Coleção pessoal de MarcioAAC
Há governantes invisíveis que controlam os destinos de milhões. Geralmente não se percebe até que ponto as palavras e ações de nossos homens públicos mais influentes são ditadas por pessoas astutas que operam nos bastidores.
Somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos formados, nossas ideias sugeridas, em grande parte por homens dos quais nunca ouvimos falar.
O público não está ciente do valor real da educação e não percebe que a educação como força social não está recebendo o tipo de atenção que tem o direito de esperar em uma democracia.
Somos dominados pelo número relativamente pequeno de pessoas que entendem os processos mentais e os padrões sociais das massas. São eles que puxam os fios que controlam a mente do público.
Os protestos de massa que estão se tornando parte do cotidiano norte-americano são uma reação contra a submissão emocional que atrela o homem à máquina.
Se nenhuma raiva for sentida em uma perda, nenhuma tristeza real poderá ser experimentada e não terá lugar uma lamentação adequada. É da natureza dos seres humanos protestar contra sua dor e não sufocar o protesto masoquisticamente. Logo, parece estranho que nossa cultura admire tanto um indivíduo que consegue encarar a morte estoicamente sem mostrar nenhuma emoção. Qual a grande virtude que há na repressão das emoções? Este comportamento pode revelar que o ego da pessoa domina e controla o corpo, mas também indica que um aspecto importante de sua humanidade está perdido.
A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.
Não se pode construir nem uma fé sustentadora nem uma autoestima verdadeira com um interesse limitado pela vida.
A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente.
Parece sensato aprender a sofrer colapsos em situações apropriadas e desistir de conflitos desnecessários. A queda devolve a pessoa à segurança sólida da terra e permite que ela renove suas energias e forças nas fontes de seu ser. Pode-se lembrar da estória da luta entre Hércules com Anteu, o filho de Gaia, a Mãe Terra.
O caráter triunfante da mania surge da liberação da energia confinada no conflito depressivo à procura de uma descarga.
Quanto mais esquecido de si mesmo está quem escuta, tanto mais fundo se grava nele a coisa escutada.
