Coleção pessoal de marinhoguzman

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Sempre os mesmos.

Nesses dias de Copa e pós Copa vendo esse “sambadocriolodoido” que é o futebol brasileiro lembrei da Tânia, namorada nos anos oitenta que não perdia a oportunidade de me lembrar sempre, numa crítica velada e bem-humorada, o grupo dos meus amigos que formavam uma tropa desvairada.
Sempre os mesmos! Criticava ela...sempre os mesmos...
Unidos pelas motocicletas de grande cilindrada, carros potentes, discotecas da moda, Aquarius, Banana Power, Papagaio, Ta Ma Tete, Hipopótamus, Gallery e claro pelo álcool que rolava solto.
A turma do futebol brasileiro é a dos “sempre os mesmos”.
Mesmos técnicos, mesmos dirigentes, mesmos “investidores”, mesmos críticos, locutores e “entendidos” de todo o gênero.
E na política heim? Sempre os mesmíssimos. Quando aparece uma figura nova é dos mesmos que já vinham frequentando o noticiário como ativistas, grevistas, sindicalistas, ladrões e baderneiros em geral.
Sempre os mesmos...Por onde andará a Tânia? Se eu tivesse que adivinhar diria que ela, diferente de mim era a novidadeira, da turma dos “sempre outros”.
Sempre outros cabeleireiros, outras lojas de grife, outras amizades, outros namorados.
Foi nessa que eu dancei. Eu sempre com os mesmos, ela sempre com os outros...Rsss...
Não foi de todo mal!

Nossa vida, nossas histórias e nossas lembranças.

Só tem história quem viveu e construiu sua própria história.
Lutas, derrotas e sucessos, nem sempre nessa ordem, estão guardadas em algum canto.
As lembranças são chamadas, ou irrompem como um passe de mágica, para não dizer como por milagre.
Por por uma fração de segundo é como se revivêssemos uma parte da nossa vida.
Até as más lembranças podem ser boas, quando se pensa na graça da superação.
O bom senso e a razão mandam que a gente viva um dia depois do outro, alguns dizem, como se não houvesse o amanhã.
Há grandes mentiras que são contadas como verdades e grandes verdades que ficam para sempre ocultas.
O julgamento do homem é feito pelos próprios homens, por Deus e pelas nossas lembranças. Essa, implacável.

Tudo passa.

E a Copa passou.
Fica a lição de que não há mal que sempre dure ou bem que não acabe.
Pouco se fala dos sete a um, dos três a zero e a vergonha da derrota, fica por conta da mídia, que precisa endeusar uns e trucidar outros, para no meio da polêmica vender qualquer coisa, porque tudo se vende anunciando no jornal, nas revistas, no rádio na TV e agora na internet.
E o Dunga heim? Quando a gente esperava o dia de rezar a a missa de dez anos, aparece o cadáver insepulto.
É da natureza humana esquecer.
É certo que o tempo entre o dia seguinte e o esquecimento pode parecer uma eternidade, mas se não há mal que sempre dure, vamos torcer para que o bem não acabe.

Vagabundos.

Ninguém mais se escandaliza ao ver as ruas do Guarujá tomadas por vagabundos andarilhos que incomodam os transeuntes de várias maneiras.
Bêbados, flanelinhas, flanelinhas bêbados, homens e mulheres jovens e fortes, perambulam à cata de qualquer trocado que lhes supra as necessidades.
A condescendência com essa situação, aliada à piedade que a maioria de nós tem pelos seres humanos e pelos animais abandonados, impede que façamos justiça com as próprias mãos, negando votos para os verdadeiros culpados pela situação que o país atravessa.
Vagabundos criminosos posam de políticos enganando a cada eleição todos os que os elegem.
Não há muito que a maioria de nós possa fazer senão execrar esses políticos vagabundos.
Aqui no Guarujá precisamos banir a eleita por contar mentiras.Não contente em não cumprir as promessas, atirou a cidade num caos maior ainda do que o deixado pelos últimos prefeitos.
Todos ladrões e corruptos, inelegíveis e condenados por atos de improbidade.
Para alguns foi necessária a justiça divina, porque em vida teriam burlado em toda e qualquer instância a justiça dos homens.

Não temos que respeitar os mais velhos porque eles são velhos, mas porque eles são mais experientes e provavelmente já vivenciaram situações muito parecidas com as que afligem com dúvidas os mais jovens.

Já vi dezenas de mulheres acusando as rivais de fúteis e vulgares.
Nenhuma delas era bonita e charmosa e a inveja encobria qualquer possível traço de inteligência.
Não é exatamente a roupa que deixa a mulher vulgar.
Certas mulheres são vulgares até de pijamas, debaixo dos lençóis e com a cabeça coberta pelo travesseiro.
Se você vê vulgaridade em determinada atitude tente fazer diferente ou melhor.
Grandes damas já foram acusadas de vulgaridade pelo sucesso que alcançaram,mas quem as acusou jamais ultrapassou o patamar de despeitada e invejosa.

Não é exatamente a roupa que deixa a mulher vulgar.
Certas mulheres são vulgares até debaixo dos lençóis e com a cabeça coberta pelo travesseiro.

Já vi dezenas de mulheres acusando as rivais de fúteis e vulgares.
Nenhuma delas era bonita e charmosa e a inveja encobria qualquer possível traço de inteligência.

Saiba o que é um teste fotográfico.

Uma pessoa considerada bonita pode não ser fotogênica e aparecer feia e uma pessoa feia pode ficar bem na foto o que chamamos de fotogênica.
Testes fotográficos ou testes de fotogenia, são experiências que o fotógrafo faz quando retrata uma pessoa.
As variações podem ser por ângulos, condições de luz diferentes, situações criadas para que a modelo se coloque em posições harmônicas ou mesmo de diferentes lentes.
Além das condições técnicas para obter a imagem, o fotógrafo pode contar com habilidade para colocar a modelo em posições esteticamente favoráveis que a deixarão com disposição para conseguir expressões que farão transparecer o resultado que se espera naquela foto.

Conversa vai, conversa vem, a gente percebe que a vida toda é um vai e vem.

Quanto mais alto a gente sobe, fica mais perto do precipício.
Quanto mais baixo a gente desce, mais dentro do precipício.

Nem bem... Neymar... muito pelo contrário.

Para o bem ou para o mal, a Copa veio mas já foi. Pelo menos para nós.
Vi pouca gente recriminando nossa candidatura para sede, aliás, fizeram até torcida uniformizada e carnaval pela “eleição”.
Depois, muita gente torceu para dar tudo errado, mais por torcer, do que pelo tamanho das contas a pagar.
Foram muitos pontos positivos e o País ficou mais conhecido pelas belezas naturais do que pelo futebol medíocre que jogou.
Se a mídia não negou informações, não tivemos mais crimes do que estamos acostumados na luta diária pela sobrevivência.
Os aeroportos suportaram incrivelmente o volume de usuários, não caiu nenhuma arquibancada nos estádios, não houve mortandade de turistas incautos, mesmo dos que fizeram das favelas atração turística.
Podemos ter ganho muitos dólares e euros com os turistas que vieram de todas as partes, mas há notícias de que o comércio não ligado diretamente ao evento perdeu muito pelas interrupções voluntárias e pelas obrigatórias, aqui, o empregado tem direito de faltar ao serviço sem justa causa e ainda “comprovar” que estava doente com atestado falso.
Nesses dias o povo pareceu letárgico, anestesiado, igualzinho como historicamente se descreve, nos antigos impérios onde se mantinha o poder à custa de pão e circo.
Por aqui, foi pizza e circo porque o Judiciário se aproveitou do picadeiro para aumentar os salários dos palhaços.
Acabou! Nem bem, nem mal e o Neymar, coitado, quase acabaram com ele como acabaram com o futebol do Brasil.
See you daqui a quatro anos na Rússia, agora é trabalhar.

O discurso do Felipão estava pronto, perdêssemos por um, por dois, na prorrogação ou nos pênaltis.
Perdemos um jogo depois de ganharmos todos os anteriores ou a maioria, disse ele e não mentiu.
Não é disso que falamos, não é essa a recriminação nem essa desculpa serve para essa derrota, que não foi por um, por dois nem por seis.
Foram sete gols que mostraram não só a diferença técnica e tática mas a mentira que nos pregaram de que estávamos à altura dos contendores.
Foram sete, conta de mentirosos como diz o ditado, mais uma das várias mentiras do Felipão.

Sinceramente? O retrato do Brasil!

Essa é só mais uma derrota, num contexto geral que mostra a radiografia do Brasil.
País que acredita em qualquer mentira, seja econômica seja futebolística. Será que esse é o preço a pagar pela derrota do PT?
Não pode nem deve haver perdão nem palavras de consolo. O Brasil é como aquele garoto que faz coisas erradas, que cabula a aula e repete de ano e os pais colocam a culpa nos professores.
Não tem que haver desculpa tem que haver a conscientização de que precisamos corrigir os erros e não aceitar passivamente a derrota cada dia com uma desculpa.
São todos grandes mentirosos a quem só importam os milhões de reais, dólares e euros que entram nas suas contas.
Para nós ficam as contas a pagar e a vergonha de hoje sermos brasileiros. Brasileiros enganados!

Espelho! Espelho meu...

Você há de concordar que a gente se espelha em modelos, ídolos, gente que a gente admira por atributos físicos, intelectuais e morais.
Mas tem gente que leva a admiração ao extremo da imitação pura e simples, sem buscar os valores intrínsecos que seus ídolos têm.
O lago reflete as nuvens, mas nunca será céu.

Brasiiiiiilll!!!

Não pela ordem, hoje as coisas mais importantes do mundo para a maioria dos brasileiros são a vitória do Brasil, a contusão do Neymar, as críticas ao Galvão Bueno como locutor esportivo, o sucesso das transmissões do Datena, o chororô dos jogadores, uma hora por isso, outra por aquilo e como é que o Felipão vai se virar para ganhar a Copa com um escrete que vale e fatura bilhões de dólares.
Todos com muitos milhões de dólares nas suas contas bancárias e os brasileiros, esses mesmos que discutem sábia e acaloradamente esses assuntos, sem ingresso para ver as partidas e nem ao menos dinheiro para liquidar o saldo negativo na conta, a parcela mínima do cartão de crédito e nem sonham em ter um plano de saúde digno.
Prá frente Brasil!

A Copa, o copo e a ressaca.
Pelo título você pode pensar que eu não estou contente com os resultados da Copa. Errou!
Dos males os menores, as coisas têm transcorrido bem, apesar de tantos pesares, que começam com a falta de de critérios e de oportunidade desse evento em países considerados em desenvolvimento, como o Brasil onde as prioridades como educação, saúde, trabalho e justiça não são observadas.
Mas isso todo mundo sabe e não há quem ou o que, possa resolver isso, enquanto o sistema dito democrático for dirigido por um bando de idiotas eleitos por outros ainda maiores. Deveriam mudar o nome de democracia para idiotacracia ou coisa parecida.
Ficamos então, como em idos tempos, onde já se sabia que quanto é fácil enganar o povo com pão e circo.
Tá certo ainda que temos no evento muito mais bebidas alcoólicas do que pão e que esse circo é bem menor do que o das próximas eleições que se avizinham, onde certamente trocarão um ladrão pelo outro ou como no caso da ladra, segundo as pesquisas, será reeleita com os votos dos ignorantes já mencionados.
A ressaca? Hummm...ela certamente virá daqui a pouco, ganhe ou não o Brasil e como diz o ditado popular, para combater uma ressaca nada melhor do que uma cerveja, breve teremos as Olimpíadas, o Campeonato disso e daquilo, a Fórmula Um... e por aí vamos, como diz o meu amigo Caio Borges, trocando dólar falso por cheques sem fundo.

Prá frente Brasil!

O Brasil é maior do que seus políticos corruptos, seu povo inculto e as manifestações extemporâneas que não levam a nada.
Meu pai já dizia que antes da hora é hora, na hora ainda é hora e depois da hora não é mais hora.
Passou da hora de tentar empanar o brilho da festa. É hora de união para tentar salvar o que resta de dignidade e captar o que for possível para engrandecer a Pátria.
Esses poucos elementos tresloucados me fazem pensar numa parcela de descontentes com uma viagem de navio que tentariam afundá-lo para demonstrar que não estão gostando, ainda que afundassem com o barco.
Nem adianta dizer que a festa de abertura foi ruim, que o juiz errou ou que a Presidenta ficou escondida para não ser vaiada.
Para a história ficará a vitória por três a um,esse um um gol contra do Marcelo e um país que tem tudo para continuar sendo o melhor lugar do mundo, ainda que ruim, para mais de duzentos milhões de brasileiros.
As maiores potências do mundo tiveram grandes desastres e personalidades nefastas nas suas histórias, mas estão aí como exemplos de democracia, como maiores economias do mundo e como os melhores lugares para se viajar, conhecer ou morar.
Criticar é bem mais fácil do que realizar. O que fizeram os que estão criticando? Nada! Provavelmente não fariam nem isso, nem melhor.
Bola pra frente!
Brasil!

Todo mundo quer ir para o céu mas ninguém quer morrer.


O assunto morte ou fim da vida é tabu para muita gente e para falar a verdade, não é mesmo dos mais interessantes mas acho que vale a abordagem, porque a morte é uma das poucas, se não a única experiência que todos vamos ter.
Se não é fácil saber quando será o momento final para cada um , ainda que sejamos acometidos de grave doença, o que dizer então, da morte abrupta ou da expectativa quando ela se avizinha.
Não há quem possa entender, como um ícone como Michel Schumacher, possa estar em coma profundo depois de uma vida gloriosa, onde esteve próximo de acidentes muito mais graves do que uma queda de sky a menos de cem quilômetros por hora, numa montanha coberta de neve.
Como serão os anos que nos restam? O que nos aguarda até a hora final? Todos sabemos o que tivemos até agora, todos superamos os problemas, seja de que natureza tiverem sido, com ou sem grandes sequelas.
Acho que nunca terei com as pessoas próximas essas conversas e cada um vai encarar o assunto no seu próprio íntimo, ou nem pensará nisso.
Mas a dúvida é grande. Serão trinta anos? Vinte? Dez ou cinco? Como serão esses últimos anos?
A certeza do fim pode boa e ser motivo para que a gente viva bem aproveitando o máximo.
Pretendo fazer como se a minha vida fosse um doce dos mais gostosos e que pelo pouco que resta eu venha a saborear o máximo.

Tim!Tim! Saúde! Um brinde à vida ainda que o assunto seja a morte.

Quem tem mais erra mais?

Não dá para acertar todas, o importante é não errar todas.

E nesse vai e vem de erros e acertos a vida segue o rumo que damos, mercê do livre arbítrio.
Quando jovens erramos mais,até porque é na tentativa e erro que se aprende a andar. Há que se colocar um pé na frente do outro, um passo de cada vez.
Não saberia dizer se os jovens erram mais porque não ouvem a experiência dos mais velhos ou se seguir conselhos e exemplos é uma questão de inteligência e não de idade.
Tenho amigos velhos que continuam errando e jovens que aprendem rapidamente, sem ter que passar pela experiência às vezes dolorosa, dos erros que poderiam ser evitados.
Diz um velho ditado que quem não arrisca não petisca e com essa ideia , milhares de pessoas começam, todos os dias um novo negócio, seja de prestação de serviços ou de venda de algum produto.
O resultado é desastroso para a maioria. Dados oficiais dão conta que mais de noventa por centos dos novos empreendimentos, feitos por gente que não conhece bem as regras do mercado naufragam em menos de dois anos e há ainda os que apesar de ter gente experiente à testa, naufragam por variáveis incontroláveis.
E ninguém sabe definitivamente tudo. Experientes e bem-sucedidos,
nós às vezes abrimos a guarda e fazemos investimentos arriscados, confiantes nos resultados outrora conseguidos.
Abrir a guarda é sempre perigoso e eu diria que nesses casos, quem pode mais, arrisca mais.
Depois de uma certa idade o melhor é observar mais e arriscar menos e a melhor política para não errar, nesse caso é manter o foco na ideia de que depois de certa idade não se pode arriscar mais porque temos menos tempo.

Será que um dia a gente aprende?