Coleção pessoal de MadalenaPizzatto

41 - 60 do total de 61 pensamentos na coleção de MadalenaPizzatto

A CHUVA

Através da janela
vejo a chuva que caí.
Insiste mansamente…
Sons das gotas da chuva,
a sinfonia fria
bate e molha a vidraça.
Divina fina chuva!

Vejo luzes dos reflexos
da chuva no asfalto.
As minhas lembranças
retornam ao passado.
Saudade e melancolia
da minha doce infância.
Aí meu coração chora
O ritmo da chuva insiste…

Madalena Ferrante Pizzatto
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Saudade é o retrato da ausência
emoldurado pela distância.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Fogo na lareira
geada na madrugada
e o chá na chaleira.

Madalena Ferrante Pizzatto
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um frio sem sol
sossego com aconchego
luva e cachecol

Madalena Ferrante Pizzatto
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Num instante, um hiato de sombras gélidas,
me sufocam numa transição final.
Com um breve suspiro, inesperadamente,
sem palavras, fechei os olhos e adormeci.

Minh`alma viaja ao pólo oposto
hesitante tento impedir o passo
Mas, com cautela e um compasso lento
atravesso um sinistro limiar.

Poderoso vento vem ao meu encontro
vejo esplêndida veloz luz que se aproxima
e os meus olhos se ofuscam…flutuo…

Pasma ao ver o resplendor da glória de Deus
a minha`alma agora anela ao inexprimível.

Uma grande porta se fecha atrás de mim.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Crianças fora da escola
nas ruas pedem esmolas.
Dormem nos bancos da praça,
nos viadutos ao relento.
Dias de frios e vento
cobrem com dores e mágoas,
carentes de amor e pão.
Maltratadas e exploradas,
vagueiam sem rumo e drogadas
matam por alguns trocados.

Crianças sem esperanças,
caminham soltas, acuadas
E cansadas de sofrer
vagabundeiam por aí
porém, ninguém quer ver.

Madalena Ferrante Pizzatto
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CANTO TRISTE

Hoje penso no meu Brasil
outra vez, meu verso chora.
Um lampejo fulminante,
as palavras cambaleiam,
se metem na poesia.
E num brado retumbante
no qual desafina incerto,
neste instante, canta um canto
tão triste e desencantado.

Madalena Ferrante Pizzatto
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RETRATO DE CURITIBA

Minha amada, gelada, cinza e nublada,
de inverno com o céu azul translúcido,
outros muitos bruscamente escurecidos,
o sol tímido algumas vezes brilha aqui.

Queridinha do vampiro e polaquinha,
do Poty, da Elena Kolody e Leminski.
da “vina”, do“penal” do “piá” e Au Au.
Tem o Pierogi do Tadeu e tem Cini,
a cocada do Bomfati, a rua Teffé.
da Boca Maldita e o chique do Batel.

Sorriso e cores, flores no calçadão
Suas Torres, palácios e casarões.
tem também a feirinha do Poeta.
A Curitiba de natais inesquecíveis,
musicais, teatros, do antigo e do novo.
Aqui tem Gralha Azul, pinheiros, pinhão

Domingo no Tangua, Tingui e no Barigui.
Porque é linda e Santa a Felicidade,
hoje eu te envolvo com meu abraço
Curitiba, é muito bom viver aqui !

Madalena Ferrante Pizzatto
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ESTA CONSUMADO

Abriu um novo caminho
à caminho do calvário,
coroado com espinhos.
Foi maltratado e ultrajado.
no alto de uma cruz.
Alongou seus braços num abraço.
No abraço que envolve,
espelha e espalha o perdão.
Na dor da crucificação,
cravou e provou seu amor.
Neste dia sombrio,
a terra tremeu e o véu rasgou.
Sua cabeça inclinou
e sem ressentimento,
Eis que Rei dos reis bradou:
“Esta consumado”.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Uma sinfonia
são pássaros no quintal
festança musical

Madalena Ferrante Pizzatto
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Maio enche de flores
outono de céu azul
com jardim de cores

Madalena Ferrante Pizzatto
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As folhas no chão
inverno surge com graça
o sol sai de cena

Madalena Ferrante Pizzatto
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Quando percebi,
não era mais criança,
quis segurar minha infância,
mas não deu:
Cresci....

Madalena Ferrante Pizzatto
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Tags: criança infância

Uma poesia vagueia.
Ela precisa de um abrigo
e invade o meu quarto na madrugada.
Por isso, atrevida, me acorda.
As palavras chegam e partem
(alegres ou tristes).
Ecoam seus versos
igual ao som de sino rouco.
Envolvem minha alma.
Em troca, florescem os meus sonhos.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Tags: poesia madrugada

Hoje fiquei só,
eu procurei minha sombra,
vi, então me deu dó.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Aroma e alegria,
em uma atmosfera floral
brisa e poesia.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Sou tolhida quando falo.
Aí eu fico sentida.
Quando eu me calo,
eu escrevo.
Ultimamente,
meus dedos estão cheio de calos...

Madalena Ferrante Pizzatto
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Uma Gralha Azul no céu,
fertiliza a natureza,
gira, galga e voa ao léu,
cheia de graça e beleza.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Evaporou a emoção,
acabou a fantasia
e associou - se à razão:
emudeceu a poesia.

Madalena Ferrante Pizzatto
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Tags: emoção fantasia

A saudade cresceu,
explodiu na minh' alma
e desceu nos meus olhos.

Madalena Ferrante Pizzatto
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