Coleção pessoal de pensador
Tem como ser um pouco menos linda?
Tem como eu ser o dono da minha vida?
Tem como não ser assim tão perfeita?
Já tomou meu coração e tá subindo pra cabeça
O coração tava cheio, cheio, cheio
Não tinha espaço pra eu me apaixonar
Foi só você me dar um beijo, um dengo, um cheiro
Pra chegar de vez e bagunçar
Estarei sempre procurando por você. Não importa onde eu estiver. Mesmo a mil milhas de distância, ficarei esperando ver você se aproximar e chegar. Porque, quando isso acontece, sinto a melhor sensação do mundo.
Sabe qual é o problema da África? Todos vão embora. Professores, políticos, enfermeiros… E se todos forem embora, quem vai consertar aquilo lá?
Tem muita gente aqui que gostaria de nos expor. Não entendem nosso trabalho. Pessoas que buscam detalhes, erros, para nos atacar.
Você acha que os elefantes pertencem a você, que é o salvador deles, o anjo deles, mas você não é. Você é só um maldito egoísta chorando por animais.
Ele não é meu namorado. Ele é mais para mim do que pode imaginar. É a lua quando estou na escuridão e o calor quando tremo de frio. O beijo dele ainda me arrepia depois de milênios. O coração dele é de uma bondade da qual este mundo não é digno. Eu amo esse homem sem medidas e razão. Ele não é meu namorado. Ele é tudo e é mais.
Já estive aqui antes. De novo e de novo, e é sempre a mesma pergunta: “Acabou? Agora é pra valer?” E a resposta é sempre a mesma. Estou tão cansada disso.
O quarto está terrivelmente escuro, pois a persiana não deixa passar o menor rastro de luz, não há um só ponto luminoso vermelho de uma televisão esperando ser ligada, nenhum equipamento eletrônico em modo de espera, mas Alina sentiu que éhora de acordar, seu sono já não é imagens e sons, mas apenasuma bruma densa onde o corpo parece afundar, e então o alarme do despertador disparou, é um toque que ela tinha escolhidopensando num despertar leve e calmo, mas o som era histéricocomo qualquer outro que escapa do celular, e a luz do aparelho
começou a piscar de forma epilética, e com o braço Alina conseguiu alcançar o monstro e apertar o botão de soneca, permitindo mais dez minutos de sono que sabia que não teria, pois nuncaconsegue voltar a dormir depois do escândalo do despertador.
É possível alguém ter tanta fé assim na ciência?, ela se perguntou um dia. Na época, aos treze anos, ela ainda tinha algum resquício de fé em Deus, fazia o sinal da cruz ao passar em frentea uma igreja, imitando a avó, mas sentia que sua religiosidadeera apenas residual, algo de hábito, que nunca fora forte, nuncafora relevante, e logo desapareceria por completo. A questão era:quando finalmente abandonasse esses atos mínimos que a ligavam a uma religião, finalmente adotaria a frieza científica do pai?
