Coleção pessoal de pensador
Nem se usasse todas as páginas de todos os livros que já lera, de todas as bibliotecas que percorrera, de todos os cadernos que rabiscara, ele seria capaz de medir – definir ou descrever – como ela era linda.
A gente não pensa muito em sucesso, sabe? Porque o sucesso acontece se você tiver sorte. Muita coisa junta (precisa) acontecer pro tal do sucesso. Você torce mesmo é pra ter bons trabalhos nos quais você vai, ali, se empenhando, fazendo com gente boa. Isso é para o que você luta.
Investir na própria cultura é importante para a identidade nacional, para o sentimento de pertencimento que isso cria no país.
Quando alguém fura a fronteira e leva algo que nos é pessoal para fora, é essa espécie de sentimento de "olha o que a gente tem de rico". É um sentimento de orgulho nacional bacana, bom de sentir.
Eu conheço a cultura francesa, a cultura americana, a cultura russa, a cultura alemã, a cultura italiana. Mas eles não conhecem a cultura brasileira. E, às vezes, eu tenho pena de quem nunca leu Machado de Assis.
Hoje, vivemos um ateísmo tecnológico sem precedentes, tão bem representado pela indiferença do rapaz que despreza o conteúdo artístico e venera sua nave virtual.
Compor para não mostrar para ninguém não dá. Quero mostrar cada trabalho que faço, cada coisa que componho. Estar no palco, com meu trabalho, é a maior alegria que posso ter.
É a paixão que deflora as mulheres, é ela que desperta os sentidos, o olfato, o tato, o paladar, a visão, o arrepiar dos ouvidos.
Eu nunca encarei a morte como uma possibilidade. Não que fosse apegado a nada de especial na vida, mas é que a morte não existe. A morte é uma doença crônica.
