Coleção pessoal de MarcioAAC

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⁠Temos visto, na verdade, que quando na história de uma sociedade uma minoria criativa degenera em minoria dominante que tenta manter à força uma posição que deixou de merecer, esta mudança no caráter do elemento governante, provoca por outro lado a separação do proletariado que não mais admira e imita seu governante e se revolta contra sua servidão.

Enquanto a fé une, o poder divide.

⁠A confiança no poder para garantir segurança é uma ilusão que corrói a fé verdadeira na vida e leve inevitavelmente à destruição. Além do fato que não se pode ter poder suficiente, há também a possibilidade de sua perda. Ao contrário da fé, o poder é uma força impessoal e não parte do ser de uma pessoa. Está sujeito à apropriação por outra pessoa ou outro país. Uma vez que as pessoas cobiçam o poder, o homem que o possui é invejado. Entre outras coisas ele não pode descansar em paz, porque sabe que os outros estarão eternamente fazendo esquemas e manipulações para roubar seu poder. Então o poder cria uma estranha contradição: enquanto parece propiciar um grau de segurança externa, também cria um estado de insegurança interna tanto dentro do indivíduo como no seu relacionamento com os outros.

⁠As pessoas que colocam sua confiança no poder nunca parecem ter o suficiente para estarem completamente seguras. Isso é porque não há a segurança completa.

⁠Tanto para a sociedade como para o indivíduo a fé é a força que sustenta a vida e a faz movimentar-se para diante e para cima. Portanto, é a força que relaciona o homem com o futuro.

As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes.

Não é a fome, mas, pelo contrário, a abundância, o excesso de energias, que provocam a guerra.

Quando os pais assumem o direito de punir, colocam-se no lugar de um juiz. Devem julgar o comportamento da criança para decidir se ela merece ser punida e quanto. O próprio ato do julgamento quebra uma relação baseada no amor. O amor exige compreensão, enquanto que o julgamento exige onisciência.

⁠O amor não pode ser separado da liberdade e do prazer. Ninguém ama verdadeiramente alguém se limita a liberdade dessa pessoa ser ela mesma, de se expressar e de agir por si mesma. Por esse mesmo prisma, não se devia falar de amor e causar dor. (...) As ações do amor são ditadas pelo coração, e não pela cabeça.

⁠Amar é privilégio de maduros. (...) Amor começa tarde.

O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por isso.

⁠O cidadão comum é o censor mais eficiente do mundo. Sua própria mente é a maior barreira entre ele e os fatos. Seus próprios "compartimentos à prova de lógica", seu próprio absolutismo são os obstáculos que o impedem de ver em termos de experiência e pensamento, e não em termos de reação de grupo.

⁠A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões organizadas das massas é um elemento importante na sociedade democrática. Aqueles que manipulam este mecanismo invisível da sociedade constituem um governo invisível que é o verdadeiro poder dominante do nosso país.

⁠A nova competição é provavelmente mais acirrada nas indústrias de alimentos, porque temos uma limitação muito real sobre o que podemos consumir – apesar de rendimentos mais altos e padrões de vida mais altos, não podemos comer mais do que podemos comer.

⁠Os pensamentos e as ações do homem são substitutos compensatórios para desejos que ele foi obrigado a suprimir.

Não importa quão sofisticado, quão cínico o público possa se tornar sobre os métodos de publicidade, ele deve responder aos apelos básicos, porque sempre precisará de comida, anseia por diversão, anseia por beleza, responde à liderança.

A única propaganda que tenderá a enfraquecer-se à medida que o mundo se tornar mais sofisticado e inteligente é a propaganda que é falsa ou antissocial.

⁠Tudo o que é de importância social é feito hoje, seja na política, finanças, manufatura, agricultura, caridade, educação ou outros campos, deve ser feito com a ajuda da propaganda.

⁠Mas sendo dependentes, todos os dias do ano e ano após ano, de certos políticos para notícias, os repórteres do jornal são obrigados a trabalhar em harmonia com suas fontes de notícias.

⁠No lugar dos pensamentos, há impulsos, hábitos e emoções.