Coleção pessoal de MariaAlmeida
Ninguém tem uma vida perfeita e a essência voluntária e natural de sorrir não a personifica.
Sorrir é simplesmente agradecer profundamente tudo o que se sente e apreciar generosamente tudo o que se tem.
Deslumbrar-me com o que o meu olhar alcança no silêncio de mim, dançar descalça na areia molhada da praia ao entardecer, sintonizar-me com o canto dos pássaros do meu jardim, sentir a delícia do vento nos meus cabelos, sorver o cheiro intenso do jasmim, são sorrisos bobos de perfeitas emoções que o meu coração toca sem parar.
Quando olho diretamente o céu, um longo e translúcido arrepio sacode-me o corpo. Mesmo sem palavras, Deus escuta sempre a minha oração.
Não existe rastilho capaz de detonar a profundeza das nossas raízes. Entre ir e ficar, sentimos vivamente que o nosso lugar é junto das pessoas que mais nos amam, no aconchego familiar de portas encerradas para tudo o que propícia o mal, mas a coragem de longe olhar leva-nos a caminhar e a reinventar a nossa própria história. A vida é o que é. E é assim mesmo. Nem certa nem errada, mas antes um ancoradouro seguro e um vasto mar.
A harmonização de dois corações fundamenta-se na compreensão e na simpatia mútuas de duas almas com necessidades emocionais e o gosto pelo respeito, em que a doação correspondente é a troca de afetos e de generosidades.
Os meus sorrisos descobrem-se sozinhos dentro de mim, lembrando momentos únicos e vivendo presentes infindos.
