos também o animal selvagem que precisa ser disciplinado com amor. Precisamos de sua energia instintiva e sabedoria.

É preciso encontrar um cerne interior que valorize a vida, que nos leve a ela, que não nos faça recuar diante dela. Valorizar inclui o sofrer, mas um sofrer que nos abra para o amor.

Onde você tenta encontrar segurança, se não tem mundo interno?