Coleção pessoal de pensador

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⁠É o que você faz agora que faz a diferença.

⁠Pessoas horríveis nem sempre são as que estão fazendo algo errado. Pessoas boas também fazem besteira, mas isso não significa que devemos deixar para lá.

⁠Quando você achou que nunca mais poderia ter determinada coisa de novo, e ela volta para você, é, de alguma forma, cem vezes melhor do que você se lembra.

⁠Quando você já sente que tudo em relação a você se destaca, faz mais sentido ainda encontrar o maior número de formas possíveis de se misturar.

⁠Silêncio e vergonha não são a mesma coisa, nem de longe. Mas às vezes o silêncio é mais simples.

⁠Só porque poderia ser pior não significa que você não vai reconhecer como é uma droga.

⁠Eu nasci realeza. Tudo o que eu precisava fazer era escolher minha coroa.

Às vezes não é fácil trazer de volta o passado. Existem surpresas desagradáveis. A verdade é mais difícil que a ignorância.

Quando uma história é contada, não é esquecida. Ela se torna outra coisa, a memória de quem éramos; a esperança de quem podemos nos tornar.

⁠ Quanto mais eu lia, com mais fome ficava. Cada livro parecia promissor, cada página virada oferecia uma escapada, o fascínio de outro mundo, outros destinos, outros sonhos.

Como era possível que vidas inteiras pudessem mudar, pudessem ser destruídas, e que ruas e prédios continuassem os mesmos?

⁠Quando ele iria perceber que não era a sua infidelidade que eu não suportava, mas sua covardia?

⁠Se não te conheço, eu não vivo; se eu morrer sem conhecer você, eu não morri, porque eu não vivi.

⁠Deus, que nos fez mortais, por que é que nos deu a sede de eternidade de que é feito o poeta?

⁠Quando a realidade visível parece mais bela do que a imaginada é porque a admiram olhos apaixonados.

⁠Alguns corpos são como flores

Uns corpos são como flores,
Outros como punhais,
Outros como fitas de água;
Mas todos, cedo ou tarde,
Serão queimaduras que em outro corpo se engrandecem,
Convertendo em virtude do fogo uma pedra em um homem.
Mas o homem se agita em todas as direções,
Sonha com liberdades, compete com o vento,
Até que um dia a queimadura se apaga,
Voltando a ser pedra no caminho de ninguém.
Eu, que não sou pedra, mas caminho
Que cruzam ao passar os pés nus,
Morro de amor por todos eles;
Dou-lhes meu corpo para que o pisem,
Mesmo que lhes leve a uma ambição ou a uma nuvem,
Sem que nenhum compreenda
Que ambições ou nuvens
Não valem um amor que se entrega.

⁠Não dizia nada

Não dizia nada,
aproximava apenas um corpo interrogante,
Porque ignora ser o desejo uma pergunta
Cuja resposta não existe,
Uma folha cujo ramo não existe,
Um mundo cujo céu não existe.

A angústia abre caminho entre os ossos,
Remonta pelas veias
Até romper-se na pele,
Provedores de sonho
Feito carne em interrogação volta às nuvens.

Um roce de passagem,
Um olhar fugaz entre as sombras,
Bastam para que parta o corpo em dois,
Ávido de receber em si mesmo
Outro corpo que sonhe;
Metade e metade, sonho e sonho, carne e carne,
Igual em desenho, iguais em amor, iguais em desejo.

Mesmo sendo apenas uma esperança,
Porque o desejo é uma pergunta cuja resposta ninguém sabe.

⁠Deixe-me só

Uma verdade é cinzenta,
Outra verdade é cor de planeta;
Mas todas as verdades, desde o chão até o chão,
Não valem a verdade sem cor das verdades,
A verdade ignorante de como o homem costuma
encarnar-se na neve.

Quanto à mentira, basta dizer "quero"
Para que brote entre as pernas
Sua flor, que em vez de folhas brilham beijos,
Espinhos no lugar de espinhos.

A verdade, a mentira,
Como lábios azuis,
Uma disse, outra disse;
Mas nunca pronunciam verdades ou mentiras
seu segredo torcido;
Verdades e mentiras
São pássaros que emigram quando os olhos morrem.

⁠Meu papo é reto como meu cabelo
Crespo como meu cabelo
Resistência igual meu cabelo
Quero nós pra cima igual meu cabelo

⁠Cês elogiam o cabelo quadrado
Mas ainda me associam a cor do pecado
Eu não me lembro de ter perguntado
Sua opinião ou o que tem achado
Isso não é sobre mim, é sobre autoestima
Isso é sobre nós e quem nos subestima