Coleção pessoal de meiremoreira

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Aviso aos navegantes:
Não posto nada para polemizar.
Coloco aqui, no meu mural, apenas ideias, pensamentos, e coisas que me ocorrem.
Ninguém é obrigado a concordar. Não preciso de ecos da minha voz, afinal cada um tem seu direito de pensar diferente.
Mas não venha discordar de mim no meu mural. Vá lá no seu desabafar.
Eu acredito na pluralidade de opiniões e até na sua riqueza. Vejo com bons olhos a coragem em defender o próprio ponto de vista. Eu mesma sou assim. Mas não vou no mural alheio para desopilar meu fígado. Guardo as minhas discordâncias para mim. Quando muito, arrisco uma ou outra opinião em páginas públicas. Se é publicação aberta, também está sujeita a inferências alheias. A elegância digital não me permite mais do que isso. Eu respeito o espaço alheio como se fosse a casa de alguém. Não levo para lá os meus objetos de decoração.
Não se julguem tão importantes assim. Na maioria das vezes eu não estou mandando indiretas para ninguém. Mas é só eu atirar e tem gente correndo na direção da minha bala.
Keep calm, folks.

É fácil amar a luz.
Me mostre a sua escuridão.

Seria muita coisa se fosse.
Mas não é.
Nem foi.

Não dá para viver em concordância com todas as pessoas e em dissonância consigo mesmo.

No meio da noite não tenho para onde ir.
A cama não é consolo
A mesa não alimenta
O livro não aquece
No meio da noite as estrelas ficam pesadas
E as pálpebras leves.
No meio da noite o sol aparece
E traz consigo toda a urgência de acordar os sonhos

Levanto. Busco a embriaguez de um café.

Bem lá de cima, os deuses olham para nós e pensam:
-Como podem estas bostinhas se acharem tanto?

Estamos todos loucos. Eu, você, seu vizinho, a sua mãe...(caso tenha perfil aqui ou em outra Rede social, caso contrário, ignore). Sim, estamos. Malucos à cata de imagens, textos, bisonhices e afins. Perdemos horas preciosas do nosso dia, desperdiçamos pores-do-sol, conversas animadas na cozinha, afagos no cachorro da casa, sonecas preguiçosas ao sol, para gastar as nossas vistas nessa catacumba de vidas fictícias e pouco prováveis. Sim, estamos todos doidos. Muitos nem viram se há lua no céu hoje. Se haviam nuvens durante o dia. Se ventou. Empanamos a nossa realidade com esse mundo de faz-de-conta. Alguém me belisque. Ou me salve enquanto é tempo.

Sei lá se estou ficando velha ou sábia. Mas o fato é que metade das coisas que tinham importância para mim, hoje não tem mais. Não sinto vontade nem necessidade de mudar ninguém. Sinto um prazer inenarrável quando estou só. Não atendo celular, não recebo visitas, ignoro qualquer barulho que não seja o som da minha própria respiração...Desfruto de pequenos prazeres como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez. Tudo é tão igual e eu consigo ver diferença. Aceito as ocorrências da vida como testes para a minha paciência. E até nas vezes em que preciso descer das tamancas, mantenho o elã.
A idade nos tira muita coisa, mas nos dá outras infinitamente melhores.

No mundo existem dois tipos de pessoas:
As que gostam de mim e as que não existem.

Se você tiver sorte,
Vai conhecer e viver um grande amor;
Se tiver mais sorte ainda,
Ele irá se desfazer e você seguirá feliz.
Fim.

Viver na Igreja é fácil.
Difícil é ser Igreja!
Tratar com amor e respeito todos os seres. Humanos ou animais. Viver com simplicidade e agir com humanidade diante das falhas e limites alheios.
Não julgar. Não humilhar. Não espezinhar. Não trapacear. Não iludir. Não corromper.
Isto é ser de Cristo. Isto é viver Nele!

Somos uma sociedade doente: Só ficamos bem com sacolas na mão.

Mais amor e menos teatro, please!
Trocar fotinha no Facebook não é prova de amor. Lavar uma louça é. Levar para tomar um café, dar um presente bacana feito por você mesmo, ligar para dizer: Mãe, te amo!
Gestos gentis fazem toda diferença. Não se trata de dinheiro. Se trata do tempo que você dedica a sua mãe. Não precisa ser muito, mas deve ser de qualidade.
Quando ela estiver falando, ouça.
Quando ela estiver em silêncio, ouça.
Um dia a gente só poderá sentir saudades do que poderia ter sido.

Quando se é novo é sempre a somar. Somam-se amigos, emoções, experiências, livros, canudos, lugares, responsabilidades, preocupações e ambições, vícios e prazeres que não viciam.
Até cada ano de vida que se viveu é celebrado como se fosse uma proeza. É triunfalmente que se chega aos 6, 10, 14, 18 ou 22 anos. E com razão. Ainda consigo lembrar-me que eram obra.
Depois, não sei a que idade (é aquela em que nos deixamos de importar tanto com as coisas, daí nunca darmos por ela), começamos a compreender a alegria e a liberdade de subtrair coisas e pessoas que só nos pesam, roubando-nos tempo, paciência e a calma necessária para sobrevivermos e que se vão tornando, monstruosa e deliciosamente, cada vez maiores.
O tempo de subtrair é cruel e frio e imensamente libertador. Dá vida aos últimos anos de vida que temos. Sim, porque a vida acaba. A morte acontece e, irritantemente, dura para sempre. Há quem diga que é como o tempo antes de nascermos (até um gênio como Samuel Beckett caiu neste pensamento impreciso) mas não é. O tempo depois de morrermos é sempre pior do que o tempo antes de nascermos.
Ninguém sobrevive. Nascemos, vivemos e morremos. Sobreviver é tão estúpido como anteviver. A grande diferença entre estar perto da nascença e estar perto da morte é que a proximidade da morte é necessária e suficientemente melhor conselheira.
Antes de morrermos convém nos despirmos até estarmos nus; só com os nossos verdadeiros amores.

Miguel Esteves Cardoso

Porque no fim você não vai se lembrar do tempo que passou no escritório ou movendo a mobília. Por Deus escale aquela montanha.

O amor nos faz tolos.
Mas que seria de nós sem tal tolice?
Teríamos que inventar pretextos para ficarmos acordados até tarde
E construir no rosto esse semblante bobo que nos deixa muito mais bonitos e nos faz tão bem.
Amar é mesmo uma tolice. A maior delas. E nós amamos sermos assim tão tolos e tão leves.

Cuidado para que no futuro suas próprias palavras não te mordam.

Envelhecer

Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude não é havê-las cometido... e sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“Verás quando tiver cinquenta anos”.
Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.

Um pequeno mal é melhor que um mal eterno.

Podemos recriar a nossa realidade.
Não aquela que aprendemos a ver, mas a que reside em nós.
Se você culpa as pessoas, o universo, Deus, ou o olho grande das pessoas (que você jura existir) por tudo de ruim e errado que acontece na sua vida, tem alguma coisa errada com você.
Tudo o que emanar de você voltará.
Se for luz, voltará claridade
Se for paz, voltará doçura
Se for amor, voltará amizade, confiança, ternura e tranquilidade
Toda e qualquer energia que você lançar ao infinito
Seja de luz ou não, vai encontrar de volta a fonte de onde surgiu
Tudo é cíclico, tudo.
Não existe nada que paire no ar indefinidamente
Como um bumerangue, tudo volta
Não é castigo, ou carma. É o universo respondendo.
Ele não é bom. Nem tampouco mau.
Só é justo. E muito, muito rápido.
Meire Moreira