Coleção pessoal de MatheusHoracio

61 - 80 do total de 372 pensamentos na coleção de MatheusHoracio

Talvez, se eu tivesse sido um pouco mais corajoso, teria dito para as pessoas o quanto as amava, o quanto eram importantes. O tempo passou, e os sentimentos delas são banais, superficiais e frios. Uma pena...

Então, antes viver sem esperar, ou planejar ou se envolver em todas as ideias que a mente projeta.
As coisas se resumem tanto nisso.
Se você for lá, e produzir no seu imaginário um amontoado de situações incríveis, mesmo que um passeio na praia, uma prisão domiciliar com filme e pipoca, ou até uma taça de vinho na varanda, tudo acaba sendo realizado ao contrário. Como uma chuva na praia, um filme sozinho, e um vinho que não desce.
E a gente vive fingindo que tem um otimismo inabalável na melhora natural, mas não há melhora e nem sabemos de fato se haverá.
No final é isso aí que você vê. Esfria e esquenta, liga e desliga, uma bola de neve que de forma muito inocente, a gente torce para derreter e revelar algo de bom no interior.

É um estado humano muito infeliz, esse de valorizar um pôr-do-sol quando não se tem, ou lamentar pelos abraços e beijos quando não estão mais disponíveis. Um castigo forçado mostra como são as coisas comuns e pequenas que dão forma e sentido a todas as existências.

Pedro era sim uma persona ímpar. Não havia feito nada de grandioso, nem realizado grandes momentos. Seu principal diferencial era se sentir genuinamente feliz pelos feitos de quem amava. Pedro gritou como nunca na formatura de sua amiga, Helena. Quando soube que Bruno tinha conseguido o "sim" de uma garota, Pedro o abraçou. Quando Gustavo, seu primo, finalmente chegou no altar, Pedro chorou. Ele percebeu que a alegria poderia vir, não só das coisas que fazia, mas das conquistas de quem amava. Como alguém assim não mereceria o mundo?

Somente os tolos acreditam que não vão ou não precisam mudar.

Eu evito a discussão,
O debate
E a briga.

Não troco uma frase
Com quem acredita
Ter um rei na barriga.

Quero levar o tipo de vida que no dia em que eu partir, tenha tantas pessoas para se despedirem, e orarem, e agradecerem, que elas se olharão e dirão: "Só ele mesmo para trazer tanta gente."
Não tenho ambições, meu único legado é o que faço por alguém e como serei lembrado por isso.

As pessoas se aproximam e se afastam como lhes convém. Não seja deselegante de ficar onde não o querem ou só quando querem. Opte por ser elegantemente ausente.

Minha maior maldição é nunca me esquecer de algo. Meu maior dom é minha maior maldição.

Não é sobre como começamos, mas sobre como encerramos. Quando paramos com o "tudo bem" e entendemos que o "basta!", é sim uma necessidade que impede a loucura.

É um erro pensar que só porque algo nos agrada, esse algo não desagrada o senso comum. Nossa mente está habituada a tomar coisas que consideramos boas como uma verdade, simplesmente para satisfazer nossa carne e pensamentos.

E agora, entre pessoas aparentemente bem, e totalmente normais aos olhos, deixamos de enxergar o quanto estão sentimentalmente traumatizadas e fragilizadas. Elas temem que os piores filmes se repitam, evitando o início por medo do fim.

A melhor parte do meu dia é quando eu não preciso lidar com as pessoas. Quando não preciso responder perguntas, nem encarar os olhos piedosos. Esse momento que eu passo pela porta, sento na cadeira e sou só eu. Apenas eu, e nada mais.

Algumas palavras são tão fortes que ao serem ditas de forma banal, deveria ser considerado pecado.

O ser humano é mutável,
Por que não seria?
Por que ser a mesma casca impenetrável,
A cortina fina entre o que devemos e o que podemos ser.

Por que não seria amável?
Por que não seria gentil?

O que vivemos, o que passamos, enfim...
Levamos conosco, enrolamos numa mochila, escrevemos no teto, nas paredes.
Mas isso não nos define.

Por que definiria?
Por que não ser algo melhor do que fui ontem?

Mesmo se chover, mesmo se nevar, mesmo se o café não estiver acompanhado de nada pelos próximos 10 anos. Por que lamentar?

Por que o lamento?
É mais fácil entender, compreender que tudo é posse do tempo, mas quem dirige, escreve e corrige o momento, é você.

É preciso resolver as ausências, porque a vida se resume em ausências. O frio é ausência de calor, a morte é ausência de vida. Mas antes de mais nada, o ódio é ausência de amor. Temos que lidar com as coisas importantes que nos faltam, para não vivermos dos restos.

Na verdade, me surpreendo mais quando as coisas dão certo do que quando dão errado.

"Na juventude eu vivenciei todas as coisas que eram possíveis. Tive uma uma vida plenamente incomum. Não me apeguei a pessoas, e conheci muitas delas. Meu envolvimento era superficial, como o de muitos homens. O desejo era carne, de satisfazer o momento. Evitando o compromisso, vi minhas paixões conhecerem outros homens e até casarem com eles, terem filhos, netos e serem felizes. Aqueles eram os filhos que nunca faria, e as famílias que não construiria, e os netos que não buscaria nunca na escola. E hoje é tarde demais para lamentar. Uma pena, uma pena."

Por que a fraqueza está em quem sente e não em quem abre mão de sentir?

E tenho me preocupado com aqueles sorrisos. Sorrisos que dizem "eu não tô bem", mas abrem mão do diálogo, do questionamento. Pelo cansaço de responder as mesmas perguntas, ou por não ter tantas respostas. Por trás de cada um desses sorrisos vazios tem um pouco menos de cor, de vida, ou desejo de buscar coisas melhores. Estão simplesmente abrindo mão de tudo.