Coleção pessoal de pensador
- Nada disso faz sentido!
-Estou começando a pensar que esse vai ser o título da minha autobiografia.
Eu posso estar por um fio, mas isso não muda quem eu sou. Fiz uma promessa a mim mesma quando soube que estava grávida. Meu sonho, minha vida e minha filha. Eu não iria desistir de nenhum deles. Sei que não será fácil. Mas quero dar um exemplo para a minha filha. Quero que ela me veja realizar meu sonho.
Disseram-me para olhar pela lente da câmera com o olho esquerdo. Nosso olho esquerdo está mais próximo do nosso coração. Dessa forma é mais fácil deixar o coração transparecer na foto.
Independente da sua idade, da sua classe, da sua cor
Do seu gênero, sua opinião, o que vale é o amor
Chega de preconceito, ser feliz é um direito
Barbies do meu setor são todas iguaizinhas
Loiras, magras, ruivas, todas padrãozinhas
Também sou Barbie, e sei bem o que tô dizendo
Falta mais diversidade, falta se olhar no espelho
Por que eles fabricam todas iguais?
Se cada um é de um jeito, é assim que a gente faz
De todos os corpos e de todas as idades
Não vamos seguir padrões, vamos brindar a igualdade
O meu cabelo é chapado, sem precisar de chapinha
Canto rap por amor, essa é minha linha
Sou criança, sou negra
Também sou resistência
Racismo aqui não, se não gostou, paciência
Vou me divertir enquanto sou pequena
Barbie é legal, mas eu prefiro a Makena africana
Como história de griô, sou negra e tenho orgulho da minha cor
Dizem que menina não empina pipa no sol
Quem criou a regra que ela não joga futebol?
Que negócio é esse, brincadeira de menina?
As minas fazem tudo, até mandar umas rimas
O que mais me machucou foi que não importa quanto tempo nem quanto esforço investi, ela não me levou a sério.
Tenho uma vida perfeita. Mas, sabe, um dia você acorda e sente que a pessoa do seu lado é um total estranho.
Como aprendemos umas das outras? Como faremos isso sem nos causar dano, mas com a coragem de retomar a tessitura do cotidiano que pode revelar profundas traições? Como nos entrecruzarmos sem assumir o controle?
A produção do cotidiano dentro do qual uma pessoa existe produz ela mesma, na medida em que fornece vestimenta, comida, economias e ecologias, gestos, ritmos, habitats e noções de espaço e tempo particulares, significativos. Mas é importante que estes modos não sejam simplesmente diferentes. Eles incluem a afirmação da vida ao invés do lucro, o comunalismo ao invés do individualismo, o “estar” ao invés do empreender, seres em relação em vez de seres em constantes divisões dicotômicas, em fragmentos ordenados hierárquica e violentamente.
Comunidades, mais que indivíduos, tornam possível o fazer; alguém faz com mais alguém, não em isolamento individualista.
