Coleção pessoal de pensador
Quero ser a melhor versão pra você
Te mostrar que é sempre bom acreditar
No amor
Te amar
Quero te
Ter aqui
E, sei lá,
Só viver
Pra te fazer sorrir
Eu sabia como o sofrimento funcionava. A única coisa que adormece a dor é o tempo, preenchendo sua cabeça com memórias novas, criando uma separação entre você e a tragédia.
Talvez fosse possível amar duas versões distintas de alguém ao mesmo tempo. E talvez, só talvez, algumas pessoas ainda quisessem redenção por pecados que não precisassem mais de absolvição.
Porque nunca percebi que você pode se apaixonar por pessoas do mesmo jeito que se apaixona por músicas. Como a sintonia com elas poderia significar nada para você no começo, uma melodia pouco familiar, mas muito rápido se transformar em uma sinfonia esculpida em sua pele; um hino na sua rede de veias; uma harmonia costurada ao revestimento de sua alma.
Você não pode medir a qualidade de um amor pela quantidade de tempo que dura. Tudo morre, amor inclusive. Às vezes morre com uma pessoa, às vezes morre sozinho.
Você não pode projetar suas fantasias nas pessoas e esperar que elas cumpram o papel. As pessoas não são recipientes vazios para você encher com seus devaneios.
Eu de alguma forma soube, naquele momento, que Grace Town era um pedaço de vidro com reentrâncias com o qual eu me cortaria de novo e de novo se me deixasse envolver.
Foi uma era monumental, que definiu o videogame como um lugar onde se perder, onde se tornar alguém diferente e ir pra terras distantes. Mas, mais importante, definiu que qualquer jogador poderia ser um criador de jogos.
Doom abriu a porta pra uma nova era de jogos onde os jogadores podiam entrar, explorar e jogar uns contra os outros. E chegou em um momento crucial, quando computadores e consoles estavam prestes a entrar em uma nova dimensão.
Quando eu jogava videogame, eu estava num mundo virtual onde eu estava detonando alienígenas e ignorando o mundo ao meu redor. Era o único lugar onde eu encontrava conforto e paz.
Fomos pioneiros em uma nova mídia. Pegamos a televisão, que era uma mídia tradicionalmente passiva, e a transformamos numa mídia ativa. Isso é algo enorme. Era empolgante e aterrorizante.
Eu tenho vivido minha vida inteira atrás de uma tela. De que adianta não ter medo em um mundo falso? É hora de começar a ser destemido aqui fora, onde importa.
