Coleção pessoal de Lulena

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As palavras se rasgam em minhas cordas vocais e percebo se eu falasse o que sinto não teriam sentido por isso elas silenciam e são remendadas em filetes de lágrimas e por isso choro.

Quem fala mal de ti pelas costas é que não evoluiu o suficiente para acompanhar teus passos ou mesmo seguir à tua frente.

Se sentires um vazio em mim, saiba que nesse momento me esvaziei para me preencher de ti.

Tsunami que adormece em meio à calmaria, ou um oásis que a alma enxerga como miragem num deserto chamado corpo?

Peregrino de dia para ressuscitar a noite num novo calvário e despertar num caminho sem espinhos e que eu consiga pegar as pétalas de rosa que caem do Manto Sacro!

Nem tudo é vitória e nem tudo é derrota, ainda temos o intervalo pra recarregar a energia da alma que é arma para qualquer adversidade e obstáculo de qualquer inimigo que se atravessar em nosso caminho, cuja jornada é árdua é exaustiva, mas nada que nos impeça de seguir, onde somos os soldados e Deus o comandante dessa batalha que manda seus anjos juntar os espinhos de sangue que lacrimejam de nossos olhos e corpos cansados, mas não vencidos.

O problema não é o caminho e sim as armadilhas que encontramos nos atalhos para conseguir chegar mais depressa.

Muitas vezes silenciar é dar uma pausa para ouvir nossos ruídos internos.

Parte de mim se perdeu em ti para que um dia a gente se encontre num passado de outrora ou num presente vindouro ou num hoje de agora e então nos tornaremos um só.

Quanto mais tentam fatigar meu corpo nessa batalha é que minha alma ganha mais forças para lutar.

A alma às vezes fica tão confusa fazendo círculos ébrios dentro de um labirinto, à procura da saída num invólucro denso chamado corpo.

Quando a gente acha que vai fazer o gol, vem a vida e te dá uma rasteira e o juiz (paciência) apita e diz que é pênalti e aí vem novamente os nossos sonhos fazer barreira.

Eu não mudo pelos outros e sim por mim, chega um certo tempo da vida que tem que ser assim.

Amei-te tanto que morri de amor, e toda vez que choras me plasmo em tuas lágrimas para aliviar a tua dor.

Onde eu estiver nunca vou encontrar o que vim buscar aqui. Preciso me reencontrar primeiro, antes de achar tudo aquilo que deixei, ou perdi.

A sensação de estar lá em cima, e olhar pra baixo sentindo o vento no rosto e as pessoas sorrindo e te olhando é indescritível, e quando quase se consegue tocar no vento a alma cai lentamente como uma folha que vem dançando conforme a música do tempo; e no corpo acopla em mais um sonho que acorda.

Às vezes é preciso fazer um mergulho interno no líquido amniótico em posição fetal pra poder renascer novamente e reaprender a dar os primeiros passos já com o corpo machucado de tanto tombo no chão nesse mundo de prova e expiação, pois a alma não sabe mais por onde anda...

Gosto de ler as palavras em teu olhar, onde a boca tímida e tremula silencia o que tua alma quer gritar.

Envelhecer é um processo tão natural, que quando a gente se da conta é o momento que a alma se espreguiça, boceja e desperta.

Trouxe um rascunho do passado pra passar a limpo no futuro e enquanto isso vou fazendo algumas correções no meu presente.