Coleção pessoal de pensador
Qualquer um que já tenha conquistado algo icônico na vida, teve que fazer coisas questionáveis para conseguir.
Eu prefiro que me vejam sem rótulos, que não olhem para mim e tirem uma conclusão. E há vários rótulos que inventaram a meu respeito. Mas eu não me guio por rótulos que criam sobre ninguém. Eu presto atenção na pessoa. O rótulo é chato, o rótulo já determina por baixo.
As pessoas não querem a verdade. Elas só querem a versão que melhor se adapta à sua necessidade de odiar.
O principal instrumento do ódio é a palavra, a pior de todas as armas. Ela fere, adoece, pesa tanto que prostra a alma.
As pessoas querem odiar. A qualquer custo, querem odiar. Por qualquer motivo. Elas precisam eleger um foco para a manifestação de seus lados sombrios.
O sacerdócio, para mim, representa exatamente isso, a forma como eu encontrei de falar de Jesus, de anunciar o seu Evangelho, de doar a minha vida, de me entregar por uma causa que é capaz de completar o meu coração, de me preencher.
Consegui aos poucos recuperar o ânimo, perceber e entender que a vida é um dom. Que apesar das noites escuras que a gente está vivendo, Deus tem sempre reservado o melhor pra nossa vida.
Nós, padres, somos educados para estarmos sempre fortes. E as pessoas querem nos ver assim também, né? Como um porto seguro, alguém que vai estar ali para estender a mão, para orientar. Só que a gente traz as nossas angústias também, como humanos que somos.
Se você se sentiu ofendida em algum momento, peço desculpas, mas não acho que não eu quem acusou, foi a sua própria consciência.
