Coleção pessoal de Marcial1Salaverry

561 - 580 do total de 1792 pensamentos na coleção de Marcial1Salaverry

VIAGENS AÉREAS PELO CONGO
Este é um capítulo especial do que foram as aventurosas viagens aéreas pelo Congo...
Os passaportes venceram, e era preciso renová-los. Brasil e Congo não tinham relações diplomáticas.
Assim, foi preciso ir até Luanda, para efetivar a renovação, e foi uma viagem simplesmente maravilinda...
Trecho extraido do capítulo, PASSEIO EM LUANDA...

Como em Kinshasa não havia embaixada, nem do Brasil, nem de Portugal, foi necessário ir até Luanda para renovar os passaportes. E foi uma maratona, pois nos deslocamos de jipe de Kinshasa até Matadi, e lá atravessamos a fronteira para a base militar de Noqui, onde iriamos embarcar num garboso monomotor para ir até Luanda. E lá fomos nós... Apenas Neyde e eu, pois as crianças ficaram em Kinshasa, aos cuidados de nosso amigo Ruy Hasson...

E então, começou uma aventura totalmente inusitada... Senão vejamos.
O comandante militar de Noqui, ao saber estar diante de brasileiros, desmanchou-se em gentilezas, e convidou-me para assistir ao interrogatório de alguns rebeldes capturados. O interrogatório desenvolveu-se no dialeto “kimbundo”, do qual tinha algum conhecimento. Pude, então, constatar com assombro os reais motivos que levavam aquela gente à sangrenta rebelião em que estavam envolvidos. Esperando ouvir as tradicionais declarações de “queremos independência”, “amor pela pátria”, fiquei verdadeiramente estarrecido ao ouvir que o principal motivo que os impelia à guerra, era o fato de que o feiticeiro da tribo lhes dissera que, “para cada branco que matarem, terão 1 ano a mais de vida”. Pode? Fazer-se uma rebelião tão sangrenta só por esse motivo? Enfim... Coisas da África.

Fomos então chamados ao “aeroporto” onde vimos a possante aeronave que nos levaria até Luanda.
Um garboso monomotor de 4 lugares. Ficamos encantados com essa oportunidade de viajar com exclusividade. Só o piloto, Neyde e eu. O encantamento aumentou, quando o piloto com a maior simplicidade, pediu para encostarmos o jipe mais perto da avioneta, pois ele precisava fazer uma “chupeta” na bateria, para poder dar a partida no avião. Achei excelente o sistema. Minha esposa inadvertidamente, perguntou o que poderia acontecer se a bateria “pifasse” em pleno vôo. Muito divertidamente, o piloto só disse: "Aí, madame, não haverá com que se preocupar.." Não se esqueçam de que iríamos sobrevoar uma região de floresta fechada, e em poder dos rebeldes.
Decididamente reconfortador. Felizmente, chegamos a Luanda sãos e salvos, apenas com ligeira alteração nos batimentos cardíacos.

Luanda merece um capítulo à parte. Era uma cidade linda. Muito bem cuidada. Com inúmeros pontos de diversão. Além dos encantos naturais da cidade, outras coisas chamaram nossa atenção, a começar pela gentileza especial que fomos tratados pelos patrícios portugueses. Realmente, nunca é demais salientar esse detalhe. Foi só correr a voz de que haviam brasileiros em Luanda, e começamos a ser procurados por eles. Uma certa tarde, estávamos parados num ponto de ônibus, quando um cidadão veio falar conosco, indagando se “nós éramos os brasileiros que haviam chegado do Congo”. Ante nossa afirmativa, não teve dúvidas em colocar-se a nosso dispor para nos levar a conhecer todas as belezas de Luanda. Jamais havia visto tanta gentileza. Jamais poderei agradecer suficientemente o tratamento que nos foi dispensado. Fomos convidados para sardinhadas, bacalhoadas, passeios. Tudo pelo simples fato de sermos “os brasileiros que haviam chegado do Congo”.
Realmente impressionante." E, sobretudo, inesquecível...

E para a viagem de volta, não houve necessidade de nenhuma "chupeta", mesmo porque o jipe havia ficado em Noqui, e nos levou a Kinshasa de volta...
(Nota da Redação) Chegamos sãos e salvos, pois a bateria não pifou, e assim posso estar contando a história, e sempre desejando a todos UM LINDO DIA...

Marcial Salaverry

Visitar a cidade de Vassouras, é realmente dar um
mergulho no passado, e faz muito bem para a alma...
De vez em quando é bom relembrar esta viagem
feita em 15/10/2002...
Osculos e amplexos,
Marcial
Texto escrito em 23/10/2002

VASSOURAS... Um mergulho no passado
Marcial Salaverry

Viajar sempre é bom. Viajar para aprimorar a cultura, além de um belo e merecido repouso, melhor ainda. E, se além de tudo isso, ainda curtir um local onde o Amigão exagerou quando fez a divisão das belezas naturais, fica um passeio inesquecível. Tudo isso encontrei neste passeio às serras fluminenses.
Procurei contar alguma coisa neste poema, algo sobre Vassouras... um local que não será varrido da memória.

"Viveu glórias no passado,
ainda hoje cultivado...
Seu Patrimônio Histórico tombado,
cuidadosamente conservado...
A História preservada,
jamais será olvidada...
Ocupou importante lugar na História,
e hoje conta sua história...
Casarões... seu calçamento, parte da glória,
jamais se apagarão da memória...
Vassouras... da memória jamais será varrida...
Sua História, nunca será esquecida.
Suas palmeiras imperiais,
árvores colossais,
atestam a grandiosidade,
que é um dos orgulhos da cidade...
Árvores que tem sua história...
Monumentos de dias de glória...
Seus museus muito bem cuidados...
Documentando fatos históricos testemunhados.
Casa da Hera,
mostrando como a vida era...
Eufrásia e seus amores...
Dando do amor as cores,
que deixaram quase maluco
até a Joaquim Nabuco...
Por suas ruas passear,
é no passado mergulhar...
E o orgulho do presente...
Em suas escolas, não há criança ausente...
Índice zero em analfabetismo,
mostrando a atenção
dedicada à educação...
Vassouras... sua história não pode ser esquecida...
Da memória, não pode ser varrida.
Marcial Salaverry".

Um pouco da história e da importância que Vassouras representou na História:
Era ponto de parada e reabastecimento para os tropeiros que faziam o transporte do ouro das Minas Gerais para o Rio de Janeiro.
Quando o Ciclo do Ouro entrou em declínio, começou o Ciclo do Café, que trouxe grandes fortunas para a região. Construíram-se luxuosos palacetes nas fazendas e na cidade. Com o fim da escravidão, acabou o ciclo do café. Os fazendeiros não dispunham mais dos escravos para avalizar seus débitos com os bancos, que principiaram a ser executados. As fazendas começaram a ser compradas pela burguesia mineira, que as transformaram para a criação de gado leiteiro e produção agrícola.

Ficaram as sedes das fazendas, palacetes, praças, palmeiras, e as famosas ruas de "pé de moleque".
Vassouras... recomendo a visita... realmente, vale a pena.
Sem varrer essas lembranças, desejo a todos UM LINDO DIA.

"Vassouras... tem na sua história,
um lugar especial na História...
é essa sua maior glória...

Marcial Salaverry"

Lembranças de um safári na Reserva Animal do Kivu, no Congo...
A impressionante tática das leoas caçadoras...
ver isto ao vivo e a cores, foi um privilégio...
Marcial, le congolais.

LEMBRANÇAS DE UMA CAÇADA NA ÁFRICA
Marcial Salaverry

Para saciar a fome do bando,
lá vão as leoas caçadoras,
seu alvo buscando...
Em meio à manada,
escolhem um búfalo,
que será a próxima refeição...
Três leoas, cercam-no...
Uma corre pela sua esquerda,
outra pela sua direita,
a terceira vinha atrás.
O búfalo, tentava fugir,
mudando de rumo,
sempre acompanhado pelas leoas,
como em movimentos ensaiados...
A gatinha que vinha pela retaguarda,
em seus botes, atingia
a traseira do búfalo, minando-lhe a resistência.
O búfalo começou a dar os primeiros sinais de cansaço...
Então, a leoa que corria pela esquerda,
grudou em seu pescoço...
E foi o fim...
Ele tombou...
Antes de o devorar,
as caçadoras ficaram a esperar
pela chegada do macho...
Com um andar imponente,
chega o leão,
e principia sua refeição...
Essa a Lei da Selva...

Marcial Salaverry

O que pode representar apenas um certo
receio, e o que pode causar medo?
Existem certas situações que podem causar
aquela desagradável sensação de medo.
Que coisas são essas que provocam essa sensação?
Osculos e amplexos,
Marcial

DIFERENÇA ENTRE RECEIO E MEDO
Marcial Salaverry

Embora sejam palavras análogas, existe uma certa diferença entre o que causa apenas receio, ou o que representa medo. Um receio nos faz analisar com mais cuidado, mas seguimos em frente, mas o medo pode nos fazer recuar, e algo que sempre pode provocar medo, é o medo de sentir medo, e durante toda a vida, iremos enfrentar situações que talvez sejam de difícil ou mesmo de impossível solução, e são situações que poderão provocar um certo receio em nosso interior, cuja eventual falta de solução poderá nos causar danos, físicos, financeiros, ou morais. Mas delas não poderemos fugir, contudo, é necessário que as enfrentemos. Precisamos aprender a enfrentar nossos medos, pois é assim que poderemos justificar nossa passagem pela vida, sabendo como vencer nossas limitações. Sempre será preciso saber considerar que nem todos são vencedores, nem nós, e que a vitória sempre dependerá de circunstâncias, de como iremos aprender o que a vida tem para nos ensinar. Sem medo de errar, sem receio de perder. Com desejo de vencer.
Existe um pensamento de Maurice Freehill que merece uma análise, senão vejamos:
"Quem é mais tolo: a criança que tem medo da escuridão ou o homem que tem medo da luz?"

Com toda a certeza, essa pergunta é muito fácil para ser respondida, pois claro está que o homem que tem medo da luz é muitas vezes mais tolo do que a criança que teme a escuridão, e para chegar a tal conclusão,basta considerar que a criança está começando a viver, assim sendo, depende de alguém que lhe mostre o mundo. A escuridão a que nosso amigo se refere, é a vida que ela terá pela frente. Apenas teme o porvir que está por vir, que lhe é totalmente desconhecido, por isso o teme. O que a criança teme, pode ser considerado receio, pois ela teme, mas quer enfrentar, desde que a luz lhe seja acesa...

E assim, compete aos pais, aos professores, acender a luz para que a criança possa ter uma visão clara da vida, e possa definir do que ela deve ou não ter medo. Portanto, cabe aos adultos orientá-la no sentido de saber enfrentar todas as "escuridões" que fatalmente terá pela frente. Portanto, esse medo da escuridão, metaforicamente, quer dizer que ela apenas tem um certo receio pelo que ainda lhe é desconhecido, que é seu futuro. Ela apenas poderá se basear naquilo que lhe for apresentado, para ir vencendo seus receios, e assim ir vivendo sua vida, superando assim seu medo pela escuridão.

Assim considerando, esse temor que o adulto tem da luz, indica que realmente é muito mais tolo que a criança, pois a luz aqui simboliza a vida, com todas as lições que ele teve oportunidade de aprender, e se não as soube aproveitar, é porque realmente é tolo, pois ele já teve oportunidade de
discernir bem o que deve ou não ser temido, ficando claro que a luz (a vida) deve ser aproveitada para iluminar o caminho, e nunca poderá ser temida, já que o medo de viver sempre induz ao fracasso. É preciso saber enfrentar ou mesmo contornar obstáculos, nunca fugir deles. Caso sejam insuperáveis, deverá procurar novos caminhos, nunca fugir deles. Aqueles que se encolhem com medo de mostrar-se ao mundo, por temer a luz, não vivem, limitando-se a passar pela vida. O medo de perder, fatalmente impedirá a vitória.
Portanto, este infeliz teme aquilo que ele já conhece, e apenas lhe falta coragem para enfrentar. Fatalmente será derrotado pela vida. Passará pelo mundo, mas não viverá.

E sempre lhe será difícil ter UM LINDO DIA, que é exatamente o que desejo a todos, sem receio desse lindo dia que teremos pela frente...

Seja com pandemia, seja com distanciamento,
seja como for, a vida sempre vale a pena ser vivida,
assim como ela é, pois é a única que temos, e devemos
saber vive-la com todos os cuidados possíveis...
Ósculos e amplexos,
Marcial

A VIDA COMO ELA É
Marcial Salaverry

Não se assustem crianças, não vou contar episódios do grande Nelson Rodrigues. Simplesmente estou "roubando" o título, pois recebi uma mensagem muito interessante, também de autoria do meu grande e prezado amigo L'Inconnu, e que fala justamente sobre a vida. E quem não quer conservar a sua? Devemos dela cuidar tomando todos os cuidados possíveis e necessários para bem conservá-la.

"As páginas da vida são cheias de surpresas... Há capítulos de alegria, mas também de tristezas, mistérios e fantasias, sofrimentos e decepções...
Por isso, não rasgue páginas e nem salte capítulos, não se apresse a descobrir os mistérios. Não perca as esperanças, pois muitos são os finais felizes.
E nunca se esqueça do principal: NO LIVRO DA VIDA, O AUTOR É VOCÊ!"

É um texto que incita à meditação, e que exige alguns comentários, e assim, vamos a eles, pois fala das surpresas da vida. É justamente nessas surpresas que está o gosto real pela vida. O fato de não sabermos o que nos reserva o dia de amanhã, é que nos faz sentir a necessidade de viver intensamente o dia de hoje.

Vamos entender que, da mesma maneira que recebemos com enorme prazer todas as alegrias que ela nos proporciona, seja com encontros felizes, seja sabendo que nossa saúde está perfeita, ou até mesmo com a prosaica megasena acumulada, devemos saber receber as contrariedades que fatalmente teremos, com algum pequeno acidente, com algum azar qualquer, uma queda eventual, ou até mesmo descobrindo que não temos mais "aquele amor que nos abandonou", pois outro poderá surgir em nosso caminho...

Assim sendo, não se deve jamais maldizer os azares que acontecem, pois são simplesmente consequências da vida, mas é claro que nunca iremos receber um contratempo com prazer, pois aí já seria masoquismo, mas que não seja com desespero, simplesmente devemos aceitá-lo com naturalidade, e sempre procurando tirar alguma lição para o futuro. Algo que não deu certo, não deverá mais ser repetido.

L'Inconnu fala também sobre as etapas da vida. Com muita propriedade, diz que não devem ser saltadas. Concordo, pois cada época deve ser vivida a seu tempo. Crianças na infância, adolescentes na mocidade, adultos na maturidade, e não é o que ocorre atualmente, eis que muitas crianças não estão tendo uma infância infantil. Estão sendo induzidas a agir como "mocinhas e mocinhos" desde a mais tenra idade. Esta etapa da infância, principalmente, vai fazer muita falta no futuro.

Devemos deixar que as crianças vivam de acordo com sua idade. Por que vesti-las, maquiá-las e "empurrá-las" para a fase de "mocinhas e mocinhos"? Não seria melhor esperar que o tempo vá se encarregando de mostrar-lhes as etapas diversas da vida? Deixemo-las ser crianças, para que não venham mais tarde a lamentar o tempo perdido.

Agora o final da mensagem é que realmente faz pensar: "No livro da vida, o Autor É VOCÊ."

Sem qualquer sombra de dúvida. Somos os autores do livro de nossa vida. Da maneira como chegaremos às etapas finais, dependerá da maneira como vivermos as etapas anteriores, devendo saber usar convenientemente o dom que nos foi dado por Deus, ou seja, o livre arbítrio, que deverá sempre ser bem usado.

Assim sendo, se levarmos uma vida normal, evitando vícios perigosos em nossa juventude, certamente teremos uma maturidade e uma velhice em boas condições. Muitos jovens se esquecem o tempo de vida que ainda lhes resta, e atiram-se com fúria à necessidade de "viver o presente", entregando-se a uma vida desregrada, deixando-se levar por vícios os mais perigosos, ou nos "pancadões" da vida...

Sem dúvida, que o presente deve ser vivido e aproveitado (é um presente que recebemos), mas sempre deveremos ter um olho para o futuro, pois a maneira como esse presente for desfrutado, vai determinar como será o que ainda está por vir, que é o porvir... Então certos exageros devem ser controlados, certas atitudes devem ser medidas, os vícios devem ser evitados. Não quero com isso dizer que todos devem virar santos. Claro que não, tal atitude de beatitude também não é saudável. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Devemos viver a vida, aproveitando seus prazeres, mas sempre pensando no futuro, planejando-o de uma maneira a que possamos aproveitá-lo como estamos aproveitando o presente, de uma maneira saudável e prazerosa. O segredo da vida, está em saber vivê-la.

E para que assim seja, na da melhor do que fazer de cada dia, sempre UMLINDO DIA, que é o que desejo a todos, bem vivendo a vida como ela é...

Para que um relacionamento seja duradouro
e bem vivido, é preciso prestar atenção a certos detalhes,
e saber aparar arestas que porventura surjam com a convivencia,
pois o amor requer certos cuidados...
Osculos e amplexos,
Marcial

O AMOR REQUER CERTOS CUIDADOS
Marcial Salaverry

Os relacionamentos amorosos por vezes passam por algumas fases críticas, sempre gerando algumas questões que precisam ser bem resolvidas, mas nem sempre o são, pois a grande verdade é que nem todos sabem dar o devido valor ao sentimento, assim como nem sempre dão a atenção devida a quem está de seu lado...

Os motivos para esse relaxamento são os mais variados possíveis. Pode ser uma simples crise de identidade, quando o relacionamento ainda não atingiu um certo grau de maturidade, e os parceiros não estão conseguindo assimilar bem a personalidade um do outro, e assim algumas discrepâncias podem perturbar o bom entendimento entre eles. Nesse caso, para minimizar os efeitos nocivos, o importante é que haja um diálogo franco e honesto, onde ambos possam apontar o que agrada e desagrada na parceria. É possível eliminar-se arestas que podem surgir, desde que haja vontade para tanto. Havendo amor, ou se já houve um lindo amor, isso é fácil, uma vez que sempre existe algo de muito bom entre os parceiros.

Algumas crises são desencadeadas por questões financeiras. A grana começa a encurtar, e as brigas a aumentar, quase na mesma proporção. Nesse caso, brigar não vai resolver nada, pode é agravar a situação, principalmente se um dos parceiros gostar de praticar prato ao alvo com o outro. Aqui, mais do que nunca, impõe-se um diálogo. A situação precisa ser analisada e equacionada. O triste, é que muitos bons casamentos se dissolvem por esse motivo. O que se deve evitar sempre, são agressões, sejam morais ou físicas. Não há desentendimento que justifique uma agressão, devendo prevalecer um bom diálogo e o indispensável bom senso...

Filhos também são causa de muitas discussões. As tradicionais acusações mútuas, como aquela de que só se dá atenção ao "monstro berrador", e vai por aí afora. Sempre se pode dizer muitas bobagens, quando se fala sem pensar primeiro, sem medir as palavras...
Mais do que nunca, aí tem que haver ponderação. A atenção que antes era só para o marido, agora forçosamente tem que ser dividida, e isto os maridos TEM que aceitar. Ainda mais que ela não fez a criança sozinha. Já que ele colaborou para concepção, nada mais justo que colabore para a criação, e que não seja apenas com compreensão. Saber trocar fraldas ajuda e muito...

Vamos entrar agora no ponto mais critico, que diz respeito ao desgaste que fatalmente os relacionamentos duradouros provocam no casal. Muitas vezes há uma acomodação natural, e um dos parceiros, ou ambos, começa a ver no outro apenas aquele companheiro ali, ao alcance da mão e que aquele chamego de antigamente, aquele clima de namoro, aquele eterno conquistar da pessoa amada não é mais necessário, uma vez que após tantos anos juntos, que não é mais preciso dizer "Eu te Amo"... Não é preciso aquele beijo melado, caramba, são tantos anos, e esse clima do "deja vu", pode provocar um afastamento mesmo que inconsciente, e é justamente aí que mora o perigo, pois um dos conjugues pode encontrar um outro alguém que lhe dê todo esse carinho, e diga o que se quer ouvir, e isso pode mesmo provocar um afastamento irremediável, ou quase.
Nessa altura, ao sentir que está perdendo terreno no amor da pessoa amada, vem de início uma certa revolta, pois "afinal, foram tantos anos" e como isso pode acontecer...
Vem aquela frustração, aquela mágoa, que poderá provocar situações muito desagradáveis, diálogos penosos, com acusações mútuas, que a nada levarão. Ao sentir a traição, o que se deve fazer é repensar tudo e, ao invés de acusações, é mostrar a exata extensão do amor que sente, pois, quem sabe é por julgar que esse amor havia fenecido que houve aquele interesse por uma parceria nova, e chegar a tal ponto é o que precisa ser evitado...

Existe um provérbio chinês, que li já há algum tempo, que mostra bem o que se deve fazer nesses casos. Vejam só:
"Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso" (Provérbio chinês)

A grande verdade é que exatamente nesse momento, que o amor deve ser posto a nu. Deve ser demonstrado em toda sua extensão. Justamente quando o parceiro aparentemente não estiver merecendo esse amor, pois está a ponto de buscar novos caminhos. Muitas pessoas simplesmente abrem a porta, e dizem, dentro de seu orgulho ferido: "Vai e não apareça mais". E manda seu amor para fora.
Muitas vezes o parceiro está indo apenas porque pensa que o amor já morreu. Mas ele está precisando desesperadamente desse amor. E não de outro, e é muito triste deixar ir embora quem se ama, apenas por uma questão de orgulho ferido.
Mas, quando se chega nesse ponto, se existir um diálogo, um entendimento, com toda certeza, o amor ressurgirá em sua força total. Muitas vezes mais forte e mais intenso mesmo do que nos primeiros tempos.
E esse amor, que estava fadado a acabar, volta como o refluxo da maré em dia de ressaca, com força total, acabando com qualquer crise de relacionamento, permitindo que a vida prossiga, fazendo de cada dia sempre UM LINDO DIA...

VIAGENS PELO INTERIOR DO CONGO – Parte 4
Marcial Salaverry

Durante o tempo em estive no Congo, efetuei diversas viagens por essa região. As estradas continuavam sempre a mesma “maravilha”, ou piores ainda, dependendo da quantidade de chuva que caísse. Todavia, em outras viagens passei por outras situações, no mínimo curiosas. Contá-las-ei aleatoriamente, sem especificar em tal ou qual viagem.

Em certa ocasião, estávamos chegando a um dos inúmeros “bacs” necessários para a travessia dos diversos rios que cortavam a região, fui surpreendido pela atitude do barqueiro que se limitou a dar de ombros diante de meu pedido para atravessar. Certo de que estava esperando o “matabisi” (gorjeta) , preparei-me para enfiar a mão no bolso, quando Alexander cutucou meu braço, apontando para o meio do rio. Lá estava, nada mais nada menos, do que um alegre grupo de hipopótamos brincando, justamente no caminho da balsa. Com aqueles alegres animaizinhos que, possivelmente deveriam estar ensaiando para o coral de Domingo, tal a farra e a cantoria, não havia a mínima condição de travessia, pois se eles resolvessem nos convidar para a festa, não sobraria nem um só pedacinho da balsa, ou do jipe e, lógico de nós mesmos, pois o hipopótamo tem aquela expressão simpática do gordo bonachão, mas é uma fera quando incomodado.
Só nos restou ficar aguardando que terminasse a “festinha”, e os simpáticos bichinhos fossem para outro lugar, para descansar, pois se eles resolvessem dormir por ali mesmo, teríamos que esperar muito tempo. Felizmente os “hipos” são muito metódicos, e tem seus lugares próprios para repouso. Assim sendo, após quase 4 horas de espera, pudemos finalmente atravessar o rio.

Em outra ocasião, tivemos um problema muito mais complicado do que encontros com elefantes, leões ou hipopótamos. Foi uma espécie de entrevero com o pior dos animais que poderíamos ter encontrado : uma patrulha de soldados bêbados. Por falta do que fazer, um pequeno pelotão de 14 soldados do “glorioso” exército congolês, resolveu “patrulhar” aquela estrada. A meio de caminho, resolveram “encher a cara” com o famoso “vin de palm”. Para melhorar tudo, cruzaram conosco. Quando perceberam a aproximação do jipe, armaram uma espécie de tocaia na estrada, para surpreender-nos. Conseguiram. Calculem nosso susto, ao ver aquela turba, brandindo metralhadoras e revólveres, ordenando nossa parada.
Obviamente, paramos. Pelas divisas, calculei que a turba estava chefiada por um sargento, justamente o mais bêbado de todos. Maravilha. Comecei a ver o tamanho do pepino que nos esperava. Respirei fundo, procurando disfarçar o que estava sentindo, dirigi um amável sorriso ao dito cujo, chamando-o da “mon capitain” .
Primeiro ponto. O sargentinho adorou ser chamado de “capitão”. Quis ver tudo. Documentos, que quase examinou de cabeça para baixo (o documento, não ele). Quando começou a abrir as malas e viu as peças do mostruário seus olhos brilharam com as diversas camisas e calças lá existentes. Não preciso dizer que meu mostruário ficou seriamente desfalcado... Ainda bem que já estava terminando a viagem. Coisas do Congo... Agora, que posso estar contando, posso assegurar que não é nem pouquinho agradável a sensação de estar diante do cano de uma metralhadora, principalmente levando-se em conta que estava nas mãos de um soldado bêbado. Bastava um soluço qualquer, e eu não estaria aqui escrevendo estas reminiscências. Depois que tudo passou, Alexander e eu nos entreolhamos aliviados. O único prejuízo foram as camisas e calças “presenteadas” aos soldados. Seguimos viagem em paz.

Havia outra particularidade interessante nessas viagens. A maioria dos comerciantes não gostava muito de usar cheques, por falta de confiança no sistema bancário do País. Seus compromissos eram sempre pagos em dinheiro. Então, no último dia de visita em cada praça, era feita a “coleta”. Passávamos em todos os clientes, efetuando os recebimentos, e o dinheiro todo era colocado em um daqueles baús. Era o próprio “Baú da Felicidade”... Agora, calculem o que poderia ter acontecido se “aquele” baú, não estivesse estrategicamente colocado no fundo do jipe, e os soldados o tivessem aberto...
Felizmente as calças e as camisas encontradas interromperam a busca.

Essas viagens rodoviárias pelo interior do Congo, sempre mostravam ainda um outro lado, que merece um destaque especial. Era o trabalho das Missões Católicas. Geralmente instaladas em rincões bem afastados dos principais centros, os missionários procuravam fazer um trabalho humanitário e social digno de nota. Quase sem recursos, somente com doações de particulares, procuravam melhorar a vida das crianças da região, ensinando-as a ler e escrever. Esbarravam em um problema sério, que era o poder das crenças locais, que sempre eram um entrave para o trabalho dos missionários.
Além desse serviço humanitário junto aos locais, também davam abrigo a viajantes com problemas, como ocorreu comigo. Enfim um trabalho nem sempre reconhecido, razão pela qual quero prestar minha homenagem a esses heróis dedicados, os missionários e missionárias, que prestavam um serviço humanitário de extraordinário alcance. Realmente a dedicação com que esses abnegados se dedicavam ao trabalho era impressionante. A qualquer hora do dia ou da noite, em caso de qualquer necessidade, não hesitavam em ir às aldeias para socorrer quem precisasse de seus serviços. Eram professores, enfermeiros, médicos, parteiros, mecânicos, enfim tudo que fosse necessário. A remuneração que recebiam à guisa de salário era ridícula, algo como o salário de nossos professores, que sequer lhes permitia morrer de fome, pois não poderiam ser enterrados, por falta de recursos, e mesmo assim, com todas essas condições adversas, cumpriam sua missão. Tenho que registrar essa fato como reconhecimento à sua ação. Ainda há que se levar em conta que as Missões sempre estavam em locais isolados e, por isso, sofreram com as barbaridades cometidas durante as lutas pela independência... Triste demais...

A história continua, e como sobrevivi a tudo, posso sempre estar desejando a quem o desejar, UM LINDO DIA...

Para conseguir algo na vida, devemos saber dialogar
para conseguir um bom entendimento... É assim que
se forjam verdadeiras amizades...
Ósculos e amplexos,
Marcial

PARA SER AMIGO É PRECISO UM BOM ENTENDIMENTO
Marcial Salaverry

Sempre será interessante saber como devemos fazer para conseguir um bom entendimento, o que conduz a uma sincera amizade, pois os relacionamentos humanos sempre são complicados, e precisamos aprender com os animais a arte da comunicação, uma vez que entre os animais é mais fácil, pois eles sabem como se comunicar. Já conosco a coisa é mais complicada, porque nem sempre sabemos usar corretamente o dom da palavra, usando por vezes palavras que são mal interpretadas e geram desentendimentos, e isso acontece quando coisas são mal explicadas, podendo gerar confusão, e assim sempre se torna difícil haver um bom entendimento, devido às diferentes maneiras de se interpretar a mesma coisa.

Existem algumas regras, que podem minimizar os problemas, mas o difícil é sua observância. E ainda temos que pensar que muitas vezes temos de buscar entendimentos que facilitem nossa luta pela subsistencia. E aí, a coisa se complica. Para ser ouvido, fale, mas nem sempre isso é possível, porque por vezes nossos interlocutores se julgam donos da verdade, e mal permitem que expliquemos certos fatos. Isso nos aborrece, e acabamos agredindo a quem queremos bem. Então, o que deve haver é um diálogo. Devemos ouvir primeiro, e falar depois. Isso sempre facilitará nossa argumentação. Saber ouvir é muito importante. Para ser compreendido, exponha claramente as suas idéias sem jamais abrir mão daquelas que julga fundamentais apenas para que os outros as aceitem. Claro que não é bem por aí, pois muitas vezes nossas idéias não podem ser totalmente aceitas, e devemos saber ouvir o outro lado, e ceder nos pontos que se revelarem conflitantes. Não podemos nos esquecer de que tudo na vida tem dois lados, tem duas maneiras de interpretação, e nem sempre a nossa, só por ser nossa, é a exata.

Acima de tudo, "busque o prazer antes do sucesso, a auto realização antes do dinheiro, fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa", isso teoricamente está correto, mas existe algo chamado sobrevivencia, e muitas vezes temos que pensar nesse outro lado da coisa e, ao prazer de fazer bem feito, temos que ver a funcionalidade, e sempre será preciso pensar no retorno que poderemos ter. Salvo se nos estivermos dedicando a algo apenas por diletantismo. Mas sempre é necessário pensar-se igualmente no dinheiro que essa auto realização poderá gerar. Afinal, também temos que satisfazer o cruel vício da alimentação. Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo, sempre lembrando que "status" é comprar coisas que você não quer com o dinheiro que você não tem, a fim de mostrar para gente de que você não gosta, uma pessoa que você não é". Sem dúvida alguma, quando podemos ser e agir exatamente como queremos é algo de muito bom. Procurar aparentar algo que não somos, obviamente é incrivelmente frustrante. Uma das atitudes que mais violenta personalidades é o tal de "manter as aparências". Não fazer determinadas coisas "porque não fica bem"... é o famoso "engolir sapos", porque precisamos ser assim. Não é muito agradável, além de incrivelmente indigesto... Ponderação e bom senso, sempre devem imperar.

Para conseguir as coisas, devemos ter paciência e determinação, pois nem sempre o êxito virá logo da primeira vez, portanto deveremos persistir, tentando atingir nossos objetivos. Se um caminho se fechou, poderemos tentar abrir outros, o que não se pode é entregar os pontos ante os primeiros obstáculos. Mas, se percebermos que já se fez tudo o que era possível, ou até mesmo um pouco além, há que se mudar de alvo para não se tornar, em vez de um vitorioso, apenas mais um teimoso. Persistir em algo viável é uma coisa. Insistir teimosamente em algo que se revela impraticável, não é sinal de bom senso. Para podermos recomeçar sempre, devemos nos perdoar pelos fracassos e erros que talvez tenhamos cometido, devemos aprender com eles e, a partir deles, programar as próximas ações. Nem sempre conseguimos tudo em curto prazo. Há que saber esperar a oportunidade. Nem tampouco devemos ficar esperando que os recursos todos nos venham às mãos, deveremos saber procurá-los, temos que ir à luta, se quisermos conseguir algo nesta vida.

De imediato, temos um grande objetivo, que é ter UM LINDO DIA, que poderá ser repetido enquanto tivermos pensamentos voltados para o bem e para a amizade, que sempre deverá nortear nossos atos e atitudes...

Tá quase no dia dos namorados,
e vai uma mensagem para os enamorados,
para que amem com amor apaixonado...

MENSAGEM PARA O DIA DOS NAMORADOS
Marcial Salaverry

Respeito e consideração são a base para o amor,
diálogo e compreensão ajudam a fazer um relacionamento ser duradouro,
pois carinho atrai carinho na razão direta do amor.
No sono buscar esquecimento, para algum triste lamento,
depois, ao acordar, sinta-se novamente livre para amar...
Sentir no coração, novamente aquela emoção,
aquela sensação de amor, aquele gostoso calor...
Lembranças agradáveis jamais devem ser esquecidas,
sempre devem ser lembradas,
pois fazem bem para a alma, e alegram nossa vida...
Lembrar o que de bom foi vivido, é viver novamente...
Vamos amar sorrindo,
sorrindo, vamos amar,
amar sorrindo... vamos?
Vamos sorrindo, amar...
Na vida tudo tem um preço, é assim mesmo,
e quando o preço é alto, podemos pedir um desconto...
"O que queremos fazer com a vida?"
Cabeça fria e um tempo para reflexão sempre serão muito úteis,
para ponderar e falar as coisas certas.
Mais vale uma ausência presente, do que uma presença ausente...
O querer estar junto, traz para junto, o que junto não está...
Estar longe de quem se ama, é do que o coração reclama...
Um amor ausente, se faz presente quando verdadeiro...
O amor é um presente que mesmo ausente está presente...

Marcial Salaverry

Para bem viver um relacionamento, é preciso saber conviver com muito diálogo,
compreensão e bom senso, usando e abusando de uma sincera reciprocidade...
Osculos e amplexos,
Marcial

COMO TER UMA LONGA E FELIZ CONVIVENCIA
Marcial Salaverry

A grande verdade da vida, é entender que a vida ao lado de uma parceria, sempre é mais agradável, principalmente quando existe o amor entre os parceiros. E como pode se desenvolver e se manter essa convivência?

Tudo tem um principio, que geralmente pode ser assim contado, eles se conheceram, se gostaram, e assim, passaram para o namoro, quando os desejos são ordens, e nos encontros marcados, ele sempre se apresenta arrumado, ela também se enfeita, se prepara para os encontros. Ninguém quer decepcionar ninguém, e sempre procuram estar de acordo quanto a passeios, um querendo agradar ao outro...

Aí, vem o passo seguinte, que é casamento. Festa. Lua de Mel. E nos primeiros tempos, é sempre aquele mar de rosas, continuação do namoro, dos desejos satisfeitos, das vontades satisfeitas, dos dengos, dos carinhos. Mas já aqui começam a aparecer as primeiras divergências, as primeiras arestas a serem aparadas, e é quando, o amor está começando a provar a que veio. Depois começa a fase mais importante. A convivência. É nessa fase crítica, que a união ou se solidifica ou se esboroa. E ainda surgem filhos, para dividir as atenções, e é nessa fase das descobertas da real personalidade de cada um, o que só a convivência traz, é que se pode descobrir se ambos se amam realmente, ou se simplesmente se gostavam, se sentiram atraídos. Se o que houve foi um sólido amor, cuja base sempre será a amizade, ou se apenas houve uma atração física.

Certamente divergências tem que existir, pois são duas personalidades diferentes. Elas devem e podem ser acertadas. Para tanto é importante que haja muito diálogo entre os parceiros, através do qual ambos poderão se conhecer melhor, poderão se descobrir, e aparar as arestas, antes que elas cresçam demais. Devem ser evitadas as interferências externas, seja de amigos, ou de parentes. Geralmente as coisas devem ser acertadas entre o casal. Por vezes, se solicitada, uma mediação pode ser interessante.

Devem, através do diálogo, aprender a se conhecer e a se respeitar. O espaço de cada um deve ser sempre observado. Existem limites que não devem ser ultrapassados. Se houver Amor mesmo, tudo será superado e acertado, permitindo uma convivência longa e feliz. Vejam que pensamento feliz que minha querida L'Inconnue (é a irmã do L'Inconnu) nos trouxe hoje:
"É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios...
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar...
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração...
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor...
É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente!"

Aí está o verdadeiro segredo da convivência. Tem-se não somente que interpretar as palavras que são trocadas, mas também saber "escutar" os silêncios. Muitas coisas são ditas quando não são faladas. Esses silêncios devem ser interpretados e conversados, pois o calar-se nem sempre é consentir. Muitas vezes quando alguém se cala pode ser sinal de divergências sérias, algo que muito poderá atrapalhar o relacionamento. Para isso é importante sempre haver um diálogo franco, honesto e aberto.

Caminhar ao lado de alguém é uma coisa, mas saber encontrar sua alma é outra. Precisamos sempre conhecer bem a alma de nossa parceria, para que seja uma real parceria, e não apenas uma dupla. Esse é outro segredo da convivência. Procurar conhecer bem a alma um do outro. Para saber até vão os limites de cada um, e devem entender que é importante sempre caminhar lado a lado, de mãos dadas... A importância de se caminhar "de mãos dadas" é muito grande, determina a confiança e o carinho que existe entre ambos.

Pode-se concluir que não é fácil, nem é difícil descobrir os segredos da convivência. Basta ter ao lado a companhia ideal, e saber conservá-la, e para tanto, há que se ter o equilíbrio entre o que se quer, e o que se pode fazer.

E assim, para continuar nosso bom entendimento, vamos continuar de mãos dadas, procurando fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA, sempre com sincera amizade, que é a melhor forma de amor que existe...

Dasveis nas madrugada, vem umas ideia esquisita na cachola...
Num sei se é mote, se é cordel, ou se é sei lá o que...
Quem entende dessa moda, peço pra dizê preu,
qui trem é isto aqui...
Oscris e amprexis,
Marcial

ALGUMAS COISAS SOBRE ALGO
Marcial Salaverry

Para um poeta poetar,
basta sua alma estimular,
e para o mote aceitar,
vou ter que de amor falar...

Falar de amor é sonhar,
é para a amada
muitas flores ofertar,
deixá-la apaixonada.

Dedicar-lhe algumas rimas...
Que mulher não vai gostar,
de saber que inspira
alguém de amor poetar...

O amor pode ser um sonho,
que deixa qualquer um risonho...
E agora simplesmente se diz,
o amor, não lhe deixa feliz?

É bom amar o amor
quando no peito não há dor,
nem padecer, ou sentimento
de saudade ou de rancor

Amar apenas pelo gosto de amar,
sem medos, sem cuidados
com lassidão, falam ao lado
esperando pela satisfação chegar

Amar para sentir-se ativo,
um gosto extraordinario
no simples viver diário...
Amo porque estou vivo...

Um abraço, será ainda
uma prova de amor.
Trazendo alegria infinda,
e para o coração, muito calor.

Estas quadras vão trazendo
algo de bom, de gostoso,
e assim estão fazendo
algo de fabuloso.

Parecem declaração de amor,
alguma paixão recolhida...
despertando um certo calor,
ou uma coisa que estava escondida.

O que estará a inspirar?
Que coisa estranha, misteriosa,
que um poema faz pensar,
em tornar esta vida mais gostosa.

Pergunta-se a uma misteriosa dama,
se isto que começou por um nada,
possa ser a flama,
a iniciar uma boa poetada...

São apenas pobres versos
que pouco valor literário têm
são apenas brincadeira
de quem sabe brincar bem

O que seria do mundo
se tudo fosse sério
pois gosto do etéreo
que está lá no fundo...

Assim é a amizade
quando verdadeira...
Traz até necessidade
de fazer de poesia besteira.


Há quem busque com calor
mesmo assim virtual,
um pouco de amor
que é o que deseja afinal


Com certeza uma linda brincadeira,
e tudo começou
como bobageira,
mas agora melhorou.

Feliz em poder fazer feliz,
ao lado de quem se ama,
pois é muito infeliz,
quem não tem do amor a chama.

A brincadeira pela rima,
sempre é uma emoção.
Isso nossa alma anima,
estimula a criação.

Mas, porém, todavia, contudo,
depois disso tudo,
fazendo um ligeiro estudo,
se não gostar, é só deletar tudo...

Marcial Salaverry

Ara...mai veja só...
amá, é maimiódibão...
Bejus...covô prá pertinho do meusamô...

DEPENDI DI NOIS ARA...
Marcial Salaverry

Ah... meusamô...
Craru qui morro di amô prucê...
Cando ti veju,
balangandu as cadêra...
zanzandu prálá e prácá...
sinto o sangue frevê...
meus oio num sabi zoiá
prá mais ninguém...
só fico querendo ocê, meusamô...
Si isso acontecessi,
i si junto, noís morressi,
eu pedia prá Deus dexá
nois ficá sempre juntinhu,
prá modi continuá
a si amá...
Dessi mêmo jeitinho grudento,
pruquê sei que num guento,
ficá nas lonjura docê...
Vem meusmô,
dexeu ti bejá mai uma veis..
prá modi elis vê
que num dáprá separá nóis...
Inquanto o amô inxisti,
nói vai sempre tá si amandu,
pruquê prá modi vevê cum amô,
só dependi di nóis, ara...
Ieu queru, cê qué, ansim nois véve...

Apesar de serem muito necessárias, algumas palavras parecem ser muito
complicadas, e nem todos gostam de dize-las, jamais consegui saber o porquê...
Vamos tentar entender o porque dessa ojeriza...
Ósculos e amplexos,
Marcial

CERTAS PALAVRAS SÃO MUITO COMPLICADAS
Marcial Salaverry

Todos gostamos de falar. Sempre é gostoso conversar, bater um papinho descontraído, passar uma cantada em alguém, resolver um negócio. Enfim, existe um sem número de coisas que precisam ser faladas para serem resolvidas. Podem ser faladas de todas as maneiras possíveis, pois existem diversas maneiras de se “falar”, além do método mais conhecido, que é usando nossas cordas vocais. “Fala-se” através da escrita, ou através de gestos, “fala-se” também com o silêncio, já que muitas vezes um silêncio “fala” mais do que um grito. E é melhor compreendido.

Fala-se em paz, explode-se em guerra, pois nem sempre as palavras mais sábias são escutadas, ou entendidas. Através das palavras, conquistam-se amores, e perdem-se amores. Fecham-se negócios e perdem-se negócios. Pede-se e perde-se a paz.

Contudo, apesar da importância enorme que as palavras representam em nossa vida, existem umas quantas palavras que tem um significado enorme, mas que sempre são as mais difíceis de serem ditas, e essa dificuldade ocorre, muitas vezes, justamente para as pessoas que mais as precisam dizer.

As mais corriqueiras são as tradicionais “Por Favor”, “Com licença”, “Obrigado”... Por que será que muitas pessoas relutam tanto em dize-las? Não custam nada e sempre abrem as portas com mais facilidade. São autenticas chaves mestra. Existem aqueles que acham “humilhante” pedir “Por Favor”. Em sua idéia, dá impressão de estar mendigando uma obrigação, como por exemplo, pedir a um garçom que por favor lhe passe o cardápio. Ele está ali para isso, certo, mas tratado com cortesia, certamente atenderá melhor. Também é difícil de entender porque superiores hierárquicos evitam pedir “por favor” a seus subalternos... Por que será? Quanto ao “Obrigado”, então, nem falar. Sempre que somos atendidos por alguém, seja um gerente de Banco resolvendo um empréstimo, seja um ascensorista que nos conduz ao andar solicitado, seja o motorista que para no ponto, seja o faxineiro que faz a limpeza, não nos custa agradecer o serviço prestado. Um “Obrigado” não faz cair a ponta da língua.

Existem outras palavras “tabus”, que sempre nos custam dizer, entre elas, “Desculpe-me”, ou então “O erro foi meu”, e mais difícil ainda, “Perdoe-me”. Tais palavras fatídicas implicam no reconhecimento tácito de um erro, e ninguém gosta de admitir que errou. Sempre se procura “dar uma volta” na coisa, não aceitando ter errado. Tenta-se de toda a maneira encontrar uma justificativa para o que, em seu ponto de vista, é um mero “lapso”. Nunca um erro. E muitas vezes amizades são perdidas por causa disso, e mesmo empregos podem ser perdidos. Uma outra frase difícil de se ouvir, é: "Posso ajudar?" Evita-se, pois a pessoa pode aceitar a eventual ajuda, e isso vai dar trabalho, poderá nos tirar de nosso caminho. Mas, estaremos ajudando alguém, e que bem isso faz para nossa alma. Tenham certeza disso.

Tais atitudes, será que se devem a mera teimosia, ou a “erro de julgamento?” Quem não tem esse hábito, experimente começar, e então verá que não cai a língua não. Aliás, ela poderá ser muito necessária se a coisa progredir...

Por favor, peço licença para pedir perdão se por acaso eu errei em alguma coisa. Desculpem-me se isso aconteceu, porque eu amo vocês, e com um aperto sincero de mão, quero desejar que todos sejam muito felizes, e obrigado pela atenção. E mais ainda, peço licença para desejar a todos, UM LINDO DIA, esperando que esse dia possa ser repetido muitas e muitas vezes...

Todos sabem que as palavras existem para facilitar a comunicação,
assim sendo, porque será que existem muitas criaturas que não
sabem usar adequadamente esse dom que temos, e deveriam
aprender a faze-lo, pois é algo que pode indicar seu verdadeiro caráter...
Ósculos e amplexos,
Marcial

É PRECISO SABER USAR BEM AS PALAVRAS
Marcial Salaverry

Bem a propósito, uma pessoa muito amiga, passou-me ontem um pensamento muito interessante e muito sábio de autoria de nosso guru L'Inconnu, que vale a pena uma reflexão e uma análise:
"Cuide de seus pensamentos, porque eles se transformam em palavras,
Cuide de suas palavras, porque elas se transformam em ações,
Cuide de suas ações, porque elas se transformam em hábito,
Cuide de seus hábitos, porque eles moldam seu caráter... e finalmente,
Cuide de seu caráter, porque ele controla o seu destino...

Realmente muito interessante a analogia feita, eis que sem dúvida alguma, a origem de tudo está no pensamento cheio de maldade de pessoas que olham para as outras com inveja, tendo aquela idéia do: "eu quero que esse cara se dane... ele tem tudo, e eu não tenho nada..." Sempre querendo o mal para os outros, geralmente terminam
mal para eles mesmo... Assim são certas criaturas que querem "puxar o tapete" de superiores hierárquicos, usando de todos os meios, sob a alegação: "O fim justifica os meios", querendo subir na vida ainda que usando de meios ilegais, ou então, que procuram promoções, não por méritos próprios, mas procurando expor possíveis falhas de outros. Ou que, por não conseguirem ter as coisas que o vizinho tem, ficam torcendo para que ele as perca. Enfim, pessoas que não conseguem ter um pensamento humanitário com relação a outrem, nunca são felizes, e na verdade, podem ter alguns momentos de falsa felicidade, quando os outros se "ferram", mas nunca conseguem ter a felicidade de acordar pela manhã e, após um grande abraço e um beijo no Amigo lá de cima, olhar-se no espelho e dizer para sua imagem: "EU TE AMO CARA. SOU UMA PESSOA FELIZ". São daqueles que, ao receber um "Bom Dia" do vizinho, grunhem entredentes "bom dia, por que ?"

Não devemos jamais nos esquecer de que as palavras uma vez ditas ou escritas, são como flechas desferidas, não voltam atrás, e assim sendo, podem ser benditas, sendo bem ditas, ou malditas, se forem mal ditas... Podem provocar incuráveis feridas, ou muitas desditas, pois não podem ser desditas, e assim sendo, cuidado quando de algo reclamar, meça bem o que vai falar, evitando magoar pessoas... E se por acaso encontrarem alguém com esse tipo de pensamento, não tenham raiva, nem desprezo por essas pessoas, pois elas na verdade merecem pena, e aquele desejo, que pessoas de bem e bem intencionadas, levam no fundo do coração, para que elas se modifiquem.

Assim, vocês estarão sendo infinitamente superiores a elas, e poderão ter, desfrutar e desejar a todos que possam viver UM LINDO DIA...

Sentimentos... indefiníveis sentimentos...
Comandam-nos por vezes, levando-nos
a certas atitudes...
E por vezes, são incontroláveis...
Osculos e amplexos,
Marcial

NOSSOS SENTIMENTOS...PRECISAMOS ENTENDE-LOS
Marcial Salaverry

Seria realmente interessante, mas na verdade não é fácil entender nossos sentimentos, e para deles falar, precisamos concordar que não existe nada mais subjetivo, e assim, por mais que se tente, não conseguiremos jamais chegar a uma definição aceitável. Ou melhor, existe uma definição clara e precisa: " Sentimentos são indefiníveis, podemos aceitá-los, mas jamais poderemos defini-los..." Os sentimentos não somente são indefiníveis, como são praticamente incontroláveis, e sempre fogem a todo e qualquer princípio de racionalidade. Muitas vezes conseguimos mantê-los sob controle da razão, mas nunca por muito tempo. E quando conseguem se libertar dessa coisa aborrecida que é a razão, explodem com mais força e intensidade.

Li um pensamento simplesmente definitivo sobre os tais sentimentos, de autoria de Rubem Alves. Vamos a ele:
"Somos donos de nossos atos mas não somos donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não somos culpados pelo que sentimos.. Podemos prometer atos. Não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados... Sentimentos são pássaros em vôo..."

Sem qualquer sombra de dúvida, somos perfeitamente capazes de controlar nossos atos, e assim decidir o que devemos ou não fazer, e resolver o que nos é possível executar. São decisões que dependem de nossa vontade.
Todavia, nem sempre gostamos daquilo que fazemos, embora seja algo que precisa ser feito, com ou sem prazer. Fazemos por obrigação, e não conseguimos definir porque não o fazemos prazerosamente. Não somos capazes de direcionar nossos sentimentos para apreciar aquilo que nosso dever nos obriga a executar. A coisa mais interessante, é que dificilmente gostamos daquilo que fazemos cumprindo uma obrigação. Parece travar-se em nosso interior, uma luta entre o desejo e o dever. Não desejamos o dever, e não devemos desejar. É isso aí, será que alguém pode explicar essa incoerencia?

Somos responsáveis por todos nossos atos, devendo responder por tudo aquilo que fazemos, mas como julgar-nos pelo que sentimos? Se fizermos o bem, tiraremos benefícios com isso, se, pelo contrário, agirmos mal, poderemos sofrer alguma punição por isso. Ou não, porquanto existe muita gente que faz coisas erradas e não sofre a punição adequada, como certas figuras que todos conhecemos. Mas, punidos ou não, ninguém poderá nos julgar por aquilo que sentimos. Aliás, muitas vezes não conseguimos sequer definir o que nos vai n’alma. Indagados sobre o porque de certas atitudes, ficamos sem ter o que dizer. Ficamos no "tipo assim", "ora veja", e o mais comum: "são coisas da vida". Na realidade, são coisas de nosso sentir.

Poderemos prometer fazer muitas coisas. Boas ou más. Serão promessas referentes a atos que pretendemos praticar. Apenas será impossível prometer sentimentos. Não poderemos jamais prometer amar alguém, ou mesmo odiar alguém, pois não conseguimos controlar nossas emoções. E assim sendo, convenhamos que é realmente inexplicável tentar explicar o que acontece. Ninguém é capaz de dizer porque ama um certo alguém, nem tampouco é capaz de explicar porque não consegue amar uma outra pessoa, apesar de muito amado por ela. Parece contra senso, mas muitas vezes ocorre isso. Amamos alguém que não nos ama. Somos amados por outro alguém, que não amamos. E daí? Não é coisa de doido? Simplesmente são armadilhas dos nossos indefiníveis sentimentos. E não podemos ser condenados por isso. É algo que vem de nosso interior incontrolavelmente.

"Atos são pássaros engaiolados... Sentimentos são pássaros em vôo". Impressionante a profundidade desta frase. Como podemos determinar quais atitudes iremos tomar, quais atos iremos ou não praticar, casa muito bem com a imagem de um pássaro engaiolado. Colocamos nossa decisão em uma gaiola, definindo assim nossa linha de conduta, contudo, os incontroláveis e indefinidos sentimentos, têm a liberdade dos pássaros em vôo, que podem ir para onde melhor lhes aprouver. Assim é aquilo que temos em nosso interior. Não conseguimos manobrar os sentimentos direcionando-os para onde mais nos for conveniente. Não conseguimos deixar de gostar de alguém, apenas porque esse alguém não nos quer. Poderemos sufocar nosso sentimento, controlá-lo, para que não atrapalhe muito nossa vida. Mas ele lá ficará, latente, apenas esperando uma ocasião para explodir.

Assim, como inexplicável é o amor, o mesmo se aplica à amizade, ao carinho, ao ódio, ao desprezo. Como se explica que determinadas pessoas são amadas por uns, e detestadas por outros? O mesmo se aplica a filmes, livros, esportes, preferências (sexuais ou não..)... Enfim, a tudo na vida. Sempre haverá alguém para gostar de algo ou alguém. E sem que saiba dizer o porque. Existe um provérbio popular bem adequado: "Se todos gostassem do azul... o que seria do a
marelo?"

Bem, penso que todos gostam de UM LINDO DIA, e esse é meu desejo a todos, pois é claro que sinto o real desejo de desejar essa lindo dia a quem desejar tê-lo...

"Amar... sem ser amado,
É muito complicado...
Melhor é amar e ser amado...
Marcial Salaverry"

Com pensamentos positivos as possibilidades de sucesso certamente
vão aumentar... Vamos experimentar então, apenas pensar positivamente?
Ósculos e amplexos,
Marcial

É MELHOR PENSAR POSITIVAMENTE
Marcial Salaverry

Pensamento positivo... muitos dirão que é fácil falar disso. Na verdade, é mais fácil ainda praticar o tal do pensamento positivo. Basta não ser negativo. Basta não enfocar as coisas sob um ângulo pessimista. Precisamos pensar positivamente para conseguir as coisas. Realmente, se queremos chegar a algum objetivo, temos que encarar as coisas positivamente, mas lembrando que temos também de encará-la realisticamente, examinando bem as possibilidades.

Só o pensamento positivo não é garantia de êxito. Claro que ajuda, pois se vamos começar algo com um pensamento negativo, as possibilidades de êxito se reduzirão bastante. Parece bobagem, mas a maneira como os problemas são encarados, podem ou não, facilitar sua solução. Se ao nos defrontarmos com uma dificuldade, a julgarmos de solução impossível, vai ser difícil encontrar uma solução, que por vezes pode ser óbvia, e assim sendo, a melhor coisa que existe é procurar sempre enxergar o lado positivo das coisas, pois tudo o que acontece de bom é sempre bem aceito. Por outro lado, quando acontece algo desagradável, a tendência natural é sempre lamentar o ocorrido. Pois bem, vejam por outro lado, que se algo não deu certo, tal fato negativo, poderia ter acarretado piores consequencias do que realmente ocorreu. Sim, veja os exemplos abaixo:
1-Você deu uma batida com o carro, amassou bastante, mas você não se machucou. Ao invés de lamentar o "azar", pense que foi sorte você não se ter machucado, né ?
2-Ao se levantar, escorregou e quebrou o braço direito... já pensou, se tivesse quebrado os dois ? Seria bem pior...
3-Caramba, quebrar o braço...bater o carro...é muita coisa. Mas...você ainda está vivo...QUE BOM !!!!
4-Quer dizer... se após acontecer um infortúnio, ainda conseguir reclamar ou lamentar, é que a coisa não foi tão feia assim... Concordam?

Antes de começar, há que se analisar as possibilidades e, se chegarmos à conclusão de que tudo vai depender de um esforço extra, aí sim, entra o pensamento positivo, e nesse caso sim, temos que ir à luta, despendendo aquele algo mais que poderá nos levar ao sucesso, e é justamente nessas circunstâncias que o pensamento positivo ajuda, e muito.

De qualquer maneira, crianças, o pessimismo não está com nada, só atrapalha. Aquela história de imaginar que não vai dar certo, sempre complica. Mesmo que as coisas não corram conforme o esperado, sempre é melhor ter que se arrepender por algo que foi tentado e não foi conseguido, do que se arrepender depois, por sequer ter tentado. Já passei pelas duas sensações, e a segunda é bem mais desagradável, pois ficará para sempre aquela idéia de que se eu tivesse tentado, teria dado certo, e essa idéia do "teria dado certo", é chata demais.

Bem. Tentei falar positivamente sobre o tema. Se por acaso não consegui convencê-los, pelo menos tentei...Mas que, na verdade, o lado positivo das coisas é mais simpático do que o negativo, isso ninguém pode discutir, uma vez que sempre abre a possibilidade de transformar cada dia de nossa vida, sempre NUM LINDO DIA, e que seja bem positivo, claro... E assim, vivamos bem o HOJE, que temos à nossa disposição...

"VIVAMOS BEM O HOJE
Marcial Salaverry
Vivamos o hoje, observando as simples coisas da vida,
presentes aos quais nem sempre damos o devido valor...
O Sol que nasce... e se põe... as estrelas a brilhar no céu...
a lua que vem nos visitar... a chuva que cai...
o gorjeio dos pássaros... o aroma das flores...
o coração que ainda bate por algo ou alguém...
Presentes que o Amigão nos dá,
e que devemos aproveitar enquanto ainda estamos aqui...
Procurar viver intensamente tudo isso...
Amanhã poderá ser tarde demais...

Marcial Salaverry"

Uma "homenagem" à visitante mais indesejada que existe...
Mas ela é teimosamente insistente...E ainda por cima
traz "Covidados" indesejáveis...


MORTE À MORTE

Marcial Salaverry



A morte adoeceu,

e quase morreu...

Falta de sorte,

porque ainda a morte

anda por aí,

"covidando" alguém...

Por que não morre ela também?

Pode ser de pneumonia,

ou duma dessas viroses

que acontecem todo dia,

importadas da China...

Mandamos ela pro SUS,

e vai ser um Ai Jesus...

Médicos em greve,

plantonistas incompetentes,

e dão conta do recado...

Pode ser de gripe suina,

uma virose assassina,

ou quem sabe ela encontre uma bala perdida,

que lhe ponha fim à vida...

Seria de verdade muita sorte,

se acontecesse a morte da morte...

Apenas os coveiros lamentariam...

Devemos sempre saber aproveitar as experiências que tivermos em nossa vida,
sabendo retificar erros, e ratificar acertos, tomando o cuidado para não fazer o contrário...
Ósculos e amplexos,
Marcial

APROVEITANDO AS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS
Marcial Salaverry

Os anos vão passando, e assim, a vida vai correndo, e enquanto a juventude vai ficando para trás, vamos acumulando a experiência que a vida nos traz, desde que saibamos analisar as experiências vividas, sabendo separar o que fizemos de certo ou de errado. Algo que desde criança sempre ouvi os mais velhos falarem: "Gostaria de voltar aos meus 20 anos, mas com a experiência de vida que tenho hoje..." Sem dúvida alguma, juntar-se ao vigor da juventude, a experiência que vida traz em sua vivência, seria o ideal. Pena ser essa uma conjunção impossível, e assim, precisamos ir aprendendo com os erros cometidos, formando a nossa bagagem de experiência, que poderá nos permitir ter algo a passar para os jovens. A experiência de vida nos traz uma grande vantagem. Se soubermos olhar para trás, percebendo quais foram os erros cometidos, não mais os repetiremos, desde que saibamos analisá-los. Por vezes reincide-se no mesmo erro. Fazer o que, se nem sempre aproveitamos as lições que a vida nos dá.

Se soubermos transmitir essa experiência aos jovens que se disponham a aceitá-la, podemos mesmo aplainar um pouco seu caminho. Não podemos, e nem devemos evitar que eles errem, o que podemos é simplesmente tentar indicar-lhes um caminho. Mostrar as opções que eles vão encontrar pela frente, a fim de que eles decidam o que é melhor para eles, pois como nós tivemos a oportunidade de usar nosso livre arbítrio, claro que eles tem o direito de fazê-lo, e de cometer seus próprios erros, forjar sua própria existência. Se eles se limitarem a ouvir a "voz da experiência", sem usar seu discernimento, serão criaturas amorfas, incapazes de conduzir o próprio destino. Não podemos "viver a vida por eles". Devemos deixá-los viver. Mostrar o que existe, procurando amenizar as dificuldades, é uma coisa, contudo o mais importante é deixar que eles pensem e cheguem às suas próprias conclusões. Eles saberão que estamos prontos a ajudá-los sempre que eles precisarem e peçam um socorro.

A respeito, encontrei um pensamento muito bacana feito por um pensador que usou muito bem. o cérebro e uma caneta. Chamava-se Victor Hugo e, entre muitas outras jóias, legou-nos esta:
"O fogo vê-se nos olhos dos moços, mas nos olhos dos velhos vê-se a luz".

Vejam, o grande sentido que ele colocou na frase: "nos olhos dos velhos vê-se a luz." Luz que pode permitir que os experientes iluminem o caminho para os mais jovens. Luz que pode permitir que os pais mostrem mais claramente o caminho para os filhos, mas não que determine o caminho a ser seguido. Iluminar para que eles escolham melhor. Luz que sabiamente usada permitirá que os mais jovens errem menos. Mas devem errar, sim. Se nós errando, chegamos até aqui, porque tirar-lhes esse direito?
Pois se quisermos fazer o caminho em seu lugar, se quisermos determinar o caminho que eles devem seguir, apagaremos "o fogo de seus olhos". Esse fogo tão necessário para que eles lutem, procurem vencer e atinjam seus objetivos. Aceitem as decisões dos jovens, mas com discernimento. Vendo que eles estão errados, o mais certo é apontar-lhes o erro e até mesmo ensiná-los a corrigir esse erro, se esta for sua vontade.

Bem, como sou muito jovem ainda (pelo menos a alma...), se estiver errado, corrijam-me. Mas permitam-me o direito de errar. Ainda tenho muito tempo para aprender, e uma coisa que aprendi muito bem com a vida, é que devemos sempre procurar fazer de cada dia de nossa vida, sempre UM LINDO DIA, podendo repeti-lo, enquanto soubermos viver a vida como ela deve e merece ser vivida...

Por um sonho dito insano, e por circunstancias do Destino,
embarquei em um avião da Lufthansa, e fui parar em Kinshasa-Congo,
após uma conexão em Dakar, para ir passear na África...
E foi bom demais...
Ósculos e amplexos,
Marcial

PASSEANDO PELA ÁFRICA
Marcial Salaverry

Lembro que em principios de 1969, decidi ir para o Congo, para tentar a chamada "melhoria de vida", além de realizar velhos sonhos. Consegui meu objetivo, pois saí da crise financeira que estava, além de realizar o velho sonho de explorar as selvas africanas, como Tarzan e Nyoka, e como lucro, vivi aventuras muito interessantes, viajando pelo interior do Congo, seja em um heroico jipe LandRover, seja em aviões mal equipados, pilotados por sabe Deus quem, sempre contando com o Dedo de Deus direcionando o caminho, pois sem a ajuda Dele, não estaria aqui contando nada...

Iniciando, vamos salientar que sem nenhuma sombra de dúvida a idéia de viver na África chega a ser assustadora, pois sempre fica a impressão dos filmes de Tarzan, do Fantasma, feras sedentas de sangue, antropófagos, e outras coisas mais, e com esses pensamentos soturnos, ao desembarcar no aeroporto de Dakar, fiquei com a nítida impressão de que meus piores temores se confirmavam. Cheguei à meia noite. Uma escuridão de meter medo e pelo caminho do aeroporto até a cidade passei por vielas escuras, cheia de tipos mal-encarados. Ao descer da perua, no hotel, assustei-me mais ainda, com o tamanho do senegalês que estava dormindo na portaria, cerca de 2 metros de altura e carrancudo, e isto me preocupou. Ao entrar no quarto para passar à noite, pois prosseguiria viagem no dia seguinte para Kinshasa-Congo, tomei um cuidado que se revelou ridículo pela manhã: - barricadei a porta do quarto com os móveis disponíveis, acreditando assim estar protegido talvez, de um possível ataque e só então após este exercício muscular e emocional me senti tranquilo o suficiente, para me deitar e passar a noite.

Tinha um dia livre em Dakar. A conexão para Kinshasa seria só no final da noite. Passeando pela cidade, vi que meus temores haviam sido ridículos, pois estava em uma cidade como qualquer outra do mundo, com os mesmos problemas que encontramos em qualquer grande cidade brasileira, cheia de gente circulando pelas ruas, carros em profusão, proporcionando um trânsito super caótico. A finalidade principal, dessa minha parada em Dakar, era conseguir o visto para desembarcar em Kinshasa, pois o Brasil não tinha relações diplomáticas com o Congo, e não havia nenhuma Embaixada, nem cá, nem lá... Sendo essa finalidade, dirigi-me à Embaixada do Congo. O funcionário, responsável pelos vistos, admirou-se profundamente de que um brasileiro desejasse ir ao Congo. Para acalmar sua desconfiança, determinou que um assessor me acompanhasse à Embaixada do Brasil, para que meu passaporte fosse autenticado como brasileiro de fato. Esta precaução se justificava porque, naquela época, havia muito trânsito de mercenários procurando os países africanos recém libertados, e que ainda apresentavam problemas, e o Congo era um destes, e era para lá que eu seguia. Muito romântico, sem sombra de dúvida. Dirimidas as dúvidas, só tive que tentar explicar ao Cônsul do Brasil, que espécie de doido era eu. Obtido o tal visto, preparei-me para a fase final da viagem: Destino Kinshasa. No desembarque, pude constatar que havia muita similaridade com as coisas do Brasil, pois, para liberação rápida de minha bagagem, bastou uma gorgetinha para o funcionário alfandegário e eis a bagagem prontamente liberada, sem sequer ser examinada. Muito familiar, sem duvida.

Dessa vez, pude ter uma boa visão do que me aguardava, pois cheguei durante o dia, e assim, apreciei convenientemente a paisagem da capital congolesa. A entrada da cidade era assustadora, passava bem no meio da “Cité”, como era chamado o bairro predominantemente congolês. Em tudo e por tudo semelhante a uma imensa favela, o que me levou a perguntar ao meu amigo Paiva, se toda a cidade era assim, sendo que ele em resposta limitou-se a sorrir.
Quando começamos a entrar na cidade propriamente dita, entendi a razão de seu sorriso. Kinshasa era uma cidade como outra qualquer, podendo-se compará-la a, digamos, Cubatão, largas avenidas, arranha-céus e trânsito, muito trânsito, com péssimos motoristas, que não tinham a mínima consideração pelas leis de trânsito, o que me fez sentir quase em casa. Depois, as coisas normais. A adaptação ao modus-vivendi foi rápida. Os problemas com o idioma oficial falado no Congo, o francês, foram rapidamente superados, com o chamado Curso de Aprendizado de Idiomas, que qualquer pessoa que tenha a intenção de viver fora de seu país de origem deve fazer, ou seja, aprender as primeiras noções antes de viajar, e o resto, aprender no dia a dia à custa de muitas mancadas.

Logo na primeira semana, já comecei a circular pela cidade, dirigindo um veículo pertencente a meu empregador, Leon Hasson e Freres, dando início às minhas funções de vendedor numa cidade que não conhecia, mal falando a língua, enfim, fui eu quem procurou aquilo e tinha que me virar para não dar com os burros n’água. Os problemas raciais eram em parte resolvidos quando eu me identificava como brasileiro e prontamente associado com Pelé.. Sim nosso grande Pelé me quebrou grandes galhos. Sua figura era tão adorada, não só no Congo, como em toda a África, que sempre funcionou como abre-barreiras. Para que se possa ter uma idéia, posso contar um dos episódios em que usei a identificação “pelesistica”. Foi quando, inadvertidamente, passei entre dois soldados que patrulhavam as ruas. Fiquei sabendo que “cortar” uma patrulha era quase crime hediondo, e então, os soldados queriam me deter, porém quando, em meu francês macarrônico, consegui me identificar como brasileiro, e lhes mostrei meu passaporte para provar minha identidade, foi que eles arreganharam os dentes num esgar de sorriso, dizendo “Ah!!! Brasileiro!... Conterrâneo de Pelé!... No Brasil não existe racismo, acreditamos que não foi por mal... mas nunca mais faça isso”. Logicamente, além de me apadrinhar com o Pelé, também precisei pagar uma cervejinha para os zelosos soldados para que assim o “terrível” crime fosse esquecido.

Após alguns meses, consegui o visto de entrada para minha família, e prontamente remeti a papelada para o Brasil, para que minha esposa e meus 2 filhos pudessem entrar no Congo, acompanhando-me no que todo o restante da família chamava de “a grande loucura”... e quem duvidava disso? Bem, para que meus familiares tivessem uma bela recepção, aconteceu o inesperado. Justamente naquele dia 12/06/69, os estudantes congoleses resolveram fazer uma revolução. Maravilha! A chegada do avião estava marcada para as 16 hs. e, até a hora do almoço, ninguém podia sair às ruas, o aeroporto estava fechado. - E agora, José? Estava com os nervos em frangalhos, sem saber o que poderia acontecer, se o avião iria aterrizar ou não, enfim, uma crucial expectativa. Exatamente às 14 hs. fiquei sabendo que a direção da firma conseguira obter a informação de que o avião aterrizaria, e conseguira também uma escolta para que eu pudesse receber minha família. Consegui respirar novamente. Durante o trajeto até o aeroporto, foi fácil constatar o porque da escolta, pois ainda se escutavam tiros aqui e acolá, barricadas por toda a parte, e soldados, centenas deles, milhares até, procurando encontrar os “malditos rebeldes”. Ao desembarque, tudo normal. As gorjetas de hábito, e pronto. Pude, enfim, abraçar e beijar esposa e filhos.

Agora, durante nossa viagem de volta, nunca mais vou esquecer a expressão dos olhos dos heróis recém chegados, apreciando a movimentação toda. Só não houve mais tiros, pois a revolta já fora sufocada. A chegada ao lar marcaria um novo episódio em nossa vida. Muitas surpresas nos esperavam, e aventuras quase ficcionais.

Enfim, foi assim o começo da vida de um brasileiro no Congo durante 3 anos, e agora lembrando e relembrando, agradeço ao Amigão, ter este LINDO DIA, tantos foram os perigos vividos, que Ele me ajudou a superar, e ainda estou podendo contar a história, que mais parece estória...Tem mais coisas por vir no porvir...

Não há quem não conheça um tipo assim...
Autenticos caras de pau, descarados, e que adoram laranjas e pizzas...
Em Brasilia então...
Quando chegarem as eleições, não se esqueça disso, e veja bem em quem
votar, não permitindo a volta da corrupção desenfreada...

CERTOS TIPOS DESCARADOS
Marcial Salaverry

Chama-se uma pessoa sem caráter, de descarada,
que se esconde no anonimato,
quando faz coisa errada...
E os especialistas nesse ato,
são os políticos em geral...
Desviam o dinheiro público,
e nunca se dão mal...
Para se esconder,
sem nada temer,
qualquer um deles arranja
alguém a quem chamam de laranja...
Sua conta na Suíça cresce,
e a pizza aparece...
E para descobrir a chefia,
é uma tremenda agonia...
Eles ou elas, nunca sabem de nada...
Só os "aloprados" são os mutreteiros...
E a mão mandante continua escondida,
sempre contando com a ajuda
de "julgadores" mais corruptos ainda,
que participam ativamente de certas jogadas,
soltando quem deveria estar preso...