Coleção pessoal de meiremoreira
As mães sofrem para tirarem seus filhos das fraldas, mas não conseguem
impedi-los de continuarem fazendo merda.
A realidade como a vemos é formada a partir de nossas crenças, pelo modo como apreendemos o mundo. E essa apreensão se dá involuntariamente por meio dos exemplos que nos foram mostrados, e que aos poucos foram sendo absorvidos. Ou voluntariamente pelos modelos que optamos acompanhar ou seguir. Eles fixaram um modo de ser, pensar e agir, independentemente do juízo de valor que se possa lançar sobre eles. Se foram bons, ruins ou irrelevantes.
Então, um mesmo evento pode afetar muito, pouco ou nada a cada um. Onde um um vê um precipício, outro vê uma rampa para saltar de paraquedas.
Era isso o que eu tinha para dizer hoje.
Ah, se as coisas fossem assim tão simples quanto as frases feitas...Quando alguém nos aconselha trocar de livro...ou virar a página...mas não é e nós sabemos que não. Se amar e desamar fossem como um trocar de roupas...A gente se olhava no espelho e não aprovando o que visse trocasse imediatamente... Mas não é, nunca foi e nem será. Quando você investe muito de si com alguém, raramente faz isso sem esperar um futuro. Porque só adolescentes acreditam que no próximo baile vai aparecer alguém melhor. Na medida em que envelhecemos e, se dermos sorte, amadurecemos, não desperdiçamos nem nossos diálogos com qualquer um, quem dirá nossas vidas.
As poesias, as histórias de amor, os finais felizes das novelas, a vida ainda não aprendeu a copiar. Por isso, faça mais por si mesmo e menos pelas pessoas.
Amar não significa estar sempre em segundo plano.
Meire Moreira
Você me diz
Faça assim, não assado
Diga isso, não aquilo
Veja dessa maneira, não daquela
Ande por aqui, não por ali
Vá agora, agora fique
Fale um pouco, se cale
Quero você, você me faz mal
Enquanto brinca de se esconder
Se esconde de viver
Parece que ama e desama
Está e nunca está
Dentro de você, mil monstros
Fora de você, outros mil
Parece gostar de ser cruel
Sendo bom
Que instrumento desafinado é você?
É uma tentação querer ensinar a alguém como viver sua vida. Fazer juízo de valor. Impor regras. Como somos tolos e sabichões...Que ilusão acreditar que alguém vai mudar uma vírgula que seja na própria vida apenas para satisfazer o nosso desejo de controle. Que bobagem achar que a nossa ignorância pode ser benéfica para alguém. Viva e deixe viver. Cada um sabe de si. Ninguém precisa de mapas para um roteiro que quer descobrir sozinho.
Na maioria das vezes as pessoas levam uma vida de merda para que as outras possam aprovar e aplaudir.
Eu detesto esse discurso que é preciso ser o melhor em tudo o que se faz. Porque? Para quê? Para quem?
Porque não podemos simplesmente desfrutar da vida e das coisas como aprendizados e oportunidades para fazermos parte da história de alguém de maneira simples e despretensiosa? ... Quando vejo alguém dedicando -se a a alguma coisa que gosta e imediatamente outra pessoa canaliza aquilo para ganhar dinheiro ou tornar-se uma carreira. As pessoas se esquecem de desfrutar do que são.
Cada um dá o que reflete a sua essência:
Seres de luz são generosos em todos os seus atos. Pessoas rasas, ao contrário, só podem dar migalhas. Seus gestos por mais que tentem maquiar, são arremedos de altruísmo.
Não dá pra tirar leite de pedra.
Muitas vezes, sem saber, somos assombrados pelos terrores dos nossos ancestrais. Somos influenciados pelas feridas de humilhação, de exclusão, de abandono que eles viveram.
A dor gerada por esses choques pode reverberar por gerações.
Então, às vezes, sofremos sem compreender o motivo. Não podemos compreender e nem fazer a relação de causa e efeito.
Essa dimensão do nosso psiquismo é chamada de ‘transpessoal’, pois está além do ego e da biografia, mas ela ainda nos influencia intensamente.
Muitas vezes, nossos ancestrais estão presos em quadrantes da consciência, sofrendo e aguardando cura através de nós.
Eles esperam que alguém da sua linhagem parental amadureça o suficiente para iluminar as dimensões do amor capazes de quebrar as correntes que os mantém aprisionados.
Aqui eu acrescento que cada um dá o que reflete a sua essência. Pessoas rasas só podem dar migalhas. Seres de luz são generosos em todos os seus atos. Seus gestos, por mais que tentem maquiar, são arremedos de altruísmo. Não dá pra tirar leite de pedra.
Obrigada Deus por meu cabelo ainda não ter aprendido a matar, porque desde criança eu ouço que ele é ruim.
Você se pergunta se está no caminho certo. Mas como alguém pode te dizer se nem ela mesma sabe se está no caminho certo?
E depois, o que é o caminho certo? O que, ou quem pode apontar o Norte, servir de bússola nesses tempos -no mínimo- inglórios?
Quem pode dizer o que é o certo e o errado para a sua, para a minha vida?
Porque deveríamos credenciar alguém para tão ingrata missão?
Porque por mais que alguém seja justo, bom, digno e honesto aos nossos olhos, não significa que terá as respostas que buscamos.
Nem que a receita que deu certo para uma pessoa vai ser igual para um de nós.
Então, qual o caminho a seguir?
Como viver a nossa vida em segurança ou pelo menos, com tranquilidade?
A resposta mais correta é confiar nos seus instintos. Esquece esse papo de agir com a razão. Ou ouvir o coração.
A razão tem feito tudo isso que vemos a nossa volta: O caos.
E o coração! Ah, esse retardado que anda batendo por qualquer porcaria que se mova. Que não sabe diferenciar um elogio de um ardil...
Alguma pessoa muito perdida recomendou isso um dia.
Ouça o que diz o seu instinto. Ele é aquele resquício digno da nossa ancestralidade. Que é isso o que somos. E o nosso maior erro foi anular essa ferramenta negando o que somos: bichos, feras.
Umas adestradas. Outras nem tanto.
Mas bichos.
O nosso instinto nos guiará para um lugar seguro. Ou seja, para bem longe de nós mesmos.
Meire Moreira
Eu não autorizo o Mark Zuckerberg entrar na minha casa, abrir minha cabeça e comer meu cérebro com uma colher.
Mãe me amamenta outra vez
Me traz para a vida
Cuida de mim
Mãe, segura a minha mão
Me leva em segurança pela vida afora
Penteia os meus cabelos
Remenda as minhas roupas
Traz aquele leite morno com bolachas
Quando eu estiver doente
Ri de novo das minhas palhaçadas
Que eu sempre faço só para te fazer rir
Me mostra o chinelo outra vez
Mãe, conta uma história
Lembra da sua casa
Lembra da sua mocidade
Do seu cavalo tão bem cuidado
Mãe, me chama de Beth, Marga, Zena,
Troca o meu nome outra vez
Mãe, faz tudo de novo
Tão igual e tão perfeito
Na sua simplicidade e ternura
Mãe, não morra nunca
O mundo é muito feio
Imagina sem a senhora aqui...
Mãe, eu amo a sua comida.
Meire Moreira
É necessário apenas uma árvore para fazer um milhão de fósforos e apenas um fósforo para queimar um milhão de árvores.
A vida é cíclica. Lembre-se sempre disso.
